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Faustino Míguez
(1831-1925)
FAUSTINO MÍGUEZ nasceu em Xamirás, uma aldeia de Acebedo del Rio, Celanova, na
província de Orense (Espanha), a 24 de Março de 1831. A sua família era
profundamente cristã e trabalhadora, propiciando-lhe um ambiente de fé, onde
aprendeu a oração e o amor a Maria, a solidariedade com os necessitados e a
responsabilidade no trabalho. Na escola de S. José de Calasanz seguiu Cristo,
dedicando-se à educação. Como Padre das Escolas Pias aplicou-se todos os dias ao
serviço da infância e da juventude.
Sempre atento às necessidades das pessoas, tomou contacto com a realidade vital
do povo, participou nos seus problemas, sofrimentos e enfermidades, e
respondeu-lhes na medida das suas forças. Dada a sua vocação científica,
procurou também com este seu talento socorrer a humanidade abatida por
tantos sofrimentos físicos e, a exemplo do Mestre divino, preocupou-se da saúde
tanto da alma como do corpo.
Em Sanlúcar de Barrameda, na Galiza, constatou a
ignorância e o abandono em que vivia a mulher e a marginalização que existia no
campo educativo. Convicto da importância da mulher na família e na sociedade, e
animado do mesmo espírito que tinha impelido S. José de Calasanz, fundou em 1875
o Instituto Calasanziano das Filhas da Divina Pastora, dedicado à promoção
humana e cristã das meninas, especialmente das mais pobres, a fim de que,
guiadas desde a mais tenra idade, chegassem a ser, dizia, boas cristãs, boas
filhas, boas esposas e boas mães e membros úteis para a sociedade, da qual devem
formar a parte mais interessante.
Morreu em Getafe, aos 94 anos de idade, no dia
8 de Março de 1925. A sua longa vida consagrada totalmente ao Senhor, a quem
amou sobre todas as coisas, foi um contínuo acto de fé e de aceitação da Sua
vontade em todos os momentos. Deixou-se modelar por Deus e só procurou a Sua
glória. Amou o Instituto das Escolas Pias e procurou viver com radicalidade e
autenticidade a sua vida religiosa. Este desejo está expresso num dos grandes
motes da sua vida: «Ser como se deve ser, ou então não ser». Orientou o seu
caminho para a contemplação do mistério da Encarnação, identificando-se com
Aquele que, sendo Filho de Deus, assumiu a condição de servo, e seguiu o Seu
exemplo de despojamento e humildade. Pelo caminho da verdade e da cruz chegou a
ser um digno discípulo do Mestre divino.
Homilia do Santo Padre
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