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negrito = Texto principal
Parágrafo cinza = comentário
1 1| 1. O Evangelho da vida está no centro da mensagem
2 1| Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância » (
3 1| 10, 10). Ele fala daquela vida « nova » e « eterna » que
4 1| é precisamente em tal « vida » que todos os aspectos
5 1| os aspectos e momentos da vida do homem adquirem pleno
6 2| chamado a uma plenitude de vida que se estende muito para
7 2| participação da própria vida de Deus.~A sublimidade desta
8 2| grandeza e o valor precioso da vida humana, inclusive já na
9 2| temporal. Com efeito, a vida temporal é condição basilar,
10 2| promessa e renovado pelo dom da vida divina, que alcançará a
11 2| sublinha a relatividade da vida terrena do homem e da mulher.
12 2| mulher. Na verdade, esta vida não é realidade « última »,
13 2| sabe que este Evangelho da vida, recebido do seu Senhor,
14 2| 15), o valor sagrado da vida humana desde o seu início
15 2| pessoa e o Evangelho da vida são um único e indivisível
16 | As novas ameaças à vida humana~ ~
17 3| qualquer ameaça à dignidade e à vida do homem não pode deixar
18 3| anunciar o Evangelho da vida pelo mundo inteiro a toda
19 3| agravamento das ameaças à vida das pessoas e dos povos,
20 3| crimes e atentados contra a vida humana. À distância de trinta
21 3| Tudo quanto se opõe à vida, como seja toda a espécie
22 3| humana, como as condições de vida infra-humanas, as prisões
23 4| que dá aos crimes contra a vida um aspecto inédito e — se
24 4| justificam alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da
25 4| maneira de considerar a vida e as relações entre os homens.
26 4| de tais acções contra a vida, é conjuntamente sintoma
27 4| para a defesa e cuidado da vida humana, em alguns dos seus
28 4| toca o fundamental valor da vida humana.~ ~
29 5| Ao problema das ameaças à vida humana no nosso tempo, foi
30 5| Sucessor de Pedro, o valor da vida humana e a sua inviolabilidade,
31 5| Igreja acerca do Evangelho da vida.~Nessa mesma carta, que
32 5| no direito fundamental à vida, a Igreja sente que deve,
33 5| no direito fundamental à vida, é hoje uma grande multidão
34 5| precisa e firme do valor da vida humana e da sua inviolabilidade,
35 5| defende, ama e serve a vida, cada vida humana! Unicamente
36 5| ama e serve a vida, cada vida humana! Unicamente por esta
37 6| anunciar o Evangelho da vida, clara luz que ilumina as
38 6| Deus, como « santuário da vida ». ~A todos os membros da
39 6| membros da Igreja, povo da vida e pela vida, dirijo o mais
40 6| Igreja, povo da vida e pela vida, dirijo o mais premente
41 6| afirme uma nova cultura da vida humana, para a edificação
42 | MIM~ ~AS ACTUAIS AMEAÇAS À VIDA HUMANA~ ~
43 | raiz da violência contra a vida~ ~
44 7| 23-24).~O Evangelho da vida, que ressoa, logo ao princípio,
45 7| Deus para um destino de vida plena e perfeita (cf. Gn
46 8| por exemplo, as ameaças à vida se verificam ao nível do
47 9| antiguidade, o sangue é a sede da vida, ou melhor « o sangue é
48 9| ou melhor « o sangue é a vida » (Dt 12, 23), e a vida,
49 9| vida » (Dt 12, 23), e a vida, sobretudo a humana, pertence
50 9| isso, quem atenta contra a vida do homem, de algum modo
51 9| profundamente o ambiente da vida do homem. A terra, que era
52 | o eclipse do valor da vida~ ~
53 10| gravidade dos atentados à vida que continuam a registar-
54 10| pensar na violência causada à vida de milhões de seres humanos,
55 10| ainda graves riscos para a vida? É impossível registar de
56 10| vasta gama das ameaças à vida humana, tantas são as formas,
57 11| de atentados, relativos à vida nascente e terminal, que
58 11| Tais atentados ferem a vida humana em situações de máxima
59 11| constitutivamente a ser « santuário da vida ».~Como se pôde criar semelhante
60 11| de defesa e promoção da vida.~Tudo isto explica — pelo
61 11| como possa o valor da vida sofrer hoje uma espécie
62 11| encobrir alguns crimes contra a vida nascente ou terminal com
63 12| poderosos contra os débeis: a vida que requereria mais acolhimento,
64 12| bem-estar ou os hábitos de vida daqueles que vivem mais
65 12| espécie de « conjura contra a vida ». Esta não se limita apenas
66 13| simples e eficazes contra a vida e, ao mesmo tempo, capazes
67 13| eventualidade de ser concebida uma vida não desejada. De facto,
68 13| conjugal, o outro destrói a vida de um ser humano; a primeira
69 13| própria personalidade. A vida que poderia nascer do encontro
70 13| dias de desenvolvimento da vida do novo ser humano.~ ~
71 14| pareceriam estar ao serviço da vida e que, não raro, são praticadas
72 14| novos atentados contra a vida. Para além do facto de serem
73 14| na realidade reduzem a vida humana a simples « material
74 14| terapêuticas » — que acolhe a vida apenas sob certas condições,
75 15| por vezes já abalados, da vida pessoal e familiar, de maneira
76 15| de poder apropriar-se da vida e da morte para decidir
77 16| por ameaças e atentados à vida, é o fenómeno demográfico.
78 16| métodos e atentados contra a vida, nas situações de « explosão
79 16| direito de cada homem à vida, preferem promover e impor,
80 17| realizam os atentados à vida, mas também à singular dimensão
81 17| tempo, as ameaças contra a vida não diminuíram. Elas, ao
82 17| ataques maciços contra a vida, uma série infindável de
83 17| objectiva « conjura contra a vida » que vê também implicadas
84 17| incondicionalmente a favor da vida.~ ~
85 18| derivam.~As opções contra a vida nascem, às vezes, de situações
86 18| mencionados crimes contra a vida como legítimas expressões
87 18| publicamente o valor da vida, o próprio direito à vida
88 18| vida, o próprio direito à vida é praticamente negado e
89 18| legitimação dos atentados à vida humana? Como conciliar estas
90 18| contrária à do respeito pela vida e representam uma ameaça
91 18| e violência, nas quais a vida humana de populações inteiras
92 19| por vezes, a supressão da vida nascente ou terminal aparece
93 19| objectiva e comum, fundamento da vida pessoal e social, a pessoa
94 20| verdade absoluta para todos: a vida social aventura-se pelas
95 20| direitos fundamentais, o da vida.~É aquilo que realmente
96 20| e inalienável direito à vida é posto em discussão ou
97 20| presume de poder dispor da vida dos mais débeis e indefesos,
98 21| luta entre a « cultura da vida » e a « cultura da morte »,
99 21| da sua dignidade e da sua vida; por sua vez, a sistemática
100 21| grave matéria do respeito da vida humana e da sua dignidade,
101 22| Deixa de considerar a vida como um dom esplêndido de
102 22| à sua « veneração ». A vida torna-se simplesmente «
103 22| manipular.~Assim, diante da vida que nasce e da vida que
104 22| diante da vida que nasce e da vida que morre, o homem já não
105 22| desígnio de Deus sobre a vida que temos de respeitar.
106 23| A chamada « qualidade de vida » é interpretada prevalente
107 23| desenfreado, beleza e prazer da vida física, esquecendo as dimensões
108 23| desvanece, parece então que a vida perdeu todo o significado
109 23| conseguinte, abertura à riqueza de vida que o filho é portador.~
110 24| funestas consequências sobre a vida. Em questão está, antes
111 24| comportamentos contrários à vida, mas também porque alimenta
112 24| estruturas de pecado » contra a vida. A consciência moral, tanto
113 24| ao fundamental direito à vida. Uma parte significativa
114 24| acolhimento e de serviço à vida humana.~ ~
115 25| Deus, fonte e defensor da vida. Também o sangue de todos
116 25| vontade de comunicar a sua vida aos homens, purificando-
117 25| perfeita redenção e dom de vida nova.~O sangue de Cristo,
118 25| inestimável seja o valor da sua vida. Isto mesmo nos recorda
119 25| não pereça, mas tenha a vida eterna" (cf. Jo 3, 16) »! ~
120 25| é derramado como dom de vida, o sangue de Jesus já não
121 25| comunhão que é riqueza de vida para todos. Quem, no sacramento
122 25| dinamismo de amor e doação de vida d'Ele, para levar à plenitude
123 25| se empenharem a favor da vida. Precisamente esse sangue
124 25| Deus, a vitória será da vida. « Nunca mais haverá morte » —
125 26| denúncia das ameaças contra a vida não fosse acompanhada pela
126 26| seu serviço quotidiano à vida, sabem também abrir-se ao
127 26| são os centros de ajuda à vida ou instituições análogas,
128 26| e recuperar o sentido da vida.~A medicina, promovida com
129 26| hoje obtidos em favor da vida nascente, das pessoas que
130 26| e de maior respeito pela vida? ~ ~
131 27| sensibilização social a favor da vida. Quando estes movimentos,
132 27| ampla e profunda do valor da vida, fazem apelo e realizam
133 27| comunidades em defesa da vida? A Igreja, deixando-se guiar
134 27| continuam a consagrar a sua vida a Deus, dando-a por amor
135 27| civilização do amor e da vida », sem a qual a existência
136 27| crescente à qualidade de vida e à ecologia, que se regista
137 27| global das condições de vida. Particularmente significativo
138 27| reflexão ética acerca da vida: a aparição e o desenvolvimento
139 27| fundamentais, que dizem respeito à vida do homem.~ ~
140 28| mal e o bem, a morte e a vida, a « cultura da morte »
141 28| morte » e a « cultura da vida ». Encontramo-nos não só «
142 28| incondicionalmente a favor da vida.~Também para nós, ressoa
143 28| ofereço-te hoje, de um lado, a vida e o bem; do outro, a morte
144 28| Coloco diante de ti a vida e a morte, a felicidade
145 28| e a maldição. Escolhe a vida, e então viverás com toda
146 28| escolher entre a « cultura da vida » e a « cultura da morte ».
147 28| decretos. (...) Escolhe a vida, e então viverás com toda
148 28| fiel, porque é Ele a tua vida e a longevidade dos teus
149 28| incondicional a favor da vida atinge em plenitude o seu
150 28| conflito entre a morte e a vida, no qual estamos imersos,
151 28| homens, « para que tenham vida, e a tenham em abundância » (
152 28| e servir o Evangelho da vida.~ ~
153 | CAPÍTULO II~VIM PARA QUE TENHAM VIDA ~ A MENSAGEM CRISTÃ SOBRE
154 | MENSAGEM CRISTÃ SOBRE A VIDA~ ~
155 | A vida manifestou-se, nós vimo-
156 | para Cristo, « o Verbo da vida »~ ~
157 29| graves ameaças contra a vida, presentes no mundo contemporâneo,
158 29| Jesus Cristo, « o Verbo da vida » (1 Jo 1, 1). O Evangelho
159 29| Jo 1, 1). O Evangelho da vida não é uma simples reflexão,
160 29| original e profunda, sobre a vida humana; nem é apenas um
161 29| futuro melhor. O Evangelho da vida é uma realidade concreta
162 29| o caminho, a verdade e a vida » (Jo 14, 6). A mesma identidade
163 29| Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda
164 29| toda a eternidade, recebe a vida do Pai (cf. Jo 5, 26) e
165 29| Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância » (
166 29| verdade plena sobre o valor da vida humana é oferecida ao homem
167 29| de defender e promover a vida humana.~Em Cristo, de facto,
168 29| plenamente aquele Evangelho da vida, que, oferecido já na Revelação
169 29| para nos ressuscitar para a vida eterna ». ~ ~
170 30| e meditar o Evangelho da vida. O sentido mais profundo
171 30| mensagem revelada relativa à vida humana foi recolhido pelo
172 30| apalparam acerca do Verbo da vida, — porque a vida manifestou-
173 30| Verbo da vida, — porque a vida manifestou-se, nós vimo-
174 30| dela e vos anunciamos esta vida eterna que estava no Pai
175 30| connosco » (1, 1-3).~Então, a vida divina e eterna é anunciada
176 30| comunicada em Jesus, « Verbo da vida ». Graças a este anúncio
177 30| anúncio e a este dom, a vida física e espiritual do homem,
178 30| significado: com efeito, a vida divina e eterna é o fim,
179 30| mundo. Assim, o Evangelho da vida encerra tudo aquilo que
180 30| dizem acerca do valor da vida humana: acolhe-o, eleva-
181 | me salvou » (Ex 15, 2): a vida é sempre um bem ~ ~
182 31| evangélica do anúncio sobre a vida fora preparada já no Antigo
183 31| aos olhos de Deus a sua vida. Quando já parece votado
184 31| certeza bem precisa: a sua vida não se acha à mercê de um
185 31| percepção do sentido e valor da vida como tal. É uma reflexão
186 31| quotidiana da precariedade da vida e da consciência das ameaças
187 31| concedida a luz ao infeliz, e a vida àquele cuja alma está desconsolada,
188 31| cada vez maior, o germe de vida imortal posto pelo Criador
189 31| na participação da sua vida eterna.~ ~
190 | plenamente o sentido da vida~ ~
191 32| Como Deus, « amante da vida » (Sab 11, 26), já tinha
192 32| própria existência, que a sua vida é um bem, ao qual o amor
193 32| confirmação de que também a sua vida é um dom zelosamente guardado
194 32| revelação do valor imenso da vida deles e de quão fundados
195 32| de miséria e pobreza da vida humana. Assim faz Pedro,
196 32| em Jesus, « Príncipe da vida » (Act 3, 15), a vida que
197 32| da vida » (Act 3, 15), a vida que ali jaz abandonada e
198 32| tocando o próprio sentido da vida de cada homem nas suas dimensões
199 32| reconhece que a própria vida está tocada pelas mazelas
200 32| poder assegurar a própria vida com a posse de simples bens
201 32| na realidade engana-se. A vida está-lhe escapando, e bem
202 33| 33. Na vida de Jesus, desde o início
203 33| experiência da contingência da vida humana e a afirmação do
204 33| precariedade caracteriza a vida de Jesus, desde o seu nascimento.
205 33| cumprimento do mistério desta vida que entra no mundo: « não
206 33| manjedoura de Belém: esta vida que nasce é salvação para
207 33| contradições e riscos da vida são assumidos plenamente
208 33| humildes e precárias da vida humana (cf. Fil 2, 6-7).
209 33| pobreza ao longo de toda a sua vida até ao momento culminante
210 33| toda a grandeza e valor da vida, enquanto a sua doação na
211 33| na cruz se torna fonte de vida nova para todos os homens (
212 33| contradições e a própria perda da vida, Jesus é guiado pela certeza
213 33| 23, 46), isto é, a minha vida. Verdadeiramente grande
214 33| Verdadeiramente grande é o valor da vida humana, se o Filho de Deus
215 34| 34. A vida é sempre um bem. Esta é
216 34| compreender.~Por que motivo a vida é um bem? Esta pergunta
217 34| resposta eficaz e admirável. A vida que Deus dá ao homem é diversa
218 34| semelhança » (Gn 1, 26). A vida que Deus oferece ao homem,
219 34| amar o seu Criador ». A vida que Deus dá ao homem, é
220 34| tensão para uma plenitude de vida; é germe de uma existência
221 35| para que este dê entrada na vida: « O Senhor Deus formou
222 35| pelas narinas o sopro da vida, e o homem transformou-se
223 35| divina deste espírito de vida explica a perene insatisfação
224 35| insatisfação que se apodera da vida do homem no Éden, quando
225 36| comunhão entre os homens.~Na vida do homem, a imagem de Deus
226 36| perfeita do Pai.~O projecto de vida confiado ao primeiro Adão
227 36| desígnio de Deus sobre a vida do homem e introduz a morte
228 36| par, as portas do reino da vida (cf. Rm 5, 12-21). Afirma
229 36| lhes dada a plenitude da vida: neles, a imagem divina
230 | Jo 11, 26): o dom da vida eterna ~ ~
231 37| 37. A vida que o Filho de Deus veio
232 37| à existência no tempo. A vida, que desde sempre está «
233 37| vezes, Jesus designa esta vida, que Ele veio dar, simplesmente
234 37| dar, simplesmente como « a vida »; e apresenta o ser gerado
235 37| Jo 3, 3). O dom desta vida constitui o objecto próprio
236 37| que desce do Céu e dá a vida ao mundo » (Jo 6, 33), de
237 37| segue (...) terá a luz da vida » (Jo 8, 12).~Outras vezes,
238 37| Outras vezes, Jesus fala de « vida eterna », sem querer com
239 37| supratemporal. « Eterna » é a vida que Jesus promete e dá,
240 37| plenitude de participação na vida do « Eterno ». Todo aquele
241 37| em comunhão com Ele tem a vida eterna (cf. Jo 3, 15; 6,
242 37| e infundem plenitude de vida à sua existência; são as «
243 37| existência; são as « palavras de vida eterna », que Pedro reconhece
244 37| ir? Tu tens palavras de vida eterna; e nós acreditamos
245 37| 68-69). O que seja essa vida eterna, declara-o Jesus
246 37| grande oração sacerdotal: « A vida eterna consiste nisto: que
247 37| Espírito Santo, na própria vida que se abre, já desde agora,
248 37| abre, já desde agora, à vida eterna pela participação
249 37| eterna pela participação na vida divina.~ ~
250 38| 38. Por conseguinte, a vida eterna é a própria vida
251 38| vida eterna é a própria vida de Deus e simultaneamente
252 38| Deus e simultaneamente a vida dos filhos de Deus. Um assombro
253 38| verdade cristã acerca da vida. A dignidade desta não está
254 38| o homem vivo », mas « a vida do homem consiste na visão
255 38| consequências imediatas para a vida humana em sua própria condição
256 38| germinou e está a crescer a vida eterna. Se o homem ama instintivamente
257 38| homem ama instintivamente a vida porque é um bem, tal amor
258 38| cada ser humano tem pela vida não se reduz à simples busca
259 38| encontro e comunhão com Ele. A vida que Jesus nos dá, não desvaloriza
260 38| Eu sou a ressurreição e a vida; (...) todo aquele que vive
261 | veneração e amor pela vida dos outros~ ~
262 39| 39. A vida do homem provém de Deus,
263 39| do seu sopro vital. Desta vida, portanto, Deus é o único
264 39| homem, pedirei contas da vida do homem, seu irmão » (Gn
265 39| sublinhar como a sacralidade da vida tem o seu fundamento em
266 39| Gn 9, 6).~Portanto, a vida e a morte do homem estão
267 39| ser vivente, e o sopro de vida de todos os homens » — exclama
268 39| Senhor é que dá a morte e a vida, leva à habitação dos mortos
269 39| afirmar: « Só Eu é que dou a vida e dou a morte » (Dt 32,
270 39| criaturas. Se é verdade que a vida do homem está nas mãos de
271 39| todas as potencialidades da vida e se contrapõe às forças
272 40| 40. Da sacralidade da vida dimana a sua inviolabilidade,
273 40| apelo à inviolabilidade da vida — a própria e a alheia —,
274 40| relativo à inviolabilidade da vida humana ocupa o centro dos «
275 40| sensibilidade pelo valor da vida no Antigo Testamento, apesar
276 40| pela inviolabilidade da vida física e da integridade
277 41| fazer de bom para alcançar a vida eterna? », responde: « Se
278 41| responde: « Se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos » (
279 41| no campo do respeito pela vida: « Ouvistes que foi dito
280 41| referente à inviolabilidade da vida. Estavam já presentes no
281 41| salvaguardar as situações de vida débil e ameaçada: o estrangeiro,
282 41| pobre em geral, a própria vida antes de nascer (cf. Ex
283 41| vão desde o velar pela vida do irmão (familiar, membro
284 41| responsabilidade da sua vida, como ensina, de modo eloquente
285 41| remédio às carências da sua vida, com prontidão e sem esperar
286 41| orientado para a defesa da vida do homem, tem a sua dimensão
287 41| por toda a pessoa e sua vida. Este é o ensinamento que
288 | responsabilidades do homem pela vida ~ ~
289 42| promover, venerar e amar a vida é tarefa que Deus confia
290 42| criaturas a quem destes a vida, para governar o mundo com
291 42| específica sobre o ambiente de vida, ou seja, sobre a criação
292 42| dignidade pessoal, da sua vida: e isto não só em relação
293 42| animais e das várias formas de vida, até à « ecologia humana »
294 42| respeitosa do grande bem da vida, de toda a vida. Na realidade, «
295 42| grande bem da vida, de toda a vida. Na realidade, « o domínio
296 43| confiada no referente à vida propriamente humana. Essa
297 43| atinge o auge na doação da vida, através da geração por
298 43| através da comunicação da vida dos pais ao filho transmite-
299 43| Deus é acolhido, e uma nova vida se abre ao futuro.~Mas,
300 43| obrigação de acolher e servir a vida compete a todos e deve manifestar-
301 43| se sobretudo a favor da vida em condições de maior fragilidade.
302 44| 44. A vida humana atravessa situações
303 44| cuidado e respeito pela vida, sobretudo quando esta aparece
304 44| explícitos para salvaguardar a vida humana nas suas origens,
305 44| origens, especialmente a vida ainda não nascida, ou então
306 44| não nascida, ou então a vida próxima do seu termo, isso
307 44| agredir ou mesmo negar a vida em tais condições estava
308 44| sobretudo a certeza de que a vida transmitida pelos pais tem
309 44| concepção, da moldagem da vida no ventre materno, do nascimento
310 44| projecto divino para a sua vida: « As tuas mãos formaram-
311 44| consolidaste. Deste-me a vida e favoreceste-me; a tua
312 44| pela intervenção de Deus na vida em formação no ventre materno
313 44| processo de germinação da vida possa subtrair-se, por um
314 44| princípio e garantia da vida desde a concepção e ao mesmo
315 44| fundamento da esperança da nova vida para além da morte: « Não
316 44| quem vos deu a alma nem a vida e nem fui eu quem ajuntou
317 44| tanto o espírito como a vida, se agora fizerdes pouco
318 45| indiscutível do valor da vida desde os seus inícios. A
319 45| e o trepidante anseio da vida ressoam nas palavras com
320 | Sal 116 115, 10): a vida na velhice e no sofrimento ~ ~
321 46| o declínio inevitável da vida, na velhice?Como comportar-
322 46| O crente sabe que a sua vida está nas mãos de Deus: «
323 46| nas tuas mãos está a minha vida » (cf. Sal 16 15, 5); e
324 46| homem não é senhor nem da vida nem da morte; tanto numa
325 46| dos mortos; destes-me a vida quando já descia ao túmulo » (
326 47| Deus tem a peito também a vida corporal do homem. « Médico
327 47| 16, 18).~Certamente, a vida do corpo na sua condição
328 47| quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder
329 47| la-á, e quem perder a sua vida por Mim e pelo Evangelho,
330 47| livremente, faz da sua vida uma oferta ao Pai (cf. Jo
331 47| esta possa pôr em jogo a vida (cf. Mc 6, 17-29). E Estêvão,
332 47| Estêvão, ao ser privado da vida temporal porque testemunha
333 | a seguirem alcançarão a vida » (Bar 4, 1): da Lei do
334 48| 48. A vida traz indelevelmente inscrita
335 48| comprometer-se a manter a vida nesta verdade, que lhe é
336 48| o respeito e a defesa da vida, em qualquer situação.~A
337 48| qualquer situação.~A verdade da vida é revelada pelo mandamento
338 48| concretamente a direcção que a vida deve seguir, para poder
339 48| garantir a protecção da vida; mas a Lei do Senhor em
340 48| aquela verdade na qual a vida encontra o seu pleno significado.~
341 48| ligada à perspectiva da vida, mesmo na sua dimensão corpórea.
342 48| mandamento é dado como caminho da vida: « Vê, ofereço-te hoje,
343 48| ofereço-te hoje, de um lado, a vida e o bem; de outro, a morte
344 48| possível, absolutamente, a vida permanecer autêntica e plena,
345 48| Senhor, isto é, à « lei da vida » (Sir 17, 11). O bem que
346 48| realizar, não é imposto à vida como um fardo que pesa sobre
347 48| porque a própria razão da vida é precisamente o bem, e
348 48| precisamente o bem, e a vida é construída apenas mediante
349 48| salvaguarda plenamente a vida do homem. Isto explica como
350 48| as demais « palavras de vida » (Act 7, 38), às quais
351 48| pode produzir frutos de vida e de felicidade: « Todos
352 48| a seguirem alcançarão a vida, e os que a abandonarem
353 49| permanecer fiel à lei da vida, que Deus inscreveu no coração
354 49| a busca de projectos de vida alternativos ao plano de
355 49| Senhor é a autêntica fonte da vida. Assim escreve Jeremias: «
356 49| aqueles que desprezam a vida e violam os direitos das
357 49| denunciam as ofensas contra a vida, os Profetas preocupam-se
358 49| de um novo princípio de vida, capaz de fundar um renovado
359 49| contidas no Evangelho da vida. Isso será possível unicamente
360 49| verdadeiro e profundo da vida: ser um dom que se consuma
361 49| luminosa sobre o valor da vida que nos vem da figura do
362 49| Senhor: « Oferecendo a sua vida em sacrifício expiatório,
363 49| a lei do Espírito que dá vida em Cristo Jesus » (Rm 8,
364 49| exemplo do Senhor que dá a vida pelos próprios amigos (cf.
365 49| passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos » (
366 | cumpre-se o Evangelho da Vida~ ~
367 50| mensagem cristã sobre a vida, quereria deter-me com cada
368 50| revelação de todo o Evangelho da vida.~Nas primeiras horas da
369 50| bem contra as do mal, da vida contra a morte. Também hoje
370 50| morte » e a « cultura da vida ». Mas o esplendor da Cruz
371 50| história inteira e de toda a vida humana.~Jesus é pregado
372 50| impotência », e a sua vida parece totalmente abandonada
373 50| Jesus ilumina o sentido da vida e da morte de todo o ser
374 50| operada por Jesus, é doação de vida e de ressurreição. Ao longo
375 50| na sua elevação à própria vida de Deus.~Na Cruz, renova-
376 51| morte e desperta para uma vida nova.~A própria vida de
377 51| uma vida nova.~A própria vida de Deus é participada ao
378 51| lado de Cristo —, aquela vida é incessantemente comunicada
379 51| aliança. Da Cruz, fonte de vida, nasce e se propaga o «
380 51| e se propaga o « povo da vida ».~Deste modo, a contemplação
381 51| mas para servir e dar a vida em resgate por todos » (
382 51| amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos » (Jo
383 51| modo, Cristo proclama que a vida atinge o seu centro, sentido
384 51| somos chamados a dar a nossa vida pelos irmãos, realizando
385 51| apenas a « não matar » a vida do homem, mas também a sabê-
386 | Se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos » (
387 52| fazer de bom para alcançar a vida eterna?" » (Mt 19, 16).
388 52| respondeu: « Se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos » (
389 52| 19, 17). O Mestre fala da vida eterna, isto é, da participação
390 52| participação na própria vida de Deus. A esta vida, chega-
391 52| própria vida de Deus. A esta vida, chega-se através da observância
392 52| notícia. Também o Evangelho da vida é um grande dom de Deus
393 52| responsabilidade: dando-lhe a vida, Deus exige do homem que
394 52| e, em certo sentido, da vida que lhe é dada e que ele
395 52| mais agora no contexto da vida: o homem não é senhor absoluto
396 52| do desígnio de Deus ». ~A vida é confiada ao homem como
397 | homem, pedirei contas da vida do homem » (Gn 9, 5): a
398 | do homem » (Gn 9, 5): a vida humana é sagrada e inviolável~ ~
399 53| 53. « A vida humana é sagrada, porque,
400 53| fim. Só Deus é senhor da vida, desde o princípio até ao
401 53| sacralidade e inviolabilidade da vida humana. ~De facto, a Sagrada
402 53| proclama-Se Senhor absoluto da vida do homem, formado à sua
403 53| semelhança (cf. Gn 1, 26-28). A vida humana possui, portanto,
404 53| como objectivos e frutos de vida.~ ~
405 54| de respeito absoluto pela vida, levando a promovê-la e
406 54| indispensável para poder « entrar na vida » (cf. Mt 19, 16-19). E,
407 54| que nenhum homicida tem a vida eterna permanentemente em
408 54| Há dois caminhos, um da vida e o outro da morte; mas
409 55| gravidade. Só Deus é dono da vida! No entanto, frente aos
410 55| frequentemente dramáticos, que a vida individual e social apresenta,
411 55| direito de proteger a própria vida e o dever de não lesar a
412 55| que o valor intrínseco da vida e o dever de dedicar um
413 55| defender por carência de amor à vida ou a si mesmo, mas apenas
414 55| aquele que é responsável pela vida de outrem, do bem comum
415 57| tão grande por qualquer vida, mesmo pela do réu e a do
416 57| inviolabilidade absoluta da vida humana inocente é uma verdade
417 57| eliminação directa de qualquer vida humana inocente, sobretudo
418 57| sacralidade e inviolabilidade da vida humana. Ao Magistério pontifício,
419 57| ser humano inocente da sua vida é sempre má do ponto de
420 57| No referente ao direito à vida, cada ser humano inocente
421 58| homem pode realizar contra a vida, o aborto provocado apresenta
422 58| o direito fundamental à vida. Diante de tão grave situação,
423 58| começa a desabrochar para a vida, isto é, o que de mais inocente,
424 58| própria saúde ou um nível de vida digno para os outros membros
425 59| para ser « santuário da vida ». Nem se podem calar as
426 59| adquirida para promover a vida.~Mas a responsabilidade
427 59| uma enorme ameaça contra a vida, não apenas dos simples
428 59| estrutura de pecado » contra a vida humana ainda não nascida.~ ~
429 60| ainda ser considerado uma vida humana pessoal. Na realidade,
430 60| fecundado, inaugura-se uma nova vida que não é a do pai nem a
431 60| início a aventura de uma vida humana, cujas grandes capacidades,
432 60| primeira aparição de uma vida humana: como poderia um
433 60| cada ser humano inocente à vida ». ~ ~
434 61| Deus: « não matarás ».~A vida humana é sagrada e inviolável
435 61| já escrita no « livro da vida » (cf. Sal 139 138, 1.13-
436 62| directamente destruir a vida humana ainda não nascida, «
437 62| João XXIII corroborou que a vida humana é sagrada, porque «
438 62| com grande severidade: « A vida deve, pois, ser salvaguardada
439 63| condição de que respeitem a vida e a integridade do embrião,
440 63| pretende medir o valor de uma vida humana apenas segundo parâmetros
441 63| autênticos que qualificam a vida e a tornam, mesmo em condições
442 | Só Eu é que dou a vida e dou a morte » (Dt 32,
443 64| tendência para apreciar a vida só na medida em que proporciona
444 64| interrompe inesperadamente uma vida ainda aberta para um futuro
445 64| modos de decidir da própria vida com plena e total autonomia.
446 64| sustentar e prolongar a vida até em situações de debilidade
447 64| pondo fim « docemente » à vida própria ou alheia. Na realidade,
448 64| produtiva, segundo os quais uma vida irremediavelmente incapaz
449 65| prolongamento precário e penoso da vida, sem, contudo, interromper
450 65| risco de lhe abreviar a vida. Ora, se pode realmente
451 65| consciência e abreviar a vida, « se não existem outros
452 66| inclinação natural de cada um à vida, atenuando ou anulando a
453 66| absoluta de Deus sobre a vida e sobre a morte, deste modo
454 66| Senhor, tendes o poder da vida e da morte, e conduzis os
455 66| porque, suspenso entre a vida e a morte, suplica ser ajudado
456 66| recusa egoísta de cuidar da vida de quem sofre, a eutanásia
457 66| viver: « Só Eu é que dou a vida e dou a morte » (Dt 32,
458 66| injustiça e a morte. Assim, a vida do mais fraco é abandonada
459 67| penhor de ressurreição e de vida (cf. Rm 8, 11). A certeza
460 68| dos actuais atentados à vida humana — como já se disse
461 68| Considera-se, não raro, que a vida daquele que ainda não nasceu
462 68| autonomia para dispor da própria vida e da vida de quem ainda
463 68| dispor da própria vida e da vida de quem ainda não nasceu:
464 70| conexa com o respeito da vida que mostra os equívocos
465 70| sob certas condições, da vida humana ainda não nascida,
466 70| e critério regulador da vida política.~Na base destes
467 71| facto, « em nenhum âmbito da vida, pode a lei civil substituir-
468 71| para que todos « tenhamos vida tranquila e sossegada, com
469 71| é o inviolável direito à vida de todo o ser humano inocente.
470 71| tão fundamental como o da vida. A tolerância legal do aborto
471 72| fundamental e primordial à vida, direito próprio de cada
472 72| com o direito inviolável à vida, próprio de todos os homens,
473 72| não- -disponibilidade da vida e da tutela de cada vida
474 72| vida e da tutela de cada vida inocente. Deste modo, favorece-
475 72| diminuição do respeito pela vida e abre-se a estrada a comportamentos
476 72| menosprezo do direito à vida, exactamente porque leva
477 73| propósito de ameaças contra a vida, encontramos um significativo
478 74| necessária aos atentados contra a vida, como insensivelmente induza
479 74| directa num acto contra a vida humana inocente ou como
480 74| semelhantes actos contra a vida, deveria ser assegurada
481 | Lc 10, 27): « promove » a vida ~ ~
482 75| ensinam-nos o caminho da vida. Os preceitos morais negativos,
483 75| fundamental de orientar a própria vida para Deus. ~Já neste sentido,
484 76| a promover activamente a vida e a desenvolver determinadas
485 76| Deus pelo grande dom da vida (cf. Sal 139 138, 13-14).~
486 76| 14).~O Criador confiou a vida do homem à sua solicitude
487 76| Deus da Aliança confiou a vida de cada homem ao homem,
488 76| encarnando e dando a sua vida pelo homem, mostrou a altura
489 77| respeitar, amar e promover a vida de cada irmão, segundo as
490 77| Cristo. « Ele deu a Sua vida por nós, e nós devemos dar
491 77| nós, e nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos » (1
492 77| respeito, amor e promoção da vida humana, vincula todo o homem.
493 77| próximo, para que a sua vida seja defendida e promovida
494 77| respeito incondicional da vida humana como fundamento de
495 77| que amemos e honremos a vida de cada homem e de cada
496 77| finalmente uma nova cultura da vida, fruto da cultura da verdade
497 | POR UMA NOVA CULTURA DA VIDA HUMANA~ ~
498 | 1 Ped 2, 9): o povo da vida e pela vida~ ~
499 | o povo da vida e pela vida~ ~
500 78| anunciar o Evangelho da vida, parte integrante do Evangelho