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VISITA PASTORAL
À REGIÃO DA SICÍLIA (ITÁLIA) PAPA JOÃO PAULO II ANGELUS
Hipódromo de Palermo
1. Antes de concluir a Santa Missa e conceder a Bênção, meditamos ainda as seguintes palavras da Constituição Conciliar Lumen gentium sobre a Igreja: "Tendo-se feito obediente até à morte e tendo sido, por este motivo, exaltado pelo Pai (cf. Fil 2, 8-9), entrou Cristo na glória do Seu Reino. Todas as coisas Lhe estão sujeitas, até que Ele se submeta, e a todas as criaturas, ao Pai, para que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Cor 15, 27-28). Comunicou este poder aos discípulos, para que também eles sejam constituídos em régia liberdade e, com abnegação de si mesmos e a santidade de vida, vençam em si próprios o reino do pecado (cf. Rom 6, 12), mais ainda, para que, servindo a Cristo também nos outros, conduzam os seus irmãos, com humildade e paciência, àquele Rei, a quem servir é reinar" (Lumen gentium, 9 e 36). 2. Ao recitarmos depois o Angelus, meditamos de modo particular a resposta da Virgem de Nazaré: "Eis a escrava do Senhor" (Lc 1, 38). Aquela que chama a si mesma "escrava" participa, em dimensão particular, do Reino de Cristo. Ela também, em número cada vez maior, "conduz os irmãos e irmãs, com humildade e paciência, àquele Rei, a quem servir é reinar". Ela mesma é nossa Mãe e Rainha. Depois do Angelus Hoje, terceiro domingo de Novembro, a Igreja italiana celebra o Dia nacional das migrações, desejada já pelo Santo Pontífice Pio X. Ela propõe à atenção da comunidade eclesial o grande problema do fenómeno migratório a fim de estimular iniciativas concretas de apoio e de solidariedade pelas actividades sócio-pastorais da Igreja italiana, em favor dos migrantes e das suas famílias. Este ano, o dia nacional das migrações coincide com a minha visita pastoral a uma das regiões do Sul da Itália, que há mais de um século é uma das terras mais profundamente marcadas pela migração; ela foi também entre as mais atingidas pelo sismo, factor não desprezível que obriga frequentemente a deixar a terra de origem. Dentro de dois dias celebra-se o segundo aniversário do último terremoto, que destruiu e danificou inteiras regiões do Sul. Neste momento, recordando os mortos, as vítimas e os que estão longe, faço votos por que o tema deste Dia "Da solidariedade à comunhão", tenha concreta e solicita actuação a fim de que, mediante a reconstrução material, se torne aos necessitados menos difícil a existência e mais concreta a promoção humana. Obtenha-nos isto a nossa oração ao Senhor, por intercessão de Maria, Sua e nossa Mãe. Desejaria depois convidar-vos a participar da minha alegria pela libertação, ocorrida terça-feira passada, do Arcebispo de Lubango, em Angola, D. Alexandre do Nascimento, de um Sacerdote missionário e de uma Religiosa, que foram sequestrados, há um mês, na missão de Mongua. Devemos agradecer ao Senhor ter escutado as súplicas elevadas por toda a Igreja nesta intenção, em união com a comunidade católica angolana. Infelizmente, estão ainda aprisionados quatro Religiosas e alguns colaboradores leigos da mesma Missão.! O nosso agradecimento a Deus é, portanto, acompanhado da súplica para que também eles sejam logoh libertados e possam retornar incólumes ao seu trabalho apostólico.
© Copyright 1982 - Libreria Editrice Vaticana
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