![]() | O Santo Padre | Encíclicas | Download Ajuda |
| Alfabética [« »] nações 3 nada 9 nalgumas 2 não 393 naquela 4 naquelas 2 naquele 2 | Freqüência [« »] 700 do 680 se 538 é 393 não 389 os 387 para 348 com | Evangelium vitae Ioannes Paulus PP. II 1995 03 25 IntraText - Concordâncias não |
negrito = Texto principal
Parágrafo cinza = comentário
1 2| mulher. Na verdade, esta vida não é realidade « última »,
2 2| cada pessoa, crente e até não crente, porque se ele supera
3 2| revela-se à humanidade não só o amor infinito de Deus
4 3| dignidade e à vida do homem não pode deixar de se repercutir
5 3| da Igreja, é impossível não a tocar no centro da sua
6 3| redentora do Filho de Deus, não pode passar sem a interpelar
7 3| instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis.
8 4| tal pressuposto, pretendem não só a sua impunidade mas
9 4| Constituições, terem consentido em não punir ou mesmo até reconhecer
10 4| sintoma preocupante e causa não marginal de uma grave derrocada
11 4| encaminhadas para o seu ocaso, não o é menos o facto de à própria
12 5| coragem, dar voz a quem a não tem. O seu é sempre o grito
13 5| particular, as crianças ainda não nascidas. Se, ao findar
14 5| findar do século passado, não fora consentido à Igreja
15 5| passado — infelizmente ainda não superadas — se vêm somar,
16 7| 7. « Deus não é o autor da morte, a perdição
17 7| morte, a perdição dos vivos não Lhe dá nenhuma alegria.
18 7| e para a sua oferta, mas não olhou para Caim nem para
19 7| irmão?" Caim respondeu: "Não sei dele. Sou, porventura,
20 7| á".~O Senhor respondeu: "Não, se alguém matar Caim, será
21 8| Gn 4, 4). O texto bíblico não revela o motivo pelo qual
22 8| preferindo a oferta de Abel, não interrompe o seu diálogo
23 8| liberdade frente ao mal: o homem não está de forma alguma predestinado
24 8| igual dignidade pessoal. E, não raro, resulta violado também
25 8| nos amemos uns aos outros. Não seja como Caim que era do
26 8| pergunta com arrogância: « Não sei dele. Sou, porventura,
27 8| meu irmão? » (Gn 4, 9). « Não sei dele »: com a mentira,
28 8| guarda do meu irmão? »: Caim não quer pensar no irmão, e
29 9| 9. Mas Deus não pode deixar impune o crime:
30 9| um sinal, cujo objectivo não é condená-lo à abominação
31 9| imediatamente o culpado, não sucedesse que os homens,
32 9| que os homens, ao punirem, não usassem de qualquer tolerância
33 9| crueldade selvagem. Todavia Deus não quer punir o homicida com
34 10| sangue derramado pelos homens não cessa de clamar, de geração
35 10| fizeste? », à qual Caim não se pode esquivar, é dirigida
36 10| negligência dos homens que, não raro, lhes poderiam dar
37 10| massacres, genocídios.~Como não pensar na violência causada
38 11| braços com os seus problemas. Não faltam situações de particular
39 11| apesar da consciência não cessar de o apontar como
40 12| subjectiva no indivíduo, não é menos verdade que estamos
41 12| conjura contra a vida ». Esta não se limita apenas a tocar
42 13| de ser concebida uma vida não desejada. De facto, a cultura
43 13| directamente o preceito divino « não matarás ».~Mas, apesar de
44 13| mesma planta. É verdade que não faltam casos onde, à contracepção
45 13| existenciais que, no entanto, não podem nunca exonerar do
46 14| ao serviço da vida e que, não raro, são praticadas com
47 14| insucesso: este diz respeito não tanto à fecundação como
48 14| diagnósticos pré-natais, que não apresentam dificuldades
49 15| 15. Ameaças não menos graves pesam também
50 15| por um lado, o doente, não obstante os auxílios cada
51 15| uma atmosfera cultural que não vê qualquer significado
52 15| se especialmente quando não se possui uma visão religiosa
53 15| conjunto do horizonte cultural, não deixa de incidir também
54 15| idosos, sobretudo quando não auto-suficientes, e dos
55 15| formas mais astuciosas, mas não menos graves e reais, de
56 17| alarmante, se pensarmos não só aos diversos âmbitos
57 17| as ameaças contra a vida não diminuíram. Elas, ao contrário,
58 17| assumem dimensões enormes. Não se trata apenas de ameaças
59 17| assassinam os « Abéis »; não, trata-se de ameaças programadas
60 17| esterilização e o aborto. Não se pode negar, enfim, que
61 18| descrito requer ser conhecido não somente nos fenómenos de
62 18| horizonte mundial, como não pensar que a afirmação dos
63 18| exercício retórico, se lá não é desmascarado o egoísmo
64 18| progresso ao homem? Porventura não é de pôr em discussão os
65 19| do homem enquanto ser « não-disponível »? A teoria dos
66 19| dos animais e das coisas, não poder estar sujeito ao domínio
67 19| com tais pressupostos, não há espaço no mundo para
68 19| indivíduo de modo absoluto e não o predispõe para a solidariedade,
69 19| altruísmo e de compaixão humana, não se pode negar que tal cultura
70 19| está Abel, teu irmão? »: « Não sei dele. Sou, porventura,
71 19| para as próprias decisões, não já a verdade sobre o bem
72 20| deixa de o ser, porque já não está solidamente fundado
73 20| indefesos, desde a criança ainda não nascida até ao idoso, em
74 20| pública que, na realidade, não é senão o interesse de alguns.~
75 21| a « cultura da morte », não podemos deter-nos na noção
76 21| seus tentáculos invasivos, não deixa às vezes de pôr à
77 21| Caim pensa que o seu pecado não poderá obter perdão do Senhor
78 22| Sem o Criador, a criatura não subsiste. (...) Antes, se
79 22| vida que morre, o homem já não é capaz de se deixar interrogar
80 22| excluída a referência a Deus, não surpreende que o sentido
81 22| e a própria natureza, já não vista como mater 1, fique
82 22| temos de respeitar. E isto não é menos verdade, quando
83 22| vivendo « como se Deus não existisse », o homem perde
84 22| o homem perde o sentido não só do mistério de Deus,
85 23| escreve o Apóstolo: « Como não procuraram ter de Deus conhecimento
86 23| fim de que fizessem o que não convinha (Rm 1, 28). Assim
87 23| por todos os modos. Quando não é possível superá-lo e a
88 23| filho « a todo o custo », e não já porque significa total
89 23| utilidade: o outro é apreciado não por aquilo que « é », mas
90 24| algum modo, responsável, não só porque tolera ou favorece
91 24| obras dignas de morte, e « não só as cometem, como também
92 24| tentativas de impor silêncio não conseguem sufocar a voz
93 25| terra até Mim! » (Gn 4, 10). Não é só a voz do sangue de
94 25| tradição dos vossos pais, não a preço de coisas corruptíveis,
95 25| para que ele, o homem, "não pereça, mas tenha a vida
96 25| vida, o sangue de Jesus já não é sinal de morte, de separação
97 26| 26. Na realidade, não faltam prenúncios desta
98 26| das ameaças contra a vida não fosse acompanhada pela apresentação
99 26| reconhecidos, talvez também porque não recebem adequada atenção
100 26| maior dom do matrimónio ». E não faltam famílias que, para
101 26| dar hospitalidade a quem não tem família, encontra-se
102 26| dos recursos médicos, como não reconhecer, nos passos até
103 27| decisivo em sua defesa.~Como não recordar, além disso, todos
104 27| segredo » (Mt 6, 4), saberá não só recompensá-los, mas também
105 27| instrumentos eficazes, mas « não violentos », para bloquear
106 27| inofensivo aquele que o cometeu, não lhe tira definitivamente
107 27| os anseios das pessoas já não estão concentrados tanto
108 27| diálogo — entre crentes e não crentes, como também entre
109 28| da vida ». Encontramo-nos não só « diante », mas necessariamente «
110 29| 1). O Evangelho da vida não é uma simples reflexão,
111 29| aquele que vive e crê em Mim, não morrerá jamais » (Jo 11,
112 29| criação, de tal modo que, não obstante os condicionalismos
113 31| bem precisa: a sua vida não se acha à mercê de um faraó
114 31| tu és meu servo; Israel, não te posso esquecer » (Is
115 31| fé e a põe à prova. Como não identificar o gemido universal
116 32| Jerusalém a pedir esmola: « Não tenho ouro nem prata, mas
117 32| de Jesus e da sua Igreja não dizem respeito apenas a
118 32| suas próprias palavras: « Não são os que têm saúde que
119 32| mas os que estão doentes. Não foram os justos, mas os
120 33| vida que entra no mundo: « não havia para eles lugar na
121 33| pobreza, de que fala Paulo, não é apenas despojamento dos
122 34| subordina o autor sagrado, não só o domínio sobre o mundo,
123 35| anseio profundo do coração, não pode deixar de fazer sua
124 35| coração vive inquieto enquanto não repousa em Vós ». ~Como
125 36| Deste modo, o ser humano não só deturpa a imagem de Deus
126 36| ao ódio homicida. Quando não se reconhece Deus como tal,
127 37| Deus veio dar aos homens, não se reduz meramente à existência
128 37| filhos de Deus; eles que não nasceram do sangue, nem
129 37| homem foi criado: « Quem não nascer de novo, não pode
130 37| Quem não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus » (
131 38| uma gratidão sem limites não podem deixar de se apoderar
132 38| filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que havemos
133 38| vida. A dignidade desta não está ligada apenas às suas
134 38| ser humano tem pela vida não se reduz à simples busca
135 38| A vida que Jesus nos dá, não desvaloriza a nossa existência
136 38| aquele que vive e crê em Mim não morrerá jamais » (Jo 11,
137 39| o único senhor: o homem não pode dispor dela. Deus mesmo
138 39| Dt 32, 39).~Mas Deus não exerce esse poder como arbítrio
139 39| homem está nas mãos de Deus, não o é menos que estas são
140 39| sorte dos indivíduos, Israel não vê o fruto de pura casualidade
141 39| nascem do pecado: « Deus não é o autor da morte, a perdição
142 39| morte, a perdição dos vivos não Lhe dá nenhuma alegria.
143 40| alheia —, como realidade que não lhe pertence, pois é propriedade
144 40| de mais, o homicídio: « Não matarás » (Ex 20, 13), «
145 40| matarás » (Ex 20, 13), « não causarás a morte do inocente
146 40| apesar de já tão notável, não alcança ainda a perfeição
147 41| 41. O mandamento « não matarás », contido e aprofundado
148 41| em primeiro lugar, cita « não matarás » (19, 18). No Sermão
149 41| que foi dito aos antigos: "Não matarás; aquele que matar
150 41| de Roma: « Com efeito: "Não cometerás adultério, não
151 41| Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não
152 41| adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás"
153 41| não matarás, não furtarás, não cobiçarás" e qualquer dos
154 41| a ti mesmo". A caridade não faz mal ao próximo. A caridade
155 42| pessoal, da sua vida: e isto não só em relação ao presente,
156 42| conferido ao homem pelo Criador não é um poder absoluto, nem
157 42| estamos submetidos a leis, não só biológicas, mas também
158 42| mas também morais, que não podem impunemente ser transgredidas ». ~ ~
159 43| O mesmo Deus que disse "não é bom que o homem esteja
160 43| geração do filho é um facto não só profundamente humano
161 43| geração de um novo ser humano, não nos referimos apenas às
162 | dignidade da criança ainda não nascida ~ ~
163 44| especialmente a vida ainda não nascida, ou então a vida
164 44| ás, agora, voltar ao pó? Não me espremeste como o leite
165 44| abandonado ao arbítrio do homem? Não o pensa, seguramente, a
166 44| vida para além da morte: « Não sei como aparecestes nas
167 44| minhas entranhas, porque não fui eu quem vos deu a alma
168 45| do Espírito Santo. A mãe não se antecipou ao filho; foi
169 46| cultural e religioso que não está pervertido por tais
170 46| cf. 2 Mac 6, 23). O justo não pede para ser privado da
171 46| velhice e na decrepitude, não me abandoneis, ó Deus; para
172 46| apresentado como aquele em que « não mais haverá (...) um velho
173 46| haverá (...) um velho que não complete os seus dias » (
174 46| Sir 41, 4). O homem não é senhor nem da vida nem
175 46| vivificador de Deus. A doença não o leva ao desespero nem
176 47| na sua condição terrena não é um absoluto para o crente,
177 47| diversos testemunhos. Jesus não hesita em sacrificar-Se
178 47| que a existência terrena não é o bem absoluto: é mais
179 48| salvaguardar a sua dignidade. Não é apenas o mandamento específico — «
180 48| mandamento específico — « não matarás » (Ex 20, 13; Dt
181 48| o seu pleno significado.~Não admira, pois, que a Aliança
182 48| possuir » (Dt 30, 15-16). Não está em questão apenas a
183 48| a humanidade. De facto, não é possível, absolutamente,
184 48| que se tem de realizar, não é imposto à vida como um
185 48| manter-se fiel ao preceito « não matarás », quando não são
186 48| não matarás », quando não são observadas as demais «
187 48| história, é que o preceito « não matarás » voltará a resplandecer
188 48| primeira tentação: « O homem não vive somente de pão, mas
189 49| cisternas, cisternas rotas, que não podem reter as águas » (
190 49| Espírito. Com efeito, Cristo não revoga a Lei, mas leva-a
191 50| Mas o esplendor da Cruz não fica submerso pelas trevas;
192 51| inteiramente por eles.~Ele que não « veio para ser servido,
193 51| Deus: aprenderemos assim não apenas a « não matar » a
194 51| aprenderemos assim não apenas a « não matar » a vida do homem,
195 | CAPÍTULO III~NÃO MATARÁS ~ A LEI SANTA DE
196 52| naturalmente aquele que diz « não matarás ». Este é precisamente
197 52| cumprir: « Retorquiu Jesus: "Não matarás; não cometerás adultério;
198 52| Retorquiu Jesus: "Não matarás; não cometerás adultério; não
199 52| não cometerás adultério; não roubarás..." » (Mt 19, 18).~
200 52| o homem é rei e senhor não apenas das coisas, mas também
201 52| No entanto, o seu domínio não é absoluto, mas ministerial:
202 52| contexto da vida: o homem não é senhor absoluto e árbitro
203 52| homem como um tesouro que não pode malbaratar, como um
204 53| apresenta ao homem o preceito « não matarás » (Ex 20, 13; Dt
205 53| violação do mandamento « não matarás », colocado na base
206 53| comprova, assim também, que não Se alegra com a perdição
207 54| 54. O preceito « não matarás », explicitamente,
208 54| ainda que lentamente e não sem contradições, experimentou
209 54| 40). « Com efeito, (...) não matarás (...) e qualquer
210 54| na Nova Lei, o preceito « não matarás » permanece como
211 54| categórico o mandamento « não matarás »: « Há dois caminhos,
212 54| o preceito da doutrina: não matarás; (...) não matarás
213 54| doutrina: não matarás; (...) não matarás o embrião por meio
214 54| caminho da morte: (...) não têm compaixão do pobre,
215 54| têm compaixão do pobre, não sofrem com o enfermo, nem
216 54| permanente do mandamento « não matarás ». É sabido que,
217 55| 55. Não há de que se maravilhar!
218 55| própria vida e o dever de não lesar a alheia se revelam,
219 55| dedicar um amor a si mesmo não menor que aos outros, fundam
220 55| legítima defesa pode ser, não somente um direito, mas
221 55| agressor em condições de não molestar implique, às vezes,
222 55| inclusive no caso em que ele não fosse moralmente responsável
223 56| a segurança das pessoas, não deixando, contudo, de oferecer
224 56| ponderadas e decididas, não se devendo chegar à medida
225 56| quando a defesa da sociedade não fosse possível de outro
226 56| casos são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes.~
227 56| que outros processos, que não a pena de morte e as operações
228 56| pública, tais processos não sangrentos devem preferir-
229 57| agressor, o mandamento « não matarás » tem valor absoluto
230 57| Bispos individualmente. Não faltou sequer, forte e incisiva
231 57| doutrina, fundada naquela lei não-escrita que todo o homem,
232 57| explícita ou implicitamente. Não há autoridade alguma que
233 57| para o ser verdadeiramente, não pode deixar de se fundar
234 57| cada mulher como pessoa, e não como coisa de que se possa
235 57| um ser humano inocente, « não existem privilégios, nem
236 57| sobre a face da terra, não faz diferença alguma: perante
237 58| desfazer do fruto concebido não é tomada por razões puramente
238 58| que seria melhor para ele não nascer. Mas estas e outras
239 59| a morte da criança ainda não nascida, a par da mãe, aparecem,
240 59| pode ser o pai da criança, não apenas quando claramente
241 59| e dos amigos. A mulher, não raro, é sujeita a pressões
242 59| constrangida a ceder ao aborto: não há dúvida que, neste caso,
243 59| responsabilidade geral, mas não menos grave, cabe a todos
244 59| deveriam ter assegurado — e não o fizeram — válidas políticas
245 59| económicas e educativas. Não se pode subestimar, enfim,
246 59| enorme ameaça contra a vida, não apenas dos simples indivíduos,
247 59| contra a vida humana ainda não nascida.~ ~
248 60| um certo número de dias, não pode ainda ser considerado
249 60| inaugura-se uma nova vida que não é a do pai nem a da mãe,
250 60| mais se tornaria humana, se não o fosse já desde então.
251 60| encontrar prontas a agir ». Não podendo a presença de uma
252 60| poderia um indivíduo humano não ser uma pessoa humana? ». ~
253 60| com os quais o Magistério não se empenhou expressamente,
254 61| por conseguinte, também não apresentam condenações directas
255 61| o mandamento de Deus: « não matarás ».~A vida humana
256 61| infusão da alma espiritual não incluíram nunca a mínima
257 62| destruir a vida humana ainda não nascida, « quer tal destruição
258 62| cujo contributo o aborto não se teria realizado: com
259 62| declarar que tal ensinamento não conheceu mudança e é imutável.
260 63| sobre embriões humanos, que, não obstante visarem objectivos
261 63| integridade do embrião, não comportem para ele riscos
262 64| irremediavelmente incapaz não tem mais qualquer valor.~ ~
263 65| situação real do doente, porque não proporcionadas aos resultados
264 65| extraordinários ou desproporcionados não equivale ao suicídio ou
265 65| comportamento « heróico » não pode ser considerado obrigatório
266 65| e abreviar a vida, « se não existem outros meios e se,
267 65| que, neste caso, a morte não é querida ou procurada,
268 65| pela medicina. Contudo, « não se deve privar o moribundo
269 66| sequer quando o doente já não estivesse em condições de
270 66| sobreviver ». Mesmo quando não é motivada pela recusa egoísta
271 66| solidário com a dor alheia, não suprime aquele de quem não
272 66| não suprime aquele de quem não se pode suportar o sofrimento.
273 66| praticam sobre uma pessoa que não a pediu de modo algum nem
274 68| da saúde.~Considera-se, não raro, que a vida daquele
275 68| a vida daquele que ainda não nasceu ou está gravemente
276 68| julga-se que a lei civil não poderia exigir que todos
277 68| se o apoiar uma lei que não é concretamente aplicável
278 68| concretamente aplicável não significaria, em última
279 68| e da vida de quem ainda não nasceu: não seria competência
280 68| de quem ainda não nasceu: não seria competência da lei
281 69| decisão, e pedem que o Estado não assuma nem imponha qualquer
282 69| como único limite externo não lesar o espaço de autonomia
283 70| da cultura contemporânea. Não falta quem pense que tal
284 70| verdade ». Mas crimes não menos graves e negações
285 70| condições, da vida humana ainda não nascida, porventura não
286 70| não nascida, porventura não assume uma decisão « tirânica »
287 70| legitimados por consenso popular?~Não se pode mitificar a democracia
288 70| como tal, um instrumento, não um fim. O seu carácter «
289 70| O seu carácter « moral » não é automático, mas depende
290 70| Na base destes valores, não podem estar « maiorias »
291 70| tal avaliação, é difícil não ver que, sem um ancoradouro
292 70| objectivo, a democracia não pode assegurar uma paz estável,
293 70| porque é ilusória a paz não fundada sobre os valores
294 70| competentes para manobrar não apenas as rédeas do poder,
295 71| provocaria um dano maior, ela não poderá nunca aceitar como
296 71| do aborto ou da eutanásia não pode, de modo algum, fazer
297 71| isso mesmo, se a autoridade não reconhecer os direitos da
298 71| da pessoa, ou os violar, não só perde ela a sua razão
299 72| leis e essas prescrições não podem obrigar a consciência
300 72| lei iníqua e, como tal, não tem valor, mas é um acto
301 72| com a lei natural, então não é lei mas sim corrupção
302 72| princípios fundamentais da não- -disponibilidade da vida
303 72| colocam-se, pois, radicalmente não só contra o bem do indivíduo,
304 73| legitimar. Leis deste tipo não só não criam obrigação alguma
305 73| Leis deste tipo não só não criam obrigação alguma para
306 73| por ocasião do parto. « Não cumpriram a ordem do rei
307 73| vigor ou posta a votação. Não são raros tais casos. Sucede,
308 73| caso hipotizado, quando não fosse possível esconjurar
309 73| proceder assim, de facto, não se realiza a colaboração
310 74| afirmação do próprio direito de não ser obrigado a participar
311 74| disponibilidade a realizar tais acções não só provoque um escândalo
312 74| dever de consciência, a não prestar a sua colaboração
313 74| cometer uma injustiça é não só um dever moral, mas também
314 74| humano basilar. Se assim não fosse, a pessoa seria constrangida
315 74| consciência deve ser salvaguardado não apenas de sanções penais,
316 75| imagem: por isso, tal escolha não pode ser resgatada pela
317 75| positiva importantíssima: o "não" que exigem incondicionalmente,
318 75| abaixo do qual o homem livre não pode descer, e simultaneamente
319 75| Quando alguém começa a não ter estes crimes (e nenhum
320 75| apenas o início da liberdade, não a liberdade perfeita ». ~ ~
321 76| 76. O mandamento « não matarás » estabelece, pois,
322 76| solicitude responsável, não para que disponha arbitrariamente
323 77| também o mandamento que diz « não matarás ». Para o cristão,
324 77| Jo 3, 16).~O mandamento « não matarás », inclusive nos
325 78| apostólico: « Ai de mim se não evangelizar! » (1 Cor 9,
326 79| estar ao serviço da vida não é para nós um título de
327 79| característica de dever comunitário não elimina nem diminui a responsabilidade
328 81| inaceitáveis; a vida do homem não apenas não deve ser eliminada,
329 81| vida do homem não apenas não deve ser eliminada, mas
330 81| acontecimentos de salvação, não obstante perdurar o mistério
331 82| e diálogo também com os não crentes, empenhados todos
332 82| do papel que lhes cabe, não assumam nunca a grave responsabilidade
333 82| anunciarmos este Evangelho, não devemos temer a oposição
334 82| devemos estar no mundo, mas não ser do mundo (cf. Jo 15,
335 83| responsabilidade. É o olhar de quem não pretende apoderar-se da
336 83| 27; Sal 8, 6). Este olhar não se deixa cair em desânimo
337 83| povo novo dos redimidos não pode deixar de prorromper
338 84| Sim, « esta vida mortal, não obstante as suas aflições,
339 84| Mais, o homem e a sua vida não se revelam apenas como um
340 84| comunicar o Evangelho da vida, não só através da oração pessoal
341 86| pelos meios de comunicação, não favorecem a maternidade.
342 | alguém dizer que tem fé se não tiver obras? » (Tg 2, 14):
343 87| alguém dizer que tem fé se não tiver obras? Acaso essa
344 87| Assim também a fé: se ela não tiver obras, é morta em
345 87| como também à criança ainda não nascida, ao idoso que está
346 87| Mt 25, 40). Por isso, não podemos deixar de nos sentir
347 87| honrar o corpo de Cristo? Não O transcures quando se encontrar
348 87| quando se encontrar nu! Não vale prestares honras aqui
349 87| profundamente unitário: não pode tolerar unilateralismos
350 87| privadas do apoio do pai, não temem trazer ao mundo o
351 88| os idosos, sobretudo se não-autosuficientes, e os chamados
352 88| sua verdadeira identidade não é a de serem apenas estruturas
353 90| verdadeiro bem comum. Se as leis não são o único instrumento
354 90| é injusta e, como tal, não pode ter valor de lei. Por
355 90| todos os políticos para não promulgarem leis que, ao
356 90| certeza de que a verdade moral não pode deixar de ter eco no
357 90| pelos que são cristãos — a não se renderem, mas tomarem
358 90| perspectiva, convém sublinhar que não basta eliminar as leis iníquas.
359 91| esposos e das famílias, e não podem recorrer a métodos
360 91| defesa e a promoção da vida não são monopólio de ninguém,
361 93| as instituições do Estado não lesem de modo algum o direito
362 94| outros motivos, essa presença não fosse possível, é de importância
363 94| Mas há mais... O idoso não há-de ser considerado apenas
364 95| é agradável ao Senhor, e não participeis das obras infrutuosas
365 95| todos, inclusive com os não crentes, sobre os problemas
366 96| acaba por o ser também. Não há liberdade verdadeira,
367 96| verdadeira, onde a vida não é acolhida nem amada; nem
368 96| Deus e se vive como se Ele não existisse ou de qualquer
369 96| existisse ou de qualquer modo não se tem em conta os seus
370 97| cultura da vida humana, se não se ajudam os jovens a compreender
371 97| verdadeiro sabe defender a vida. Não é possível, pois, eximir-
372 97| supõe.~A obra educativa não pode deixar de tomar em
373 97| redenção ». Até a morte, aliás, não é de forma alguma aventura
374 98| seu acolhimento: os outros não são concorrentes de quem
375 99| atitude tal para com o homem — não só para com o próprio filho,
376 99| facto mesmo de ser pessoa e não de outros factores, como
377 99| sobre a vossa decisão, e não duvida que, em muitos casos,
378 99| no vosso espírito ainda não está sarada. Na realidade,
379 99| profundamente injusto. Mas não vos deixeis cair no desânimo,
380 99| em toda a sua verdade. Se não o fizestes ainda, abri-vos
381 101| viver em alegria plena, se não comunicássemos este Evangelho
382 101| nós.~O Evangelho da vida não é exclusivamente para os
383 101| da sua defesa e promoção não é prerrogativa unicamente
384 101| do bem comum. De facto, não é possível construir o bem
385 101| democracia e a paz.~De facto, não pode haver verdadeira democracia,
386 101| verdadeira democracia, se não é reconhecida a dignidade
387 101| dignidade de cada pessoa e não se respeitam os seus direitos.~
388 101| haver verdadeira paz, se não se defende e promove a vida,
389 103| própria vida de Deus. Mas não pode esquecer que esta sua
390 103| nas trevas, mas as trevas não a acolheram » (Jo 1, 4-5).~
391 | Não mais haverá morte » (Ap
392 105| expressões tranquilizadoras: « Não tenhas receio, Maria » e «
393 105| a história dos homens, « não mais haverá morte, nem pranto,