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VIAGEM APOSTÓLICA À COSTA RICA, NICARÁGUA, PANAMÁ,
EL SALVADOR, GUATEMALA, HONDURAS, BELIZE E HAITI

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II
NA ABERTURA DA XIX ASSEMBLEIA DO CELAM

Catedral de Porto Príncipe, Haiti
Quarta-feira, 9 de Março de 1983

 

Amados irmãos no Episcopado

Convido-vos a unir-vos ao meu fervoroso agradecimento à divina Providência, por ter permitido que culminasse com este acto a minha viagem apostólica à América Central, que desejei visitar respondendo a um verdadeiro impulso do coração.

As circunstâncias de pessoas, de tempo e de lugar contribuem para que este encontro se torne particularmente importante para mim. As pessoas sois vós, membros dirigentes ou delegados a esta reunião do Conselho Episcopal Latino-Americano. O tempo ou ocasião é a abertura da XIX Assembleia Geral do CELAM. O lugar, esta ilha a cuja parte oriental chegou Cristóvão Colombo há quase meio milénio, descobrindo o Novo Mundo, ao qual foi depois anunciado o Evangelho.

Sentindo a alegria de me encontrar convosco — como irmão mais velho entre irmãos — desejo reflectir convosco sobre alguns pontos que as presentes circunstâncias nos sugerem.

I. Ser Bispo hoje na América Latina

Vós representais os quase 700 Bispos da América Latina, pais e guias espirituais de uma comunidade que constituirá dentro de pouco tempo quase metade dos católicos de todo o mundo. Com a vossa dedicação, no meio de não poucas dificuldades, sacrifícios e renúncias, vós cumpris a missão que o Bom Pastor vos confiou para a salvação dos vossos fiéis.

Sois os chefes visíveis de outras tantas Igrejas Particulares, disseminadas por todo este continente, e desejais continuar fiéis à vossa exigente responsabilidade de Bispos neste actual momento da América Latina.

1. Bispos de um povo profundamente religioso

Há quatro anos, os Bispos presentes em Puebla procuraram examinar com profundidade as características do povo do qual o Senhor vos constituiu Pastores.

Trata-se de um povo profundamente religioso, que pede o pão da Palavra de Deus, em quem pôs a sua confiança. Um povo cuja religião, na sua forma cultural mais característica, é expressão da fé católica. Por isso, pode dizer-se que, apesar das deficiências presentes, a fé da Igreja marcou profundamente a alma da América Latina, constituindo-se matriz cultural do continente.

Não é possível ser hoje Bispo na América Latinas em ter presentes estes factos. Eles dão aos vossos países uma fisionomia que os distingue dós outros países.

Os vossos povos, marcados no seu íntimo pela fé católica, pedem um aprofundamento e fortalecimento da sua fé, através da educação religiosa, do dom dos sacramentos, e de todas as formas de alimento que satisfaçam a sua fome espiritual.

No entanto, há que reconhecer também com realismo e humilde lucidez, os graves problemas que pesam sobre este povo do ponto de vista religioso e eclesial: a crónica e aguda escassez de vocações sacerdotais e religiosas, bem como de outros agentes de pastoral, com o consequente resultado de ignorância religiosa, superstição e sincretismo entre os mais humildes; o crescente indiferentismo, e mesmo ateísmo, provocado pela moderna secularização, especialmente nas grandes cidades e nas camadas mais cultas da população; a amargura de muitos que, por causa de uma equivoca opção pelos pobres, se sentem abandonados e ignorados nas suas aspirações e necessidades religiosas; o desenvolvimento de grupos religiosos, carentes muitas vezes da verdadeira mensagem evangélica, e que, com os seus métodos de actuação pouco respeitadores da verdadeira liberdade religiosa, opõem sérios obstáculos à missão da Igreja Católica bem como de outras Confissões cristãs.

O Bispo latino-americano não pode deixar de examinar com atenção este amplo conjunto de exigências pastorais. Deve fazê-lo com a seriedade que lhe inspira a clara consciência do dever assumido perante a Igreja, mas ao mesmo tempo com uma grande confiança nos recursos da graça. Colocar-se-á por isso diante desta multidão de gente humilde que pede ansiosamente o pão da Palavra, do conhecimento de Deus, do alento espiritual, do pão da Eucaristia, para cuja distribuição há uma dramática falta de ministros (cf. Lam. 4, 4).

2. Bispos empenhados na sua missão espiritual

Ser Bispo hoje na América Latina é procurar, muitas vezes à custa de muito tempo, da saúde, do talento, as respostas adequadas a essa ansiosa fome espiritual de todo um povo, para evitar que este mesmo povo vá mendigar em outros lugares o pão que porventura não encontra na sua Igreja ou nos seus Pastores.

Não é este o momento de aprofundar os temas que já tratei ao longo desta viagem apostólica. A vós e aos vossos irmãos no Episcopado, solidários comigo nos meus sofrimentos e consolações (cf. 2 Cor. 1, 7), entrego e confio todo o conjunto de reflexões e orientações pastorais que fui semeando durante os últimos dias, e que poderão ser uma válida ajuda para a Igreja em toda esta parte do continente americano. Deixo-vos o cuidado de as fazer frutificar mais profundamente no terreno fecundo das vossas Igrejas.

Não posso todavia deixar de me referir concretamente a algumas tarefas importantes, especificamente episcopais, que só por si bastariam para ocupar pastoralmente um Bispo, e que provocariam um vazio se não fossem cumpridas devidamente. Refiro-me, como podeis facilmente imaginar:

— à chamada de jovens numerosos e qualificados, dando-lhes uma adequada formação em ordem ao sacerdócio ou à vida religiosa;

— à grande atenção a dar aos leigos, de modo a permitir-lhes uma activa inserção na Igreja e uma acção eficaz na sociedade;

— à catequese, instrumento por excelência para a educação da fé das futuras gerações, de modo a orientá-las para um dinamismo social;

— à preocupação pastoral pela família.

Para conseguir tudo isto, ser Bispo hoje na América Latina consistirá sempre, e com uma urgência cada vez maior, em ser anunciador da Palavra revelada. Exorto-vos a fazê-lo, queridos irmãos, não apenas evangelizando pessoalmente, mas também — uma vez que cada Bispo é "anunciador da Palavra da verdade"(2 Tim. 2, 15) — providenciando de modo que, com a ajuda das vossas Igrejas, a ninguém falte a Palavra de Deus (cf.1 Sam. 3, 1).

Nesta missão de tão grande importância, sede mestres e guias na fé, propondo sem ambiguidades a doutrina da Igreja; vigiai com bondade e firmeza pela sua integridade e pureza, corrigindo eventuais desvios doutrinais ou morais, que tanto dano e confusão criam entre os fiéis. Sede igualmente santificadores de um povo que é, felizmente, aberto ao Absoluto de Deus, procurando as respostas da fé para as questões que se apresentam a todo o homem acerca de si mesmo, acerca da vida, do sofrimento, da morte, da eternidade.

Não deixeis de convocar e exortar os vossos sacerdotes a que cumpram fielmente a sua missão, em colaboração convosco. Proporcionai uma boa preparação aos jovens que aspiram ao sacerdócio ministerial, de modo a que se tornem no futuro servidores do seu povo nas suas necessidades espirituais, sem esquecer também as de carácter material. Despertai a consciência dos religiosos e das religiosas para que, com o seu carisma próprio, com a plena disponibilidade que a sua consagração lhes assegura, e com, o testemunho da sua vida caracterizada pela adoração, pelo espírito das bem-aventuranças e pela dimensão escatológica, dêem o seu indispensável contributo para a evangelização destes povos, sedentos de valores sobrenaturais.

Será uma verdadeira cruz para um Bispo na América Latina, mas constituirá também uma das suas mais gratificantes tarefas, consagrar o seu tempo, as suas energias, os seus dons de espírito e de coração, a construir — ainda que no meio de tribulações, carências e dificuldades — comunidades cristãs, pobres talvez em recursos humanos, mas ricas em fé e numa inesgotável caridade.

3. Bispos para um povo que sofre

Ser Bispo hoje na América Latina é também sentir-se Pastor de um povo que nos últimos anos tem conhecido certamente notáveis progressos materiais, e que começa a oferecer ao mundo o resultado dos seus esforços em muitos campos da civilização, mas conhece ainda — e esta é a sua contradição mais radical — imensas áreas de miséria, de analfabetismo, de enfermidades, de marginalização. Uma análise honesta da situação mostra como na sua raiz se encontram profundas injustiças, exploração de uns por outros, graves faltas de equidade na distribuição das riquezas e dos bens da cultura.

A este problema há que acrescentar um outro de igual gravidade: a história recente mostra-nos a frequência com que muitos jovens, seja por um idealismo mal orientado; seja por pressão ideológica, seja ainda por interesses de partido ou de sistemas no interior do jogo das hegemonias, cedem à tentação de combater a injustiça com a violência. Deste modo, querendo reprimir a violência com a violência, desencadeiam um doloroso processo que a todos nos inquieta.

A vossa sensibilidade pastoral sugere-vos — de acordo com as orientações de Puebla — que no seio das imensas massas de pobres que constituem em grande parte as vossas Igrejas, os mais pobres devem ter uma preferência no vosso coração de pais e na vossa solicitude de pastores. Sabeis porém, e assim o proclamais, que tal opção por eles não seria nem pastoral nem cristã se se inspirasse simplesmente em critérios políticos ou ideológicos, se fosse exclusiva ou discriminadora, ou se provocasse sentimentos de ódio ou de luta entre irmãos.

As Igrejas de todo o mundo estão-vos reconhecidas pelo testemunho que dais de uma opção que consiste em estar perto dos mais pobres, sem excluir ninguém, de modo a ensiná-los a superar tudo aquilo que é indigno do homem, para ensiná-los a buscar o verdadeiro progresso, não simplesmente para se tornarem mais ricos, mas para serem mais pessoas.

Convido-vos a que vos deixeis sensibilizar paternalmente pelo sofrimento dos vossos fiéis e filhos mais pobres e abandonados, a fazer com que as vossas Igrejas —como a de Roma — "presidam" elas também, segundo a sua capacidade, "à caridade". As vossas comunidades, com os seus presbíteros e diáconos como orientadores, sejam cada vez mais promotoras do desenvolvimento humano integral, da justiça e da equidade, em benefício, em primeiro lugar, dos mais necessitados. A comunhão e a participação tornem-se calda vez mais visíveis. As tarefas temporais da justiça, da paz, do bem-estar, da instrução e da educação, da saúde e do trabalho, contem sempre com leigos bem preparados e seguros, recebendo oportunamente a luz da fé e o apoio espiritual que, em virtude da vossa ordenação, vós e os vossos sacerdotes lhes deveis proporcionar.

4. Bispos construtores de unidade

No meio dos conflitos, do círculo vicioso da morte, do drama da violência que já fez correr tanto sangue inocente, os Bispos devem ser os "princípios, sinais e instrumentos de comunhão" que o Concílio reconhece neles.

Infelizmente, nem sempre conseguireis vencer o muro da separação (cf. Ef. 2, 14). Todavia, como homens a quem "foi confiado o ministério da reconciliação" (cf. 2 Cor. 5, 18), deveis evitar sempre que a vossa palavra ou os vossos gestos alarguem as divisões ou agravem as rupturas.

Trabalhai sempre, na medida das vossas possibilidades, com sabedoria e paciência, em favor da concórdia e da paz.

A vossa presença e a vossa actividade de Pastores sejam um estímulo e uma ajuda constantes para a reconstrução de uma paz que supere os conflitos.

II. O CELAM

Ao encontrar-vos reunidos como Bispos, para realizar uma Assembleia do CELAM, sinto o dever de vos dirigir uma palavra, ainda que breve, a este propósito.

Tive a alegria de poder dirigir uma saudação especial aos membros deste Organismo eclesial por ocasião do 25° aniversário da sua fundação, na mesma cidade em que foi constituído, o Rio de Janeiro. E desejo fazê-lo agora de novo, ao encontrar-me com os seus responsáveis e delegados, aqui reunidos para uma importante sessão de trabalho.

O CELAM tem indubitavelmente um lugar especial na Igreja pela sua originalidade. As características geo-sociais da América Latina favoreceram o seu nascimento, e justificam a existência deste organismo, dificilmente concebível noutros continentes.

Não é preciso dizer-vos com quanto interesse e atenção acompanho os seus programas e actividades. Também os Episcopados de outros continentes, conhecedores da vossa história, observam as vossas realizações e não escondem a sua admiração, estimulando-vos a continuar.

Todos nós temos bem presente que o CELAM não é nem pode ser uma super-Conferência; não substitui nem diminui a importância das diversas Conferências Episcopais nas suas competências e responsabilidades. É, por sua natureza e pela sua definição originária, um serviço prestado a essas Conferências, na linha das suas exigências e necessidades.

Os quase 28 anos de existência e actuação deste Organismo mostram a importância deste serviço. Por isso mesmo, o CELAM tornou-se um ponto de encontro, onde os Pastores têm oportunidade de se reunirem para uma recíproca troca de experiências, para se ajudarem mutuamente, e para se animarem uns aos outros na comum missão pastoral. Nesta mesma linha de serviço, e prescindindo de conotações jurídicas, é natural que o CELAM sirva também como ponto de referência ou espaço de coordenação pastoral, tanto em beneficio de uma ou outra Conferência Episcopal, como dos Bispos individualmente considerados.

Desejo encorajar-vos a levar por diante, sem desfaleceria vocação e missão desta instituição eclesial. Que as suas estruturas não deixem de se aperfeiçoar e de crescer em eficácia, e que os seus objectivos se tornem cada vez mais claros. Organizem-se cada vez melhor os seus Departamentos, Secretariados e Institutos. E que as pessoas que neles trabalham tenham sempre uma profunda convicção de servir uma digna causa da Igreja.

Invoco a bênção divina sobre os trabalhos que hoje começam, dando graças a Deus por quanto este Organismo tem feito ao longo dos seus 28 anos de vida. E ao expressar a minha gratidão aos dirigentes que agora terminam os seus mandatos, peço ao Senhor que ilumine aqueles que tomarão nas suas mãos os destinos do CELAM, para que o conduzam pelos caminhos de um serviço fiel à Igreja na América Latina, em espírito de comunhão e de leal colaboração com a Igreja universal e com o Sucessor de Pedro.

III. Bispos para uma renovada evangelização

E agora, meus irmãos Bispos, encontrando-me nestas terras que viram nascer a fé no Novo Continente, é natural que evoque "a obra evangelizadora da Igreja na América Latina", iniciada com o seu descobrimento, obra cheia de dificuldades, marcada por limitações e lacunas, mas também por generosos e admiráveis resultados.

Olhando hoje para o mapa da América Latina, com mais de 700 Dioceses, com o seu pessoal insuficiente mas empenhado, com os seus quadros e estruturas, as suas linhas de acção, a autoridade moral de que goza a Igreja, há que reconhecer em tudo isto o fruto de séculos de paciente e perseverante evangelização.

São quase cinco séculos! De facto, o ano de 1992, já muito próximo, assinalará o V centenário do descobrimento da América e do início da sua evangelização.

Como latino-americanos, devereis celebrar essa data com uma séria reflexão sobre os caminhos históricos do subcontinente, mas igualmente com alegria e são orgulho. Como cristãos e católicos, é justo recordar tal data com um olhar para estes 500 anos de trabalho no anúncio do Evangelho e na edificação da Igreja nestas terras. Olhar de gratidão a Deus pela vocação cristã e católica da América Latina, e gratidão a quantos foram instrumentos vivos e activos da evangelização. Olhar de fidelidade para o vosso passado de fé. Olhar para os desafios do presente e para os esforços que se realizam. Finalmente, olhar para o futuro, de modo a ver como consolidar a obra iniciada.

A comemoração de meio milénio de evangelização terá o seu significado pleno se for um renovado compromisso da vossa parte, como Bispos, juntamente com o vosso Presbitério e fiéis, compromisso não de reevangelização mas de uma evangelização nova. Nova no seu entusiasmo, nos seus métodos, na sua expressão.

A este propósito, permiti-me que vos apresente, sintetizados em breves palavras, os aspectos que me parecem pressupostos fundamentais para esta nova evangelização.

O primeiro refere-se aos ministros ordenados. Ao terminar o seu meio milénio de existência, e encontrando-se às portas do terceiro milénio cristão, a Igreja na América Latina necessita manter uma grande vitalidade, o que será impossível se não contar com sacerdotes numerosos e bem preparados. Suscitar novas vocações e prepará-las convenientemente, nos aspectos espiritual, doutrinal e pastoral, é, num Bispo, um gesto profético, um tornar já presente o futuro da Igreja. Recomendo-vos, pois que vos dediqueis a esta tarefa, que vos custará preocupações e sofrimentos, mas igualmente alegria e esperança.

O segundo aspecto refere-se aos leigos. Não é somente a falta de sacerdotes mas também e sobretudo a autocompreensão da Igreja na América Latina, à luz do Vaticano II e de Puebla, que indicam o lugar dos leigos na Igreja e na sociedade. O aproximar-se do 500° aniversário da vossa evangelização deve encontrar todos os Bispos, juntamente com as suas Igrejas, empenhados em formar um número cada vez maior de leigos prontos a colaborar eficazmente na obra evangelizadora.

Uma luz que poderá orientar a nova evangelização — e este é o terceiro aspecto — é o documento de Puebla, consagrado a esse tema, impregnado do ensinamento do Vaticano II e coerente com o Evangelho. Neste sentido, é necessário que se difunda e eventualmente se recupere a integridade da mensagem de Puebla, sem interpretações deformadas, sem reducionismos deformantes e sem aplicações indevidas de algumas das suas partes e eliminação de outras.

Que estes próximos anos, que vos colocarão diante de factos tão significativos, vos encontrem, queridos irmãos, cheios de confiança num novo esforço evangelizador.

Sejam penhor e garantia de êxito nesta missão as três características que distinguem a piedade dos vossos povos: o amor à Eucaristia, a devoção à Mãe de Deus, a união afectuosa ao Papa, como Sucessor de São Pedro.

A Bênção Apostólica que de todo o coração vos concedo vos acompanhe neste caminho. Assim seja.

Saudação em francês ao término da alocução

Dirijo-me a todas as pessoas que se encontram nesta Igreja e que talvez não compreendam a língua espanhola. Neste idioma foi inaugurada a Assembleia do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano). Quero aproveitar esta singular ocasião para exprimir os mais calorosos votos e conceder uma bênção a todos os que se encontram nesta Igreja Catedral e fora do seu recinto. Quero abençoar-vos como Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, ao mesmo tempo que o faço colegialmente com os meus Irmãos no Episcopado, com todos os Bispos aqui presentes.

 

© Copyright 1983 - Libreria Editrice Vaticana

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