Caríssimos Irmãos e Irmãs!
1. É com alegria que vos recebo, e apresento a minha cordial
saudação a cada um de vós, reunidos em Roma para retribuir a Visita pastoral que
pude realizar a Banja Luka em 22 de Junho passado. Com o coração cheio de
gratidão pelo caloroso acolhimento que então me foi reservado, dou a cada um de
vós as boas-vindas.
Saúdo antes de mais o Bispo de Banja Luka, D. Franjo Komarica, e
agradeço-lhe as gentis palavras que, também como Presidente da Conferência
Episcopal da Bósnia e Herzegovina, me dirigiu em nome de todos os presentes.
Juntamente com ele, dirijo uma saudação fraterna ao estimado e querido Cardeal
Vinko Puljic, Arcebispo de Vrhbosna, juntamente com o seu Auxiliar, D. Pero
Sudar, assim como ao querido e zeloso Bispo de Mostar-Duvno e Administrador
Apostólico de Trebinje-Mrkan, que não pôde participar neste encontro. O meu
deferente pensamento dirige-se, depois, ao Senhor Dragan Covic, e aos demais
membros da Presidência, assim como aos Senhores Ministros presentes e a todas as
Autoridades civis do País, às quais agradeço a dedicação posta para o bom êxito
da minha Visita pastoral.
2. Em Banja Luka tive a grande alegria de proclamar beato, Ivan
Merz, um jovem originário dessa cidade. O seu resplandecente exemplo de
santidade encoraje os leigos católicos a comprometerem-se no testemunho do
Evangelho, critério e orientação fundamental dos cristãos de todos os tempos.
Este jovem, como escreveram os Bispos da vossa Terra,
"verdadeiramente tem muitas coisas para dizer e para testemunhar" (Carta
pastoral dos Bispos) a todas as pessoas de boa vontade. O ensinamento mais
incisivo talvez seja constituído por quanto se lê no seu Diário, na data
de 15 de Fevereiro de 1918, quando a Europa estava em plena guerra e ele se
encontrava na frente: "Jamais esquecer Deus! Desejar sempre unir-se a Ele!".
3. Estas palavras assumem um significado particular para o vosso
País, que se empenha por superar muitos sofrimentos, que são a consequência de
um regime opressivo e de uma longa guerra. Poderá superar estas situações
difíceis graças à realização de instituições democráticas a nível político e
administrativo. Contudo, será necessário cultivar um autêntico renovamento
espiritual, mediante o qual abrir-se ao perdão, à reconciliação e ao respeito
recíproco da identidade cultural e religiosa por parte de cada um.
São estes os caminhos que levam à criação de uma sociedade
próspera e serena, livre e solidária; é este o caminho que torna possível o
tanto esperado regresso dos refugiados e exilados nos seus países de origem,
numa atmosfera de segurança e de liberdade plena.
4. É grande o desafio que tendes à vossa frente: "Jamais
esquecer Deus!". Garanto-vos o amparo da minha oração e desejo encorajar-vos a
prosseguir com confiança.
Sobre vós e sobre a vossa querida Pátria desça a Bênção de Deus.
Louvados sejam Jesus e Maria!