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ALOCUÇÃO DO SANTO PADRE
NO ENCERRAMENTO DA RECITAÇÃO DO
 ROSÁRIO DIANTE DA IMAGEM DE
NOSSA SENHORA
DE FÁTIMA

Sexta-feira, 6 de outubro de 2000

 

 

1. No final deste intenso momento de oração mariana, desejo dirigir a todos vós, caríssimos Irmãos no Episcopado, uma cordial saudação, que faço extensiva de bom grado aos numerosos fiéis presentes esta tarde aqui, na Praça de São Pedro, ou que se uniram a nós através da rádio e da televisão.

Congregados em Roma para o Jubileu dos Bispos, o primeiro sábado do mês de Outubro não podia deixar de nos conduzir juntos a rezar aos pés da Virgem, que o Povo de Deus venera neste dia com o título de Rainha do Santo Rosário.

A nossa oração desta tarde situa-se de maneira particular à luz da "mensagem de Fátima", cujo conteúdo ajuda a nossa reflexão sobre a história do século XX. A presença entre nós da venerada imagem da Virgem de Fátima, que tive a alegria de receber de novo no Vaticano, rodeado solenemente por numerosos Irmãos no Episcopado e por tantos sacerdotes, religiosos, religiosas e fiéis, reunidos esta tarde nesta Praça, reforça esta perspectiva espiritual.

2. Meditámos sobre os "mistérios gloriosos". Do Céu, aonde o Senhor a elevou, Maria não deixa de orientar os nossos olhares para a glória de Cristo Ressuscitado, no qual se revela a vitória de Deus e do seu desígnio de amor sobre o mal e a morte. Nós Bispos, partícipes dos sofrimentos e da glória de Cristo (cf. 1 Pd 5, 1), somos as primeiras testemunhas desta vitória, fundamento de esperança certa para cada pessoa e para todo o género humano. Jesus Cristo, o ressuscitado, enviou-nos a todo o mundo para anunciar o seu Evangelho de salvação, e de Jerusalém, no decurso de vinte séculos, a mensagem chegou aos cinco continentes. Esta tarde, a nossa oração reuniu espiritualmente toda a família humana ao redor de Maria, Regina Mundi.

3. No contexto do Grande Jubileu do Ano 2000, quisemos manifestar o reconhecimento da Igreja pela solicitude materna que Maria demonstrou sempre aos seus filhos peregrinos no tempo. Não existe um século nem um povo ao qual ela não tenha feito sentir a sua presença levando aos fiéis, especialmente aos pequeninos e pobres, luz, esperança e conforto.

Confiantes na sua solicitude materna, amanhã, no final da Concelebração eucarística, realizaremos colegialmente o nosso "Acto de consagração" ao Coração Imaculado de Maria. Esta tarde, meditando juntos sobre os mistérios gloriosos do Santo Rosário, preparámo-nos interiormente para este gesto, assumindo a atitude dos Apóstolos no Cenáculo, reunidos com Maria em oração unânime e concorde.

Para cada um de vós, queridos Irmãos, e para o vosso ministério invoquei e invoco a especial intercessão da Mãe da Igreja. Ela vos ajude sempre na tarefa difícil e entusiasmante de levar o Evangelho a todos os recantos da terra, a fim de que cada homem, a começar pelos pequeninos e pobres, receba a Boa Nova de Cristo Salvador.

 

 

 

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