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PALAVRAS DO PAPA JOÃO PAULO II RECORDANDO
SEU VENERÁVEL PREDECESSOR PAPA PAULO VI
6 de Agosto de 1998
É
sempre viva em toda a Igreja a memória do meu venerado predecessor, o Servo de
Deus Paulo VI, que faleceu há vinte anos aqui em Castel Gandolfo. O tempo não
diminuiu a sua recordação; pelo contrário, o transcorrer dos anos faz aparecer
cada vez mais luminosa a sua figura e mais actuais e surpreendentes as suas
proféticas intuições apostólicas. Depois, neste ano a celebração do centenário do nascimento deste Pontífice, guia sábia e fiel do povo cristão durante o
Concílio Vaticano II e o difícil período pós-conciliar, faz-nos sentir mais
familiar a chamada à sua pessoa e mais incisivo o testemunho do seu amor a
Cristo e à Igreja.
Ele morreu no dia em que a
liturgia comemora o evento extraordinário da Transfiguração do Senhor.
Numa
homilia, ele comentava do seguinte modo a hodierna página evangélica: «É preciso
redescobrir o rosto transfigurado de Cristo, para sentir que Ele é ainda, e
precisamente para nós, a nossa luz. Aquela que ilumina cada alma que o procura e
o acolhe, que faz resplandecer cada cena humana, cada cansaço, e lhe dá cor e
relevo, mérito e destino, esperança e felicidade» (Insegnamenti di Paolo VI: II, 1964, pp. 133-134). Ao iniciarmos a
celebração da Eucaristia, na qual elevaremos as nossas orações por este
inesquecível Pontífice, as suas palavras exortam-nos a pedir ao Senhor, para a
Igreja e para cada fiel, a corajosa e heróica fidelidade ao Evangelho, que
caracterizou o seu ministério de Sucessor de Pedro.
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