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DISCURSO DO SANTO PADRE JOÃO PAULO II
AOS PARTICIPANTES NUM ENCONTRO
 PROMOVIDO PELOS "CURSILHOS DE CRISTANDADE"

 
Caríssimos Irmãos e Irmãs

1. É um motivo de alegria para mim encontrar-me hoje convosco:  obrigado por esta visita! A vossa presença, tão numerosa e alegre, testemunha quanto disse aos "Cursilhistas" de todo o mundo, vindos a Roma por ocasião do grande Jubileu do Ano 2000:  na verdade, "a pequena semente lançada na Espanha, há mais de cinquenta anos, tornou-se uma árvore frondosa, rica de frutos do Espírito" ( Discurso, 29 de Julho de 2000). Para todos vai a minha cordial saudação de boas-vindas. Saúdo em particular os vossos dois representantes que se fizeram intérpretes dos sentimentos de todos, assim como os animadores espirituais e os vários responsáveis do Movimento.

Os Cursilhos de Cristandade estão actualmente presentes em mais de 60 países de todos os continentes e em cerca de 800 dioceses. A semente também germinou e cresceu durante estes anos em terra italiana, dando abundantes frutos de conversão e de santidade de vida, em profunda sintonia com as orientações pastorais da Conferência Episcopal Italiana.

2. Gostaria, neste momento, de voltar com o pensamento, juntamente convosco, a dois apontamentos que foram de grande significado e alcance. Refiro-me, antes de mais, ao encontro com os que pertencem aos Movimentos Eclesiais e às Novas Comunidades, na Praça de São Pedro, na inesquecível vigília do Pentecostes de 30 de Maio de 1998.

Naquela ocasião reconhecia nestas novas realidades eclesiais uma resposta providencial, suscitada pelo Espírito Santo para a formação cristã e para a evangelização. Ao mesmo tempo, porém, exortava a crescer na consciência e na identidade eclesial:  "hoje abre-se diante de vós uma nova etapa:  a do amadurecimento eclesial... A Igreja espera de vós frutos "maduros" de comunhão e de compromisso" (Insegnamenti XXI/1 [1998], pág. 1123).

O convite conserva toda a sua actualidade e urgência, representando um autêntico desafio enfrentado com coragem e determinação. Na linha deste compromisso pelo atingir de uma maturidade eclesial cada vez mais sólida coloca-se o pedido que o Organismo mundial dos Cursilhos submeteu ao competente Dicastério da Cúria Romana, para obter o reconhecimento canónico e a aprovação dos Estatutos.

3. O segundo acontecimento importante que quero aqui recordar é a terceira "Ultreia" Mundial, coroada com o encontro jubilar dos membros do vosso movimento na Praça de São Pedro, a que há pouco fazia referência. A esse propósito, desejo renovar a exortação que vos dirigi nessa ocasião, de ser testemunhas corajosas da "diaconia da verdade", trabalhando incansavelmente com a "força da comunhão".

Efectivamente, aquela exortação torna-se em cada dia mais necessária e empenhativa. Da vossa parte, certamente não deixareis faltar o precioso contributo que advém do vosso carisma particular. O que significa, de facto, o anúncio querigmático que constitui o coração do vosso Movimento, senão aquele "fixar o olhar sobre o rosto de Cristo", para que convidei na Novo millennio ineunte (cf. nn. 16 ss.)? O que comporta tal olhar, senão um confiar-se ao "primado da graça", para empreender um caminho de catequese e de oração, de conversão e de santidade de vida? Que frutos isso produz, senão um mais sólido sentido de pertença à Igreja e um renovado impulso de evangelização nos ambientes de vida e de actividade quotidiana?

4. Caríssimos "Cursilhistas"! Continuai confiadamente o caminho de formação e de vida cristã que começastes com tanta generosidade. "Duc in altum"! Confio-vos à protecção maternal de Maria Santíssima, exemplo admirável de obediência à vontade do Pai e discípula fiel do seu Filho.
Assegurando-vos uma lembrança especial na oração, concedo-vos afectuosamente a Bênção Apostólica a vós que aqui estais presentes e a quantos vos são queridos.

 

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