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DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II
AO CAPÍTULO GERAL
DOS PADRES DE SCHÖNSTATT

Sexta-feira, 28 de Novembro de 1980

 

Amados Irmãos!

Era um desejo do vosso coração reunir-vos em Roma com o Sucessor de Pedro para o encerramento do II Capítulo Geral da vossa Comunidade dos Padres de Schönstatt. De bom grado correspondi aos vossos anseios e saúdo-vos a todos muito cordialmente.

O Superior-Geral, a quem agradeço sinceramente a sua palavra de saudação, já indicou o significado e o sentido do nosso encontro de hoje. É-me pessoalmente motivo oportuno para expressar, a vós e a toda a Obra Internacional de Schönstatt, a minha alegria por o "Movimento Apostólico para a difusão, defesa e interiorização da fé cristã" (Hoerde 1919), fundado pelo P. Kentenich, ter experimentado um tal desenvolvimento profícuo desde o ano da sua fundação. Em face a tantos aspectos de crise em alguns campos da vida religiosa e eclesial, o Movimento de Schönstatt distingue-se, também hoje, nos seus diversos ramos e agrupamentos, por uma particular força de vida espiritual e um apostolado rico em bênçãos, decisivamente marcados pelo espírito do seu Fundador, por um grande amor à Igreja e uma terna devoção a Maria, Mãe de Deus. Com grato reconhecimento pelo seu legado espiritual à Igreja, eu quis citar nominalmente o Padre Kentenich e honrá-lo assim de uma forma particular na minha recente visita à Alemanha, em Fulda, como uma das grandes figuras sacerdotais da História contemporânea.

As promessas que o P. Kentenich fez pessoalmente aos meus Predecessores, o Papa Pio XII e o Papa Paulo VI, em nome da sua Obra de Schönstatt, de se empenhar decididamente pelo restabelecimento de uma ordem social cristã e também, de colaborar, na medida das suas forças, para a realização do Concílio Vaticano II, continuam mantendo a sua grande actualidade e urgência. Recebo, pois, com tanto maior gratidão de vós, seus filhos espirituais, a renovação dessas promessas e estimulo-vos, como a toda a Família de Schönstatt, a um prolongado e ainda maior compromisso co-responsável pela renovação moral da sociedade, mediante a revitalização e o aprofundamento da vida religiosa e eclesial no espírito do Concílio, nas famílias, paróquias e comunidades eclesiais.

Este estímulo vale, de uma forma particular, para a vossa Comunidade dos Padres de Schönstatt, que se compreende como "pars motrix et centralis" de toda a Obra de Schönstatt. Vós mesmos vos propusestes como meta do vosso Instituto, ajudar, juntamente com as demais comunidades de Schönstatt, "na educação de um homem novo na nova comunidade, segundo a imagem de Maria, para assim vos tornardes fermento e instrumento na mão de Deus para a renovação da Sociedade".

No espírito o vosso Fundador colocais o vosso sacerdócio e a vossa acção pastoral sob a singular protecção de Maria Mãe de Deus, a quem na minha carta de quinta-feira Santa de 1979 chamei "Mãe dos Sacerdotes".

Em adesão explícita a esta carta viestes pois a Roma, para em forma solene vos consagrardes à Mãe de Cristo e da Igreja, correspondendo assim àquele desejo que exteriorizei. Agradeço-vos sinceramente esta resposta dócil e corajosa ao meu convite fraternal. Justamente o Concílio Vaticano II destacou a posição singular de Maria no Mistério de Cristo e da Igreja, caracterizando-A como "Membro supereminente e inteiramente singular da Igreja, bem como seu protótipo e a mais clara imagem original na fé e no amor", que a Igreja Católica venera "com filial amor como Mãe carinhosa" (Lumen Gentium, 53).

Como recordação espiritual do nosso encontro de hoje, por motivo da vossa consagração a Maria, quisera dar-vos para a vida a seguinte meditação conclusiva daquela carta a todos os Sacerdotes: "E vossa tarefa (como Sacerdotes), anunciar Cristo, que é seu Filho. Mas quem melhor do que sua Mãe vos transmitirá a verdade sobre Ele? Vós deveis alimentar os corações dos homens com Cristo: Mas quem melhor vos poderá dar a conhecer o que fazeis, do que Aquela que O alimentou?... Pertence ao nosso sacerdócio de serviço a dimensão gloriosa e formadora da proximidade da Mãe de Cristo. Esforcemo-nos, portanto, em viver esta dimensão" (a.a.O., n. 11). Também o Concílio Vaticano II destaca no último capítulo da Constituição da Igreja, que a Virgem Maria "foi na sua vida o exemplo daquele amor maternal, do qual devem estar animados todos os que actuam na missão apostólica da Igreja para o renascimento do homem" (Lumen Gentium, 65).

Juntamente convosco recomendo a vossa vida e acção sacerdotal à singular protecção de Maria, Mãe de Deus, que vós venerais sob o título de "Três Vezes Admirável" e de coração acompanho o apostolado da vossa Comunidade e de todo o Movimento de Schönstatt com a minha Bênção Apostólica.

 

© Copyright 1980 - Libreria Editrice Vaticana

 

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