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DISCURSO DO SANTO PADRE JOÃO PAULO II 
NA CELEBRAÇÃO DAS BODAS DE PRATA EPISCOPAIS 
DO PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
CARDEAL JOSEPH RATZINGER

 
Caríssimo Senhor Cardeal Ratzinger
Prezados Irmãos no Episcopado
Ilustre Ministro
Colaboradores da Congregação para a Doutrina da Fé
Dilectos membros do grupo de ex-alunos do Cardeal Ratzinger
Estimados caçadores alpinos da Baviera
Queridos Irmãos e Irmãs

1. Apresento-vos a todos a minha mais cordial saudação. Os diversos aniversários do meu estimado Irmão no Episcopado e íntimo colaborador, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, constituíram o motivo que vos induziu a realizar uma peregrinação a Roma, até à Sé do Sucessor de Pedro. Há poucos dias, o Cardeal Joseph Ratzinger celebrou o seu 75º aniversário; ao mesmo tempo, durante estas semanas contempla com gratidão a sua nomeação para Arcebispo de Munique e Frisinga e a sua ordenação episcopal, ocorrida há 25 anos. É com grande alegria que vos dou as boas-vindas, neste Palácio Apostólico, a todos vós que viestes da região da Baviera e também de outras regiões. Possam as solenes Santas Missas e os encontros realizados nestes dias tornar-se para vós uma inesquecível "festa da fé".

2. Vós estais a agir em fidelidade às palavras do Apóstolo:  "Lembrai-vos daqueles que vos precederam, que vos pregaram a palavra de Deus, e imitai a sua fé" (cf. Hb 13, 7). Efectivamente, a homenagem que prestais ao Emintentíssimo Cardeal Ratzinger não diz respeito apenas à sua personalidade, mas também e sobretudo ao seu serviço presbiteral e episcopal, que o festejado desempenhou em primeiro lugar na Alemanha, sobretudo na sua terra da Baviera, e em seguida, a partir de 1981, aqui em Roma, com o incansável compromisso em benefício da verdade, que conduz os filhos de Deus para a liberdade autêntica (cf. Jo 8, 32).

3. Tendo sido nomeado Arcebispo de Munique e Frisinga em 1977, pelas mãos do meu venerado predecessor Papa Paulo VI, e criado Cardeal nesse mesmo ano, Joseph Ratzinger aprofundou e deu continuidade ao seu trabalho de teólogo na grande responsabilidade inerente ao seu compromisso de Pastor. Com efeito, o múnus de salvação confiado ao Bispo cumulou a sua actividade de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, de Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica, de Presidente da Comissão Teológica Internacional e de membro de outras Congregações da Santa Sé. Entre os vários documentos do magistério, para publicação dos quais o Cardeal ofereceu a sua notável contribuição, sobressai o Catecismo da Igreja Católica, de cuja redacção foi encarregada de 1986 a 1992 uma Comissão que trabalhava sob a sua orientação. Para além do âmbito da sua competência, já repleto de desafios, o Cardeal conseguiu, mediante inúmeras conferências e publicações, dar testemunho do vigor de irradiação da fé católica, na sua profundidade e beleza.

4. Dilectos Irmãos e Irmãs! O Cardeal Ratzinger propôs-se como missão de vida ser "colaborador da verdade", em conformidade com o exemplo de um grande número de meritórios Pastores da Santa Igreja de Cristo. Através do seu exemplo, ele encoraja-vos a descobrir o serviço da Verdade, que é o próprio Deus, nas diversas situações da vossa vida, com a alegria da fé e de modo constante. Agradeço sinceramente ao festejado todo o seu trabalho e peço a Deus que ele possa dar continuidade ao seu serviço na Igreja. A todos vós, que viestes aqui para celebrar os seus aniversários, formulo votos a fim de que, enriquecidos pela experiência de uma fé que traz a felicidade, possais dar um generoso testemunho de Cristo, que disse de si mesmo:  "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!" (cf. Jo 14, 6). Assim, concedo-vos de coração, a vós e aos vossos entes queridos na Pátria, a minha Bênção Apostólica.

 

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