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MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II AOS PEREGRINOS, DOENTES E VOLUNTÁRIOS REUNIDOS
NA BASÍLICA DE SÃO PEDRO POR OCASIÃO DA MEMÓRIA LITÚRGICA DA
BEM-AVENTURADA VIRGEM DE LOURDES E XIII DIA MUNDIAL DO DOENTE
Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Caríssimos Irmãos e Irmãs
1. Uno-me com alegria a vós que, como acontece todos os anos, participais na
Basílica Vaticana no encontro de peregrinos, doentes e voluntários, organizado
conjuntamente pela UNITALSI e pela Obra Romana de Peregrinações. Dirijo a cada
um de vós a minha afectuosa saudação.
Em primeiro lugar, saúdo o Cardeal Vigário, os Bispos e os numerosos
presbíteros presentes, e depois com profunda simpatia, torno a minha saudação
extensiva também a vós, queridos peregrinos vindos para reviver a atmosfera
típica de Lourdes; a vós, dilectos responsáveis da UNITALSI e da Obra Romana de
Peregrinações; a vós, estimados voluntários; e a vós, prezados doentes, de quem
me sinto particularmente próximo.
2. A sugestiva Celebração eucarística e mariana que estais a viver na
Basílica de São Pedro adquire um significado particular no dia em que a liturgia
recorda a Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes.
A festa do dia 11 de Fevereiro faz-nos voltar com o pensamento à gruta de
Massabielle, nos altos Pirenéus franceses, onde em 1858 Nossa Senhora se
manifestou dezoito vezes a Santa Bernadete Soubirous. Daquela gruta, que se
tornou um lugar de oração e de esperança para numerosos peregrinos provenientes
de todas as regiões do mundo, a Imaculada continua a exortar à oração, à
penitência e à conversão. É a própria mensagem de Cristo: "Convertei-vos e
acreditai no Evangelho" (Mc 1, 15), que nos é oferecida pela liturgia
da Quaresma, há pouco iniciada.
Acolhamo-la com adesão humilde e dócil! A peregrinação até aos pés da Virgem,
realizada pelos doentes e pelas pessoas que sofrem, constitui uma exortação
incessante a confiar em Cristo e na sua Mãe celestial, que jamais abandonam
quantos acorrem a eles nos momentos de sofrimento e de provação.
3. Ao morrer na cruz Cristo, o Homem das dores, cumpriu o desígnio de amor do
Pai e redimiu o mundo. Queridos doentes, se aos seus sofrimentos unirdes
inclusivamente as vossas dores, podereis ser os seus colaboradores privilegiados
na salvação das almas. Esta é a tarefa que vos compete na Igreja, que vive
perenemente consciente do papel e do valor da enfermidade iluminada pela fé. Por
conseguinte, queridos doentes, o vosso sofrimento nunca é inútil! Pelo
contrário, é precioso porque constitui uma participação misteriosa mas concreta
na própria missão salvífica do Filho de Deus.
Por isso, o Papa conta muito com o valor das vossas orações e dos vossos
sofrimentos: oferecei-os pela Igreja e pelo mundo; oferecei-os também por mim e
pela minha missão de Pastor universal do povo cristão.
4. Da Basílica de São Pedro, o olhar dirige-se agora para outras numerosas
localidades, onde hoje se reúnem as comunidades cristãs, por ocasião do XIII
Dia Mundial do Doente e, de maneira particular, para o Santuário "Maria
Rainha dos Apóstolos", em Iaundé, nos Camarões. É ali que estão a realizar-se as
principais celebrações deste importante acontecimento eclesial, subordinado ao
seguinte tema: "Cristo é a esperança para a África". O Continente
africano, juntamente com a humanidade inteira, tem necessidade de experimentar o
amor misericordioso do Senhor e a assistência da Virgem Maria, acima de tudo nos
momentos de cansaço e de doença.
Maria, Mulher do sofrimento e da esperança, seja benigna para com as pessoas
que sofrem e obtenha a plenitude de vida para cada um: que Ela estreite todos
ao seu Coração de Mãe!
Virgem Santíssima, Rainha da África e do mundo inteiro, rogai por nós! É com
afecto que concedo a todos a minha Bênção.
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Editrice Vaticana
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