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JOSÉ
MARÍA RUBIO (1864-1929)
Veio
ao mundo em Dalías (Almería) no dia 22 de Julho de 1864. Dele disse o seu avô
materno: "Eu morrerei, mas quem viver verá que este menino será
um homem importante e que valerá muito para Deus".
Frequentou a escola da freguesia natal e manifestava o gosto de ler as vidas
dos santos. Um seu tio, Cónego, mandou-o estudar num Instituto de
Bacharelato, mas descobrindo nele sinais de vocação sacerdotal, enviou-o
para o Seminário diocesano de Almería. No Seminário de São Cecílio de
Granada havia de terminar os estudos de filosofia, teologia e direito canónico.
Foi ordenado no Seminário diocesano da Imaculada Conceição e de São Dâmaso,
de Madrid, no dia 24 de Setembro de 1887, tendo sido incardinado nesta
diocese. Na Capela da Virgem do Bom Conselho, na Catedral de Santo Isidro,
celebrou a sua primeira Missa em 8 de Outubro seguinte. Em Toledo, obteve a
Licenciatura em Teologia, em 1888, e Direito Canónico, em 1897. Pela manhã,
entrava na igreja para rezar, dedicava-se à catequese das crianças e a todos
impressionava pela sua austeridade, pobreza e caridade para com os pobres.
Enquanto desenvolvia várias actividades de carácter diocesano, não deixava
de atender as pessoas no confessionário, catequese, "escolas
dominicais", ao mesmo tempo que se dedicava a acompanhar diversos grupos
em necessidade espiritual.
Peregrinou a Roma e à Terra Santa, deixando-se impressionar de modo especial
plos túmulos de Pedro e Paulo e Santo Sepulcro e Calvário.
Admirando de modo particular a Companhia de Jesus e chamando-se a si mesmo
"Jesuíta por afeição", entrou no noviciado da Companhia em
Granada e fez os primeiros votos em 12 de Outubro de 1908; trabalhou depois em
Sevilha, onde desenvolveu grande actividade apostólica; depois de três anos
em Manresa (Barcelona), voltou a Madrid onde, em 2 de Fevereiro de 1917,
emitiu os votos perpétuos.
Madrid foi o seu novo campo de apostolado, sendo procurado por muita gente,
que atraía pelas suas pregações, porque vivia o que pregava. O seu lema
era: "Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz". Organizou
e orientou diversas missões populares em Madrid. Quis fundar um instituto,
"Os Discípulos de São João", mas foi impedido de o fazer,
aceitando a proibição com estas palavras: "não procuro outra
coisa além do cumprimento da santíssima vontade de Deus".
Gozava de dotes místicos e de graças espirituais sobrenaturais, da profecia
e da visão. Armavam-lhe ciladas para o apanharem em situações difíceis,
mas acabava por impressionar a todos, mesmo os que o queriam ver envolvidos em
escândalos e inquietações. Foi formador de muitos cristãos que sofreram o
martírio no tempo da perseguição religiosa.
Pressentiu a sua morte e despediu-se dos seus amigos. Debilitado na sua saúde
pelo imenso trabalho realizado, foi transferido para Aranjuez, para aí
repousar. Mas tudo estava para terminar e José María exclamou:
"Senhor, se queres levar-me agora, estou preparado". Faleceu em
2 de Maio de 1929. Em Madrid, todos diziam: "morreu um santo".
Por isso, milhares de pessoas acorreram ao seu funeral; os seus restos mortais
foram trasladados para a casa Professa de Madrid, em 1953.
João Paulo II beatificou-o em 6 de Outubro de 1985, em cerimónia celebrada
em Roma e, agora, vai canonizá-lo em Madrid, onde desenvolveu grande parte do
seu ministério e acção sacerdotais e pastorais.
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