1. Ao terminar esta sugestiva celebração, caríssimos Irmãos e
Irmãs portadores de deficiência, apraz-me olhar para vós com uma luz mais
autêntica, como portadores de uma capacidade diferente.
Nesta perspectiva, desejo agradecer a todos vós que quisestes
estar presentes, assim como saudar quantos não puderam unir-se a nós
fisicamente, mas vivem este acontecimento em plena comunhão graças à rádio e à
televisão. A celebração jubilar de hoje é a mais significativa de todas e para
mim a mais querida. Penso com grande afecto nas vossas famílias, nas comunidades
eclesiais em que estais inseridos e nas várias organizações de voluntariado que
caminham ao vosso lado.
Quero encorajar especialmente as múltiplas realidades
associativas em que amadurece e se difunde uma mentalidade aberta à integração
social. Ela faz crescer um estilo de convivência em que as pessoas se reconhecem
sob a base de uma igual dignidade, sem comiserações nem assistencialismos. Já
foram realizados muitos passos nesta direcção. Com efeito, a jornada de hoje
quer reafirmar que é possível uma sociedade solidária, se se aprende a
reconhecer e a encontrar no outro, antes de tudo e sempre a pessoa.
2. Saúdo-vos cordialmente, queridos amigos deficientes de língua
francesa e aos vossos acompanhantes. Que esta peregrinação vos ajude a
sentir-vos cada vez mais unidos a toda a Igreja, na qual tendes um lugar e uma
missão específicos. A todos concedo uma afectuosa Bênção apostólica!
Dirijo a minha saudação aos peregrinos de língua inglesa e que
estão a viver a alegria deste Jubileu dos portadores de deficiência. Passastes
pela Porta Santa na companhia do Senhor crucificado que, palavra de São Lucas é
"boa notícia para os pobres, libertação para os prisioneiros e vista para os
cegos" (4, 18). Na cruz do sofrimento, aprendei a manifestar a serenidade de
espírito com que muitas pessoas olham hoje para vós. E possa Maria, a Mãe do
Redentor, guardar a todos com o seu amor.
Com grande alegria vos saúdo, queridos irmãos e irmãs dos Países
de língua alemã. A vossa peregrinação do Ano Santo a Roma fortaleça a vossa fé a
fim de que possais suportar as vossas dores e deficiências com coragem; um
agradecimento muito especial aos vossos acompanhantes. Dou a todos a Bênção
apostólica.
Saúdo cordialmente os peregrinos de língua espanhola presentes
no Jubileu dos portadores de deficiência. Enquanto convido a ultrapassar as
barreiras sociais da separação e da indiferença e a difundir uma mentalidade de
integração e promoção, asseguro-vos que a Igreja vos acolhe, vos ama e precisa
de vós. Trabalhai a partir dela para a proclamação do Amor de Deus.
Com grande afecto saúdo todas as pessoas deficientes, vindas dos
países de língua portuguesa: vós sois os irmãos de Cristo sofredor, a sua
imagem viva e transparente; e com Ele, se quiserdes, salvais o mundo. A Igreja
está ao vosso lado; a cada um asseguro a minha oração e Bênção, que faço
extensiva aos vossos familiares e a quantos vos assistem.
Saúdo as pessoas deficientes da Polónia e também os seus
familiares, amigos e os que os assistem. Acolho com o coração cada um e cada uma
de vós. Que este encontro jubilar seja para todos vós o tempo de graça e de
refazer as forças, no esforço de levar ao mundo o testemunho sobre a dignidade
do homem, que tem a sua fonte não na condição exterior do corpo, mas na
semelhança primitiva com o Criador. Deus vos abençoe.
3. Saúdo cordialmente as pessoas que estão fora da Basílica e na
Praça de São Pedro, que se uniram à nossa celebração. Neste momento,
dirijamo-nos à Virgem Santa, Mãe da Esperança, para lhe pedir que vos faça
descobrir cada vez mais profundamente o valor misterioso da vossa existência e a
missão que Deus vos atribui na Igreja.
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