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Zeferino Agostini
(1813-1896)
ZEFERINO AGOSTINI nasceu em Verona, Itália, no dia 24 de Setembro de 1813.
Terminados os estudos teológicos no Seminário diocesano, recebeu a Ordenação
sacerdotal a 11 de Março de 1837, tendo iniciado o seu ministério como Vigário
cooperador na Paróquia dos Santos Nazário e Celso e Assistente do Oratório dos
jovens e da catequese. Exerceu também a função de Vice- Chanceler da Cúria e
acompanhou o Bispo de Verona em várias visitas pastorais.
Em 1845 assumiu
a função de pároco da vasta paróquia dos Santos Nazário e Celso, cargo que o Pe.
Agostini exerceu durante 51 anos com incansável dedicação, empenhando-se na
própria santificação e no trabalho pastoral em favor das almas. No decorrer
desses anos não faltaram momentos difíceis e dolorosos, tais como aqueles das
três guerras (1848, 1859 e 1866), quando se dedicou ao cuidado dos feridos e, em
1855, também dos afectados pela epidemia da cólera. A sua vida sacerdotal
caracterizou- se ainda como fundador, não por uma opção programada mas devido a
uma série de circunstâncias, que o levaram a realizar um desígnio de Deus. De facto, para ter uma ajuda na acção pastoral, especialmente para a população
feminina, recorreu a institutos religiosos já existentes, como o das Filhas da
Caridade Canossianas. Mas não obteve muito sucesso nesta tentativa, e então
dispôs-se a aceitar e acolher as ocasiões que lhe foram apresentadas para levar
avante o trabalho pastoral em prol da promoção da juventude feminina. A partir
do Oratório para as jovens, por ele animado com o ideal de
Santa Angela Mérici, surgiu um grupo de colaboradoras para a Escola da caridade
para as jovens. A partir de 1860 algumas dessas colaboradoras iniciaram uma vida
em comunidade, e o Pe. Zeferino Agostini confiou-as aos cuidados das Irmãs de
Maria Menina. Somente mais tarde, em 1869, amadureceu a convicção de sustentar a
obra e de lhe dar uma fisionomia, inspirando-se em Santa Angela Mérici. Nesse ano
ele foi encarregado de reconstituir na diocese a «Companhia de Santa Úrsula » e
neste âmbito empenhou-se também em formar um pequeno grupo de jovens que tinham
resolvido viver em comum e auxiliar no apostolado paroquial. Esta pequenina
semente germinou pouco a pouco, e dela surgiu a Congregação das Irmãs Ursulinas
Filhas de Maria Imaculada, com o encargo de serem apóstolas na específica missão
de fazer «todo o bem possível» ao próximo e em particular às jovens.
A missão de
fundador não diminuiu a sua figura de pároco zeloso, mas comportou uma série de
problemas económicos e maiores empenhos. Continuou a dedicar-se ao ministério
paroquial, aprimorando-se na obra de catequese, de assistência caritativa e de
formação para a vida cristã. Inúmeras foram as suas instruções e pregações,
documentadas nos seus manuscritos que testemunham o zelo pela Palavra de Deus e
a orientação na vida espiritual de todos, sobretudo dos seminaristas e
sacerdotes que a ele recorriam para os exercícios espirituais. O Padre
Zeferino faleceu no dia 6 de Abril de 1896, deixando um exemplo a ser seguido e
um património espiritual a ser difundido.
Por tudo isto, o Padre Agostini,
sacerdote por vocação, pároco por missão, fundador pela providencial ocasião,
oferece um exemplo admirável de vida sacerdotal, de apostolado paroquial e de
orientador ao serviço do bem das suas filhas espirituais.
Hoje, a Congregação
das Irmãs Ursulinas Filhas de Maria Imaculada estão difundidas em várias
dioceses da Itália, em Madagáscar, na Suíça e na América Latina, salientando-se
o seu trabalho no Uruguai (1965), no Brasil (1979) em muitas dioceses do Rio
Grande do Sul, do Mato Grosso e do Paraná, e ultimamente no Paraguai (1992),
dedicando-se com fidelidade à vivência do próprio carisma inspirado em Santa
Angela Mérici e na intuição providencial do Padre Zeferino Agostini, para o bem
da juventude feminina.
Homilia do Santo Padre
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