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DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II
 AO SENHOR JAIME INGRAM JAEN
NOVO EMBAIXADOR DO PANAMÁ JUNTO
DA SANTA SÉ POR OCASIÃO DA APRESENTAÇÃO
DAS CARTAS CREDENCIAIS

Segunda-feira, 10 de Janeiro de 1983

 

Senhor Embaixador

Ao receber as Cartas que o acreditam como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Panamá junto da Santa Sé, quero dar a Vossa Excelência as minhas cordiais boas-vindas, ao mesmo tempo que formulo os melhores votos pelo feliz cumprimento da missão hoje iniciada.

Agradeço-lhe, Senhor Embaixador, as suas nobres expressões, assim como a deferente saudação transmitida em nome do Senhor Presidente da República, unida também à profunda adesão dos amadíssimos filhos panamenhos.

Vem Vossa Excelência como representante de um País que teve sempre junto da Sé Apostólica um lugar de sincera consideração e estima, em consonância com os sentimentos do seu povo que, sendo católico na sua imensa maioria, se volta com especial atenção para esta Sé de Pedro. A ela sente-se unido por vínculos de particular solidez que tocam o íntimo das suas mais profundas convicções e vivências.

Será portanto uma satisfação para esse Povo saber que, sensível às essências e aspirações do mesmo, quererá dedicar Vossa Excelência os melhores esforços em promover boas e harmoniosas relações entre o Panamá e a Santa Sé, em beneficio humano e espiritual desse mesmo Povo.

Vossa Excelência referiu-se a alguns objectivos aos quais esta Sé Apostólica dedicou e deseja continuar a consagrar constantes esforços, e que encontram eco também nos intentos das Autoridades do seu Pais: defesa dos direitos humanos, desarmamento, justiça social, diálogo em favor da paz e ordem económica internacional.

Por sua parte, a Igreja no Panamá dedicou atenção preferencial à família, para a qual se dirige neste período o particular interesse da Nação. É, de facto, a partir da família, núcleo fundamental da sociedade, de onde há-de ter inicio a recta ordem social que todo o povo e os seus dirigentes devem observar. Pois, se não se defende a unidade e indissolubilidade do matrimónio, a vida desde a sua própria concepção e a educação dos filhos, se chega à uma situação em que é vitima a pessoa, ao desintegrar-se a estabilidade da sociedade.

Outro empenho da Igreja, tratando de projectar a luz do Evangelho também no seu País, é o de favorecer uma distribuição cada vez melhor de bens, serviços, cultura e informação. Elementos todos que conformam o contexto incontestável do bem comum e meio para se alcançar maior justiça entre as diversas pessoas e grupos sociais. Com isto a Igreja está convencida de ser fiel à sua missão diante de Deus e do homem.

Para que a construção do bem comum seja uma realidade cada vez mais efectiva no seu País, os Pastores da Igreja no Panamá, em comunhão íntima com a Sé Apostólica, hão-de continuar a oferecer a sua colaboração, os seus serviços e as suas energias espirituais e morais.

Senhor Embaixador: pedindo ao Senhor, dador de todo o bem, que faça frutificar estes propósitos, para que sejam fonte de concórdia de bem-estar social, invoco também o favor do Altíssimo sobre o querido povo panamenho, sobre seus governantes e de modo especial sobre Vossa Excelência e família, desejando-lhe um feliz cumprimento de sua alta e nobre missão.

 

 

© Copyright 1983 - Libreria Editrice Vaticana

 

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