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DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II
AOS PARTICIPANTES DO XII SEMINÁRIO
SOBRE "CIÊNCIA, RELIGIÃO E HISTÓRIA"

 

 

Ilustres Senhores
Prezados Amigos

Desejo exprimir a minha cordial gratidão por esta reflexão conjunta que, nestes dias, nos reuniu na busca da verdade. Estou grato a Deus pela 12ª vez que nos pudemos reunir aqui para meditar sobre os problemas relativos às grandes questões que decidem a especificidade da cultura humana. Salientei o papel destes problemas na Encíclica Fides et ratio. Na cultura contemporânea, não podem faltar as interrogações fundamentais sobre o sentido e a verdade, sobre a beleza e o sofrimento, sobre o infito e a contingência. Agradeço-vos, porque pudemos abordá-las numa perspectiva em que se completam reciprocamente as novas descobertas da ciência e a reflexão sobre a filosofia clássica.

A nossa comunidade exprimiu simbolicamente o vínculo entre a Igreja e a Academia. Este laço é particularmente importante, nesta época de grandes mudanças culturais. A fim de que as testemunhas contemporâneas da verdade não se sintam sozinhas, é necessário promover uma grande solidariedade de espírito entre todos aqueles que estão ao serviço do pensamento. A Igreja não pode permanecer indiferente diante das conquistas da ciência, que nasceu e se desenvolveu no âmbito das influências culturais da cristandade. É necessário recordar também que a verdade e a liberdade estão inseparavelmente unidas na grandiosa obra de edificação da cultura, ao serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana. Recordando as palavras de Cristo, "a verdade libertar-vos-á" (Jo 8, 32), queremos edificar uma cultura do Evangelho livre das ilusões e das utopias, que acarretaram muitos sofrimentos ao longo do século XX.

O meu pensamento volta-se para todos aqueles que, no passado, participaram nos nossos seminários. Muitos deles já partiram para a Casa do Senhor e, sem dúvida, na sua Luz vêem com maior clarividência as verdades que nós devemos descobrir na semi-obscuridade das investigações e dos debates. Recomendo a Deus tanto todos eles, como vós aqui presentes. Que nos una o sentido da responsabilidade cristã pelo futuro da cultura. Este sentido permite-nos criar uma grande harmonia de vida que indica Cristo como fonte de todo o bem. A Ele confio-vos todos, assim como os vossos entes queridos e os vossos programas para o futuro.

 

 

 

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