
O Papa Francisco tenciona ir a Cagliari no próximo mês de Setembro para prestar homenagem a Nossa Senhora de Bonaria. Anunciou ele mesmo na manhã de quarta-feira 15 de Maio, no final da audiência geral, saudando os grupos presentes na praça de São Pedro. O Papa falou também do vínculo histórico de "fraternidade" entre Buenos Aires e Cagliari precisamente devido à comum devoção mariana à Virgem de Bonaria.
Pouco antes, propondo uma reflexão sobre o Espírito Santo, o Pontífice tinha chamado a atenção dos fiéis sobre o facto de que não se pode ser cristão só nalguns momentos ou circunstâncias: cristão é-se sempre. Uma mensagem clara e directa: "não se é cristão a prazo", disse, sobretudo "numa época na qual se é bastante céptico em relação à verdade". E citando Bento XVI, recordou que ele "falou muitas vezes do relativismo, isto é, da tendência a considerar que nada há de definitivo e a pensar que a verdade provém do consenso ou daquilo que queremos".
Dirigindo-se por fim aos organizadores da marcha pela vida na Polónia, o Papa renovou o seu apelo à defesa da vida humana desde a concepção até ao seu termo natural.
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A coragem da fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho: eis a mensagem que os novos santos proclamados pelo bispo de Roma, na manhã de domingo 12 de Maio, na praça de São Pedro, propõem aos cristãos de hoje. O Pontífice definiu esta primeira canonização do seu pontificado uma "festa de santidade", realçando os "exemplos luminosos e os ensinamentos que os santos proclamados hoje nos oferecem". Referindo-se em particular aos 800 mártires de Otranto, o Papa recordou que na origem do seu sacrifício houve uma fé capaz de superar "obstáculos" e "incompreensões" até ao "testemunho supremo do Evangelho". Portanto, dirigiu o pensamento aos "numerosos cristãos que, ainda no nosso tempo e em várias partes do mundo, sofrem violências". Sucessivamente, ao repropor a figura de Laura Mantoya, o Pontífice convidou os crentes a "vencer a indiferença e o individualismo, que corroem as comunidades cristãs e o nosso coração", e a "acolher todos sem preconceitos, discriminações, nem hesitações, com amor sincero". Como fez também María Guadalupe, a qual renunciou ao conforto e ao bem-estar que "aburguesam" o coração, dedicando toda a sua vida a "tocar a carne de Cristo" nos pobres, nos doentes e nos abandonados. Um testemunho que exorta os cristãos a "não se fecharem em si mesmos, nos seus problemas, nas próprias ideias e interesses", mas a "saírem, indo ao encontro de quem necessita de atenções, compreensão e ajuda". No final da missa, antes da recitação do Regina Caeli, o apelo do Papa a "manter viva a atenção de todos sobre o tema tão importante do respeito pela vida humana desde o momento da sua concepção".
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