JOĆO PAULO II
AUDIÊNCIA
Quarta-feira 18 de Novembro de 1998
Caríssimos Irmãos e Irmãs de língua
portuguesa:
Já tive oportunidade de escrever, no marco da preparação
para o grande Jubileu do Ano 2000, que é necessário
valorizar «os sinais de esperança presentes neste epílogo
de século», não obstante as sombras que frequentemente
se escondem aos nossos olhos (cf. TMA, 46). O progresso da técnica,
sobretudo da medicina; o desenvolvimento dos meios de comunicação;
a atitude de maior responsabilidade face ao ecossistema e, de modo
especial, os esforços por restabelecer a paz e a justiça
onde quer que sejam violadas, constituem autênticos sinais de
esperança no caminho da humanidade. Peço a Deus que, aquela «civilização
do amor», preconizada pelo meu venerável predecessor, o Papa
Paulo VI, baseada no «Deus que é caridade» (cf. 1 Jo
4,8), reine na família humana e inspire os mais nobres sentimentos
de fraternidade universal.
Dou minha boas-vindas a quantos participam nesta Audiência. A
todos desejo felicidades, com abundantes favores de graças
celestes. Em particular, saúdo os peregrinos e visitantes vindos do
Brasil; faço votos por que, desta visita a Roma e deste
encontro, leveis revigorada a fé e a esperança na assistência
do Espírito Santo que dá a vida, presente e actuante na
Eucaristia, na Igreja e nos corações em graça de
Deus. Com a minha Bênção Apostólica, extensiva
aos vossos familiares.
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