Queridos amigos do SERMIG
Arsenal da Paz!
1. Mais uma vez me encontro convosco com alegria, e é com afecto que saúdo todos
vós. A vossa numerosa presença vejo em particular numerosíssimos jovens
constitui um sinal eloquente da vitalidade da vossa Fraternidade, assim como da
vontade que a anima de trabalhar ao serviço da paz. Arsenal da Paz: chama-se
precisamente assim aquela que, de certa forma, se poderia qualificar como a
vossa casa, a sede dos vossos projectos e das vossas actividades. Vós quereis
ser mensageiros da paz, testemunhas e apóstolos incansáveis. Obrigado pelo vosso
juvenil entusiasmo! Obrigado pela esperança que representais para a Igreja e
para o mundo!
2. Dirijo uma saudação especial aos Senhores Cardeais, aos Bispos e aos
sacerdotes vossos amigos. Desejaria dirigir uma saudação cordial ao Senhor
Ernesto Olivero, que há quarenta anos fundou a vossa benemérita Associação.
Agradeço-lhe as gentis palavras com que se fez intérprete dos sentimentos
comuns, ilustrando-me o significado da manifestação de hoje. Saúdo o Presidente
e os actores do teatro "Stabile di Torino", o conjunto instrumental e o coro
"Vozes da esperança" do Arsenal da Paz, que se exibiram numa interessante
representação artística e musical. Saúdo as autoridades e quantos não quiseram
faltar a este significativo encontro. Através de vós, queridos Irmãos e Irmãs do SERMIG, apraz-me fazer chegar o meu pensamento de bons votos aos numerosos
jovens e moças que, em diversas nações, se esforçam por lançar as bases para uma
"Terra amiga", onde ninguém se sinta estrangeiro e todos estejam unidos ao
serviço da justiça e da paz.
3. O tema do encontro de hoje "A paz vencerá se dialogarmos" realça a
estreita relação que existe entre o respeito dos demais, o diálogo e a paz. Na
nossa época, caracterizada por uma densa rede de intercâmbios entre diversas
culturas e religiões, é necessário promover e facilitar o acolhimento e a
compreensão recíproca entre os indivíduos e os povos. A vossa Fraternidade
dedica-se a esta missão e oferece um contributo apreciado por muitos para a
causa da paz. A respeito disto, felicito-me também pela instituição da
"Universidade do Diálogo", que pretende dar voz aos jovens de todas as
nações, cultura e religião para construir um mundo no qual todos sejam a pleno
título membros da única família humana. Este diálogo deve incluir todos os
âmbitos da vida social, económica e religiosa.
4. Na Mensagem para o recente Dia Mundial da Paz recordei que educar para a paz
constitui um compromisso sempre actual, uma urgência do nosso tempo. Perante o
alastramento da violência, a difusão de uma mentalidade hedonista e consumista,
o aumento da desconfiança e do receio, devemos reafirmar com vigor que a paz é
possível e, por conseguinte, se for possível, ela constitui também um dever.
Esta convicção guiou-vos nos quatro decénios da vossa história. Caríssimos,
continuai nesta mesma direcção. Acompanhe-vos a Virgem Maria Mãe de Cristo;
protejam-vos São Francisco, com o qual a vossa fraternidade está ligada, e o
Santo de Turim, João Bosco, do qual celebramos hoje a festa, assim como a todos
os vossos santos protectores. O Papa gosta de vós e assegura-vos a sua oração,
abençoando cada um de vós e as vossas numerosas iniciativas apostólicas e
missionárias.