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VIAGEM APOSTÓLICA DO SANTO PADRE
À REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA
(15-18 DE NOVEMBRO DE 1980)

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II
DURANTE O ENCONTRO COM
OS TRABALHADORES ESTRANGEIROS

Mogúncia, 17 de Novembro de 1980

 

Dilectos irmãos e irmãs

Com grande alegria encontro-me hoje entre vós que viestes de tantos Países e de tantos continentes para a Alemanha a fim de trabalhar, estudar ou criar, para vós e para as vossas famílias, uma nova existência.

1. O lugar do nosso encontro, a cidade de Mogúncia, através da sua própria história já nos recorda o tema fundamental deste encontro: "Homens a caminho". Mogúncia é uma das cidades mais antigas fundadas, com a extensão do antigo Império Romano, nas margens do Reno. Juntamente com os soldados e os mercantes chegou também, pela primeira vez, a este país, o cristianismo vindo da Itália. Já no século III se tem testemunho de uma comunidade cristã em Mogúncia com um bispo. Quando mais tarde, no século VIII, os missionários anglo-saxões — desta vez, porém, do norte — começaram a difundir com vigor a fé entre as tribos germânicas, um deles, o grande Bonifácio, tornou-se bispo de Mogúncia. Partindo daqui, fundou, juntamente com os seus discípulos, muitos outros episcopados até Coire, no sul, e Praga e Olomuc a leste. Por sua vez o santo bispo Adalberto levou de Praga para a Polónia a luz da Boa Nova, chegando até aos países bálticos. É verdade: esta cidade com a sua catedral românica de seis torres lembra-nos a fundação e as raízes espirituais de muitas das nossas pátrias; lembra-nos a força da nossa fé católica que unifica e nos indica o caminho. E esta fé soube sempre chegar aos corações dos nossos antepassados mediante "homens a caminho", missionários, homens e mulheres que saíram das suas pátrias para procurar novas possibilidades de vida noutros países, muitas vezes totalmente desconhecidos para eles, e ao mesmo tempo para dar testemunho, com a sua vida e a sua palavra, da mensagem libertadora da nossa redenção em Jesus Cristo.

A providência divina chamou-me também a mim, da minha pátria. Com a eleição, da parte dos Cardeais, à mais elevada missão pastoral, foi-me conferida de modo particular a responsabilidade da unidade da Igreja. Como vós, também eu, até hoje, fui muitas vezes viandante em países longínquos. Saúdo, pois, todos com grande compreensão e particular cordialidade, a vós que estais reunidos nesta praça, e também a vós que estais unidos a nós através da rádio e da televisão ou que mais tarde sereis informados do nosso encontro. A paz do Senhor esteja com todos vós!

2. Não foi uma decisão fácil para vós, queridos irmãos e irmãs, deixar as vossas pátrias para procurar trabalho e melhores possibilidades de vida, para vós e para as vossas famílias, aqui na República Federal da Alemanha. Arriscastes essa decisão porque vivia em vós a esperança fundada de que os homens do país que vos devia. hospedar haviam de manifestar compreensão para convosco e ter-vos-iam acolhido com justiça social e caridade cristã, Oxalá esta expectativa tivesse encontrado resposta para o maior número possível de vós! Entretanto realizastes neste país grandes e importantes trabalhos com as vossas mãos para o bem-estar de todos os homens, e por isso merecestes reconhecimento e respeito. Muitos de vós já se encontram na Alemanha há 5, 10 ou mais anos, e já quase se tornaram de casa, especialmente os vossos filhos e os jovens nascidos aqui.

A vida de um trabalhador estrangeiro está todavia ligada também a problemas e dificuldades. O vosso porta-voz já o recordou no discurso de saudação. Muitos não sabem quanto tempo poderão viver e trabalhar aqui, e sofrem por esta incerteza. Muitos tiveram de deixar as famílias na pátria, pelo menos no primeiro período. Quando, finalmente, conseguiram, com fadiga, que as suas mulheres, os filhos e os pais, viessem ter com eles, aconteceu que muitas vezes lhes foi difícil encontrar uma habitação digna do homem. Surgem dificuldades para levar adequadamente a termo os estudos dos filhos e, encontrar-lhes trabalho. Sofreis sobretudo por não saber realmente como permanecer fiéis, com o coração e, a alma, ao contexto cultural da vossa pátria com os seus usos e costumes, com a sua língua e os seus cantos, e ao mesmo tempo adaptar-vos ao estilo de vida do vosso novo ambiente. Com certeza não quereis tornar-vos homens desenraizados, separados das raízes espirituais da velha pátria, sem ainda terdes fixado raízes na nova. A vossa fé católica e a vossa vida religiosa correriam certamente perigo; ser-vos-ia difícil ou mesmo impossível introduzir os vossos filhos no seio da família, nas verdades fundamentais da fé e na vida da Igreja.

Queridos irmãos e irmãs. Sou perfeitamente consciente destes importantes problemas da vossa vida quotidiana, e sei que muitas pessoas responsáveis da Igreja e do Estado se esforçam continuamente, juntamente com os vossos representantes, para mitigar cada dificuldade, sugerir soluções duradouras para todos, e procurar a sua realização.

3. Mas que coisa poderíeis vós mesmos fazer desde já? Começai pelas vossas famílias! Respeitai e amai as vossas mulheres, os vossos maridos como as pessoas mais importantes e mais preciosas de todas as que conheceis! Continuai a ser-lhes fiéis sem reservas e em todas as coisas! Fazei que os vossos pais e os vossos filhos participem da mesma maneira nesta união sólida de amor sincero e de solidariedade natural. Deste modo tereis na vossa família um núcleo de comunidade, pequeno mas vivo e sólido, uma porção de pátria para o corpo e para a alma, um lugar de segurança e de reconhecimento, que não pode ser inteiramente substituído por nenhuma outra coisa. Vós mesmos já adquiristes experiência, de tantos modos, nas vossas pátrias: onde a administração do Estado é insuficiente ou vem a faltar, quando as formas de assistência social são ainda muito pouco desenvolvidas, está sempre a família que ajuda a encontrar uma solução para as dificuldades, ou, pelo menos, a suportar o seu peso. O mesmo vale também para aqui, no vosso novo ambiente de vida com os seus enigmas e as suas incertezas.

De entre vós dirijo-me de modo particular aos jovens: usai bem as possibilidades de formação que se vos oferecem; ajudai os vossos parentes mais idosos com os novos conhecimentos que adquiristes, sobretudo no que diz respeito língua. Fazei sentir aos vossos pais que os compreendeis e que estais ao seu lado, embora vos encontreis melhor do que eles no novo país. Pensai no vosso futuro, na vossa cultura, na vossa língua-materna e no vosso dialecto nativo. Eles enfrentaram muitas dificuldades e empreenderam com grande coragem um passo através do qual a vossa vida deve tornar-se mais completa e mais rica. Mas na alegria das vantagens económicas não vos esqueçais dos valores espirituais da cultura e da fé; só através deles podeis realizar um verdadeiro progresso para a vossa personalidade e a vossa humanidade.

Todavia, desejaria também encorajar-vos a aproximardes-vos uns dos outros: os diferentes grupos étnicos entre si e também dos cidadãos alemães; a procurardes compreender-vos mutuamente, e a abrirdes uns aos outros a, vossa vida com todas as suas alegrias e preocupações. Esforçai-vos por construir pontes entre os grupos étnicos, pedra por pedra e com paciência! Muitos passos pequenos, dados na mesma direcção, podem finalmente aproximar-vos mais uns dos outros e também criar amizades, e levar as vossas respectivas famílias, a cordial contacto entre si,

4. A este ponto desejaria dirigir-me agora também à população autóctone deste país. Nos últimos vinte anos não só usufruístes das vantagens económicas de milhões de trabalhadores estrangeiros, mas também ós ajudastes a usufruírem das múltiplas garantias jurídicas e sociais neste país, a trazerem as suas famílias e a mandarem os seus filhos às vossas escolas. Fizestes o possível também por compreender as particulares dificuldades dos vossos hóspedes; muitos de vós procuraram suscitar compreensão para estas exigências nos concidadãos a diversos níveis. Os institutos de caridade das igrejas cristãs da Alemanha também contribuíram para estes esforços. Tudo aquilo que foi feito neste campo até hoje merece a nossa gratidão e o nosso reconhecimento.

O progresso realizado até agora mostra todavia que seria desejável uma mudança de mentalidade ainda maior em grande parte da população autóctone. Muitas pessoas pensaram, durante muito tempo, que os trabalhadores estrangeiros tinham vindo só provisoriamente para os sectores industriais; a sua presença era avaliada quase exclusivamente sob aspecto económico, como uma questão de mercado da mão-de-obra. Ora, é contudo evidente a todo o observador atento que uma grande percentagem destes trabalhadores e das suas famílias se tornou, aqui, de casa, e que poderia viver convosco permanentemente. Isto significa uma profunda mudança para a estrutura de vida e de população da República Federal da Alemanha, assim como de muitos outros países da Europa Ocidental. Isto deve ser tido em conta pela política, a economia e a sociedade; a isto devem adaptar-se todos na mentalidade e na acção — um processo que não pode ser realizado, nem com facilidade nem rapidamente. Sei que a Igreja católica na Alemanha está disposta a dar-vos o seu expressivo contributo. A decisão, a este respeito, dos sínodos dos episcopados reunidos na República Federal da Alemanha em 1973, é certamente um bom fundamento para isso. Em todos estes esforços deve-se sempre tratar de julgar que são homens de outros países que se encontram junto de vós, não só como trabalhadores segundo medidas económicas, mas também ver neles o próximo com a sua dignidade e o seu direito, com a sua preocupação pela família, com a sua pretensão de ser tomado seriamente em todos os sectores da sua vida e obter uma parte justa do bem comum.

5. Todavia, a situação de partida para todas as solícitas tentativas de solução agravou-se perigosamente nestes últimos tempos: o desenvolvimento económico nos países industrializados está paralisado; novas fileiras de prófugos afluem a numerosas nações, através de muitos mares vão à procura de países que lhes dêem asilo; um grande número de homens sentem-se politicamente perseguidos ou discriminados e procuram um asilo onde possam respirar livremente. Milhões de homens vêem neste mesmo momento impender sobre si a morte por fome. Esta situação requer da parte dos responsáveis, esforços sempre crescentes e tais que parece difícil o limite entre aquilo que é racional e o que é atingível. Ainda não se chegou a tanto, mas devemos preparar-nos a isso em espírito. Não se apresentará talvez aqui um desafio aos homens políticos, desafio que deveria ser enfrentado num esforço comum, acima de todos os interesses de partido e de nação? Sobretudo dever-se-á vigiar atentamente toda a manifestação de xenofobia para poder contrapor a cegas preocupações e a reacções institivas de defesa — mesmo através dos mass-media e de todos os modeladores da opinião pública — um realismo concreto, que seja suficientemente corajoso para declarar terminada a época do progresso ilimitado e preparar a população para uma contracção necessária das possibilidades de vida para cada indivíduo. Com o passar do tempo nenhum país opulento poderá defender-se do assalto de tantos homens que pouco ou nada têm para viver.

Provavelmente, para o futuro, será cada vez mais impossível o autóctone viver no próprio país sem se preocupar do próximo que vem do estrangeiro e que deixa aos escritórios de assistência social e aos institutos de caridade a tarefa de responder às suas exigências. Cada um examine o seu comportamento em relação aos estrangeiros que lhe estão próximos, e compreenda em consciência se já descobriu nele o homem com a mesma aspiração de paz e de liberdade, de tranquilidade e segurança, cuja satisfação exigimos para nós próprios como coisa perfeitamente evidente.

6. A Igreja católica no seu conjunto e também as várias igrejas locais nos respectivos países têm consciência suficiente desta tarefa, que requer um empenho constante e completo. Vós sabeis, queridos irmãos e irmãs, que a Igreja já há tempo pôs à disposição dos cristãos de entre vós uma casa para a vossa fé e uma protecção para os vossos direitos humanos, nomeando pastores para as diversas nacionalidades, pessoas nativas da respectiva pátria e que vos ajudam a viver e a testemunhar a vossa fé mesmo num ambiente novo. A Igreja instituiu centros de assistência social que vos dão conselhos em questões jurídicas e vos fornecem uma primeira ajuda em caso de necessidade. A esta numerosa multidão de sacerdotes, religiosas e assistentes leigos, que estão ao meu lado por mandato de Cristo e da sua Igreja, gostaria de dirigir hoje, daqui, urna palavra de agradecimento e de reconhecimento do íntimo do coração. Tomastes sobre vós o destino do estrangeiro para susterdes na fé os vossos compatriotas; como bons pastores, seguistes o rebanho para o proteger. Vivei assim seguindo Cristo, o Bom Pastor. Ele abençoará e recompensará os vossos esforços! Ao mesmo tempo desejaria encorajar-vos a fim de que continueis a colaborar confiadamente com as dioceses alemães, e a preocupar-vos pelos outros juntamente com os sacerdotes e os religiosos autóctones. É aqui finalmente que deveis conduzir o vosso rebanho: à comunidade dos cristãos católicos, como aparece na igreja paroquial, que oferece espaço para uma grande quantidade de homens, reunidos na mesma fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

Mas nem todos os hóspedes deste País são cristãos: um grupo particularmente grande professa a fé do Islão. Também para vós vai a minha bênção do fundo do coração! Se trouxestes com coração sincero a vossa fé em Deus, da vossa pátria para um país estrangeiro, e se aqui rezais a Deus como vosso criador e Senhor, pertenceis também vós à grande fileira de peregrinos que desde o tempo de Abraão se puseram sempre a caminho para procurar e para encontrar o verdadeiro Deus. Se não temeis rezar também em público, dais-nos, deste modo, a nós cristãos, um exemplo que é digno do máximo respeito. Vivei a vossa fé mesmo num país estrangeiro e não permiti que nenhum interesse humano ou político use violência convosco.

7. Queridos irmãos e irmãs! Espero que a maior parte de vós se sinta já tão senhor da língua alemã que tenha podido compreender as minhas palavras. Elas vieram do coração e da compreensão do máximo Pastor da Igreja, que sabe quanto pode ser difícil uma vida longe da pátria, mas que está também convencido da força unificadora e salvífica que a nossa fé católica contém, a fim de que possais adquirir uma nova pátria entre os vossos irmãos na fé que pertencem a este país. Certamente o encontro de cristãos, com uma tal plenitude de diferentes formas de expressão da mesma fé, pode conduzir por fim a um enriquecimento de todos os participantes, a um novo assombro perante a plenitude de Deus, que se reflecte ainda incompletamente, e no entanto já tão ricamente, na Igreja, a qual vive como única por muitos povos. O testemunho de fé de todos nós seja tão vivo e forte que esta esplêndida experiência de verdadeira catolicidade nos venha dada de novo!

(em lingua italiana)

É-me agradável dirigir agora uma especial saudação a vós, queridos Trabalhadores Italianos na Alemanha, que certamente conservais vivo no coração o pensamento da vossa terra de origem, da qual trazeis convosco as nobres tradições familiares entrelaçadas de valores humanos e religiosos, que não podem deixar de contribuir também para o bem-estar do País que vos hospeda.

De facto, ao mesmo tempo que concorreis para o desenvolvimento económico desta Nação, aspirais a ser acolhidos como pessoas e a integrar-vos plenamente na vida social deste Povo (cf. Gaudïum et Spes, 66). É claro, todavia, que estas legitimas aspirações são acompanhadas de outros tantos deveres de honestidade, de laboriosidade, de colaboração e de convivência amigável. Ora, o exercício sereno e perseverante de tais responsabilidades só encontra apoio e alimento prevalentes na fé.

A este propósito, desejo dirigir-vos uma tríplice e paternal exortação. Antes de tudo, tornai cada vez mais sólida a estrutura familiar, defendendo-a de tantas insídias, conscientes de que dentro das paredes domésticas desabrocha e cresce a vida; e amadurece, do mesmo modo, a verdadeira felicidade dos cônjuges. Apoiai também a obra dos vossos Sacerdotes com participação constante na Missa dominical e nos vários encontros de instrução religiosa. Senti-vos sempre mais cenáculo de crentes que, na oração e na fraternidade, percorrem juntos o caminho terreno em direcção da vida sem fim. Por último, reavivai todos os dias a vossa devoção à Virgem Santíssima, tão venerada em todas as regiões e aldeias da vossa Itália, a quem aprendestes a amar desde a vossa meninice muitas vezes tribulada. Ao mesmo tempo que vos saúdo cordialmente, confio a Maria as vossas preocupações, os vossos projectos e as vossas família.

(em língua epanhola)
Neste encontro na Praça da Catedral de Mogúncia não posso deixar de vos saudar com grande afecto, queridos trabalhadores espanhóis desta cidade e de toda a República Federal da Alemanha. É uma recordação que de coração faço extensiva às vossas esposas e aos vossos filhos, quer vivam convosco quer estejam longe.

Sei bem que a vossa condição de emigrados vos coloca em circunstâncias particulares, que comportam por vezes esforços e sacrifícios não pequenos para vós mesmos e para as vossas famílias. Desejo por isso dizer-vos que compreendo e compartilho as vossas preocupações e as vossas esperanças de pessoa que procuram encontrar honestamente um futuro melhor para si mesmas e para as próprias famílias.

Permiti-me que vos encorage a não reduzirdes esta nobre tarefa unicamente à esfera material e económica, mas a estendê-la também ao campo espiritual e religioso. De facto, é toda a vossa pessoa, de homens e de cristãos, quem traz em si a peculiar dignidade que deriva da vocação sublime à qual Deus vos chama. Sede pois fiéis a estes valores que recebestes nos vossos lugares de origem e que deveis desenvolver agora, em espírito de solidariedade mútua. Isto fará de vós os primeiros promotores de vós mesmos, abrindo-vos a todos os outros. Dirigindo-me a vós, sacerdotes, religiosos e religiosas que assistis os migrantes, convido-vos a considerar a grande importância e o valor eclesial e humano da vossa missão, difícil mas muito válida. Não vos deixeis, pois, desencorajar perante as dificuldades. E todos deveis saber que o Papa vos acompanha sempre com a oração e vos abençoa.

(em eslovaco)

Uma saudação cordial também a vós, queridos Eslovacos, que viveis e trabalhais aqui.

Recomendo-vos: permanecei fiéis à vossa Pátria e às suas ricas tradições espirituais e culturais. Com toda a vossa vida testemunhais a vossa fé e honestidade. Sede ao mesmo tempo abertos aos valores que vos oferece — embora às vezes mediante provas — a terra que vos hospeda. Com eles enriqueceis também o vosso espírito.

A minha bênção chegue até vós, caríssimos, às vossas famílias que se encontram na pátria e no estrangeiro, e aos vossos pastores de almas.

Deus esteja com todos vós

(em croata)

Meus queridos Croatas!

Saúdo-vos com prazer também a vós que em tão grande número viveis aqui na Alemanha. Oxalá os vossos pensamentos, enquanto trabalhais aqui, vão até junto dos vossos pais, das vossas famílias, dos vossos filhos que ficaram na Croácia e pensam tanto em vós e por vós rezam. Permanecei sempre fiéis a eles! Com a vossa frequência à Igreja e observando o preceito dominical, continuai a ser exemplos para os outros católicos deste país. Repetindo as palavras do Salmista que rezava: "Se me esquecer de ti, Jerusalém, fique esquecida a minha mão direita" (Sl 136, 5), também eu vos digo: "A minha mão direita fique esquecida, ó Deus, se me esquecer da minha santa Igreja, da minha família e do meu povo croata!".

A minha bênção acompanhe cada um de vós e todas as vossas famílias.

 

© Copyright 1980 - Libreria Editrice Vaticana

 

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