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IRMÃ MARIA DA PAIXÃO (1839-1904)
Foto
HELENA MARIA DE
CHAPPOTIN DE NEUVILLE, em religião Maria da Paixão, nasceu no dia 21 de Maio
de 1839 em Nantes (França), numa nobre família cristã. Desde a infância
manifestou eminentes dons naturais e uma fé muito profunda.
Em 1856, durante os exercícios espirituais, faz a sua
primeira experiência de Deus, que a chama para uma vida de consagração
total. Assim, atraída pelo ideal da simplicidade e da pobreza de São
Francisco, entra nas Clarissas. Em 1861, ainda postulante, faz uma nova experiência
de Deus, que a convida a oferecer-se como vítima pela Igreja e pelo Papa.
Por motivos de saúde, deixa o mosteiro e, em 1864,
entra na Sociedade de Maria Reparadora, recebendo o hábito religioso com o
nome de Maria da Paixão. No ano seguinte, ainda noviça, é enviada para a Índia,
com a tarefa principal da formação das religiosas de uma congregação autóctone.
Por força das suas virtudes, é nomeada Superiora
local e, depois, provincial. Devido ao aumento das dissensões, acompanhada de
outras 19 religiosas, Maria da Paixão deixa a Ordem e, em 1877, obtém do
Papa Pio IX a autorização para fundar um Instituto, com o nome de Missionárias
de Maria em seguida afiliada ao carisma franciscano que se desenvolve
rapidamente.
Em 1900, o Instituto foi selado com o sangue da
santidade, no martírio de sete Franciscanas Missionárias de Maria na China,
beatificadas em 1946 e canonizadas no ano de 2000. Esgotada pelos cansaços de
viagens incessantes e pelo trabalho quotidiano, depois de uma breve
enfermidade, Maria da Paixão morre piedosamente, no dia 15 de Novembro de
1904, deixando mais de duas mil religiosas e 86 casas presentes nos quatro
continentes.
Em 1918 começou a causa de beatificação e, em 1999,
foi promulgado o Decreto da heroicidade das suas virtudes.
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