The Holy See
back up
Search
riga

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II
AO SENHOR ALGERNON WASHINGTON SYMMONDS
PRIMEIRO EMBAIXADOR DOS BARBADOS
JUNTO DA SANTA SÉ POR OCASIÃO
DA APRESENTAÇÃO DA CARTAS CREDENCIAIS

Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 1982

 

Senhor Embaixador

É-me grato aceitar as Cartas que o acreditam como primeiro Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário dos Barbados junto da Santa Sé. Aprecio os bons votos que me trouxe da parte do Ilustríssimo J. M.G. M. Adams e peço-lhe queira retribuir-lhe as cordiais saudações.

A Santa Sé alimenta sempre interesse na promoção do diálogo com os governantes das nações ou com outras autoridades civis que têm uma responsabilidade primária, na solidez e no bem-estar da sociedade. Do mesmo modo o estabelecimento de relações diplomáticas com os governos individualmente é saudado como um meio para trabalhar em estreita colaboração a fim de se realizarem objectivos comuns e o progresso da pessoa humana em todas as suas dimensões.

Este momento de hoje é pois importante tanto para a Santa Sé como para o seu país. É sinal do nosso desejo mútuo de consolidar os laços de compreensão e confiança já existentes, e é expressão do nosso empenho em alimentar um clima de diálogo não só entre nós próprios mas também entre a família inteira das nações.

Aprecio a referência que fez aos desejos comuns à Santa Sé e aos Barbados: as nossas comuns aspirações de alcançar a paz e a justiça internacional e a preocupação que temos de que sejam respeitados os direitos humanos. A observância dos direitos humanos e a obtenção da paz e da justiça a nível internacional são certamente metas desejáveis. E ao procurar alcançá-las, não devemos esquecer-nos que é o conseguimento delas dentro de cada nação que formará o sólido alicerce para a sua realização na ordem internacional. Nisto, a Igreja e os governos podem trabalhar de mãos dadas.

A Igreja, quer a nível local quer universal, está pronta e deseja cooperar com cada um dos governos, como o seu, em programas dedicados ao pleno desenvolvimento integral da pessoa humana, quer seja no campo da educação ou mediante programas que tenham em vista o cuidado da saúde e da assistência aos necessitados. Ao mesmo tempo que a Igreja salienta o primado do espiritual sobre o material, não deixa de apoiar todos os esforços meritórios para satisfazer as necessidades dos homens e das mulheres do nosso tempo. Estou certo que o governo dos Barbados aprecia estes objectivos.

Ao dar-lhe as boas-vindas ao seu novo cargo. Senhor Embaixador, peço a Deus Todo-Poderoso o abençoe e lhe conceda a Sua protecção. Tenho confiança que será feliz na sua missão e exprimo-lhe os meus melhores bons votos pelo bem-estar do seu país, pela paz e a harmonia internacional.

 

© Copyright 1982 - Libreria Editrice Vaticana

 

top