1. Festejamos hoje, caríssimos Irmãos e Irmãs, a Santíssima Trindade, ao término
das grandes celebrações litúrgicas da Páscoa e do Pentecostes.
"Bendito seja Deus Pai, e o Unigénito Filho de Deus e o Espírito Santo".
Esta festa evoca-nos o mistério fundamental, inescrutável da nossa fé, o sublime
mistério do Pai, do Filho e do Espírito Santo, diante do qual nos encontramos
sempre atónitos e adorantes.
Também nós exclamamos com São Paulo: "Ó abismo da riqueza, da sabedoria e da
ciência de Deus! Que insondáveis são os Seus juízos e impenetráveis os Seus
caminhos!" (Rom 11, 33).
2. Desejo hoje expressar o meu agradecimento — um agradecimento especial — aos
Jovens de todo o mundo, que estiveram particularmente unidos a mim, neste
período de sofrimento, com o seu afecto e a sua oração. Penso, por exemplo, nos
Jovens da minha Cracóvia, da minha Roma, e naqueles da Suíça com os quais
deveria encontrar-me nos dias passados, e em muitíssimos outros de vários Países
do Mundo, que desejaram estar espiritualmente ao meu lado, e tornei-se-me
difícil aqui enumerar todos.
Saibam eles que as suas mensagens e preces me serviram verdadeiramente de apoio
e de conforto, pois nelas vi o verdadeiro amor que nos foi revelado por Cristo.
Agradeço-lhes de coração. A Virgem Santíssima — agora invocada com o Angelus
— acompanhe e proteja todos os jovens do mundo e os ajude a prepararem-se com
generosidade e empenho para a vida que se lhes manifesta rica de esperanças.