 |
Notas biográficas do Beato
PADRE PAOLO MANNA (1872-1952)
Missionário na Birmânia (Myanmar) Superior-Geral do P.I.M.E. Fundador da Pontifícia União Missionária
O Beato Padre Paolo Manna nasceu a Avelino (Itália), no dia 16 de
janeiro de 1872. Depois de ter freqüentado a escola primária à Nápoles e o
ginásio técnico a Avelino, continuou os seus estudos a Roma. Enquanto freqüentava
a Universidade Gregoriana para os estudos de Filosofia, seguindo o chamado do
Senhor, em setembro de 1891, entrou no Seminário do Instituto para as Missões
Estrangeiras em Milão, para o curso de Teologia. Foi Ordenado sacerdote no dia
19 de maio de 1894, na Catedral de Milão.
Em 27 de setembro de 1895 partiu para a Missão de Toungoo, na Birmânia
Oriental, onde trabalhou em três períodos durante uma década até que, em
1907, repatriou-se definitivamente, por uma grave enfermidade.
De 1909 em diante, por mais de quarenta anos, dedicou-se com todas as suas
forças, mediante os escritos e as suas obras, à difusão da idéia missionária
no meio do povo e do clero. Para «resolver do modo mais radical possível o
problema da cooperação dos católicos no apostolado» fundou, em 1916, a União
Missionária do Clero, elevada ao título de «Pontifícia» em 1956. Hoje, ela
está presente em todo o mundo católico e inclui nas suas fileiras,
seminaristas, religiosos, religiosas, leigos e leigas.
Diretor de «Le Missioni Cattoliche» em 1909, em 1914 fundou
«Propaganda Missionária», folheto popular de vastíssima difusão e, em 1919,
«Itália Missionária», dedicada à juventude.
A pedido da Sagrada Congregação «de Propaganda Fide», para um
maior desenvolvimento missionário do Sul da Itália, Padre Paolo Manna abriu a
Ducenta (Caserta) o Seminário Meridional «Sagrado Coração», para as Missões
Estrangeiras, projeto que ele encorajava desde há muito tempo.
Em 1924 foi eleito Superior-Geral do Instituto para as Missões
Estrangeiras de Milão, que em 1926, pela união com o Seminário Missionário
de Roma, por vontade de Pio XI, se tornou o Pontifício Instituto para as Missões
Estrangeiras (P.I.M.E.).
Por mandato da Assembléia Geral do P.I.M.E. (1934), em 1936
participou em primeira linha na fundação das Missionárias da Imaculada.
De 1937 a 1941, a Sagrada Congregação «de Propaganda Fide»
nomeou-o chefe do Secretariado Internacional da União Missionária do Clero.
Quando em 1943 foi erigida a Província Meridional do
P.I.M.E., Padre Paolo Manna tornou-se o seu primeiro Superior, transferindo-se
assim para Ducenta, onde fundou «Venga il tuo Regno», publicação missionária
para as famílias.
Padre Paolo Manna escreveu vários opúsculos e livros famosos, que
deixaram uma marca duradoura, como «Operarii autem pauci», «I Fratelli
separati e noi», «Le nostre Chiese e la propagazione del Vangelo» e «Virtù
Apostoliche». Formulou propostas inovadoras acerca dos métodos missionários,
percorrendo o Concílio Vaticano II. Destas obras permanece, sobretudo, o
exemplo de uma vida inteiramente animada por uma paixão missionária total, que
nenhuma provação ou doença, por mais que o tenha feito sofrer, jamais
diminuiu. G. B. Tragella, seu primeiro biógrafo, definiu-o justamente como «uma
alma de fogo». O seu lema, que o acompanhou até o fim, era este: «Toda a
Igreja, para o mundo inteiro!».
Padre Paolo Manna faleceu à Nápoles, no dia 15 de setembro de
1952. Os seus restos mortais repousam a Ducenta, no “seu Seminário”, que em
13 de dezembro de 1990 foi visitado pelo Papa João Paulo II.
Tendo iniciado à Nápoles, em 1971, os procedimentos para a Causa de
Beatificação concluíram-se a Roma, no dia 24 de abril de 2001, com o decreto
pontifício sobre o milagre atribuído ao Beato.
|