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VISITA PASTORAL DO SANTO PADRE A PÁDUA PAPA JOÃO PAULO II
ANGELUS
Conforme a tradição da hora do meio-dia, recitamos agora o Angelus no quadro desta estupenda praça dedicada a Santo António. Maria, a Virgem de Nazaré, concebeu por obra do Espírito Santo, concebeu o Filho de Deus, o Verbo da mesma substância do Pai. Este "Verbo fez-Se carne e habitou entre nós" (Jo 1, 14): o homem foi elevado a Deus pelo facto que Deus se tornou Homem. Recitemos portanto o Angelus, recitemo-lo muitas vezes — pois jamais podemos saciar-nos desta verdade da Encarnação de Deus e da elevação do homem. 2. Hoje, neste lugar, veneramos a recordação de Santo António de Pádua. António anunciava aos seus contemporâneos o Evangelho. António administrava com o coração aberto o ministério do sacramento da penitência. António jamais podia saciar-se suficientemente da verdade que Deus se tornou homem, e que o homem experimentou a suprema elevação em Cristo. António de Pádua saciava-se constantemente desta verdade — e sempre tinha desejo dela! Graças a este desejo da verdade divina a sua boca abria-se para anunciar o Evangelho, e o seu coração para o ministério da penitência. Deus, em Jesus Cristo, estava muito perto de António de Pádua. Ele tornava-se muito próximo aos homens mediante o ministério da palavra e do sacramento de modo exemplar administrado pelo Santo. 3. Também a nós, reunidos aqui após mais de 750 anos da sua morte, Deus em Jesus Cristo se torne próximo, por obra de Santo António. Recitemos o Angelus, saciemo-nos da verdade divina, e desejemo-la sempre de novo. Neste desejo está o inicio da vida eterna.
© Copyright 1982 - Libreria Editrice Vaticana
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