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MENSAGEM DO
PAPA JOÃO PAULO II
AO PRESIDENTE DA CONFERÊNCIA
EPISCOPAL DA LITUÂNIA
Movido pela caridade e pela solicitude em favor da
Igreja Lituana, que muito amo, dirijo-me a vós, irmãos no Episcopado, no mesmo
alegre dia em que é consagrado o novo Bispo, chamado António Vaicius, para, na
qualidade de Administrador Apostólico, tomar as rédeas do governo da Diocese de
Telsiai e da Prelazia de Klaipeda; e partilho eu também da alegria dessa
comunidade católica precisamente porque ao mesmo tempo o digníssimo pastor das
almas, Vincentas Sladkevicius, assume o poder episcopal como Administrador
Apostólico de Kaisiadorys.
Um Bispo é sem dúvida inestimável dom de Deus entregue à
Igreja; na verdade, o Bispo sucede em lugar dos Apóstolos, e com a imposição das
mãos e com as palavras da consagração adquire a graça do Espírito Santo e o carácter sagrado em cuja virtude, de maneira
eminente e digna de nota desempenha o cargo de mestre, pastor e pontífice, e
opera em sua vez para edificar o povo de Deus na verdade e na santidade, e tem
cuidado dele com a oração, a pregação e todas as obras de caridade.
Os presbíteros, todavia, participantes de um só
sacerdócio de Cristo para servirem o povo de Deus, por causa desta participação
no sacerdócio e na missão, reconheçam o Bispo como seu pai e obedeçam-lhe
reverentemente.
Por fim, toda a comunidade católica, cuja fé foi provada
por tantas dificuldades e asperezas, encontre no seu pastor a defesa, o ardor de
alma e a confirmação para perseverar na fé, forte na esperança e fundada na
caridade, a fim de conseguir reverenciar as dignidades e as virtudes cristãs que
notabilizam o país por erudição e doutrina.
Confio a família católica lituana à Mãe de Deus, Mãe de
Misericórdia, ao mesmo tempo que, cheio de amor, concedo a Bênção Apostólica aos
bispos, aos sacerdotes, aos adolescentes chamados para a sorte do Senhor, a
todos os consagrados ao culto divino, e a todos os cristãos.
Castel Gandolfo, 23 de Julho de 1982
JOÃO PAULO PP. II
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