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PONTIFÍCIO CONSELHO
PARA A PROMOÇÃO DA UNIDADE DOS CRISTÃOS

Textos para

A SEMANA DE ORAÇÃO PARA A UNIDADE DOS CRISTÃOS
e para todo o ano de 2016

Chamados a proclamar os altos feitos do Senhor
(Cf. 1 Pedro 2,9)

Juntamente preparados e publicados pelo
Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos
A Comissão Fé e Constituição do Conselho ecumênico das Igrejas.

AVISO IMPORTANTE

Tradução para o português:
Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo
e o Diálogo Inter-religioso

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB
Brasília, 2015

Este é o texto internacional para a Semana de Oração
para a Unidade dos Cristãos de 2016.

Se desejar obter o texto adaptado nacional,
deve pedi-lo à sua Conferência Episcopal ou ao Sínodo da sua Igreja.

 

PARA AQUELES
QUE ESTÃO ORGANIZANDO
A SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

A busca da unidade ao longo de todo o ano

O período tradicional, no hemisfério norte, para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos vai de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908 por Paul Watson porque cobriam os dias entre as festas de São Pedro e São Paulo, tendo portanto um valor simbólico. No hemisfério sul, já que janeiro é tempo de férias, as Igrejas freqüentemente acham outros dias para celebrar a Semana de Oração, como, por exemplo, ao redor de Pentecostes (de acordo com o que foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem em 1926), que é também uma data simbólica para a unidade da Igreja. Cientes da necessidade de flexibilidade, propomos que se use este material ao longo de todo o ano para expressar o grau de comunhão que as Igrejas já tem atingido e para orar juntos pela plena unidade que é o desejo de Cristo.

Adaptando o texto

Este material é oferecido com a compreensão de que, sempre que possível, será adaptado para uso em situações específicas locais; Deve-se levar em conta a prática litúrgica e devocional, bem como o conjunto do contexto social e cultural. O ideal é que essa adaptação seja feita de forma ecumênica. Em alguns lugares já existem estruturas ecumênicas para a adaptação deste material; em outros, esperamos que a necessidade de adaptação venha a ser um estímulo para a criação de tais estruturas.

Usando o material da Semana de Oração

  • Para Igrejas e comunidades cristãs que vivem juntas a Semana de Oração foi providenciado um texto para a celebração ecumênica.
  • Igrejas e comunidades cristãs podem também incorporar material da Semana de Oração em suas próprias celebrações. Orações do culto ecumênico, os “oito dias” e a seleção de materiais adicionais podem ser usadas como se julgar apropriado em cada situação.
  • As comunidades que têm celebrações da Semana de Oração em todos os dias durante a semana podem usar para isso o material proposto para os “oito dias”.
  • Os que desejam fazer estudo bíblico sobre o tema da Semana podem usar como base os textos e reflexões dados para os oito dias. A cada dia, a reflexão pode levar a um tempo final de oração de intercessão.
  • Os que desejarem orar de modo privado podem encontrar material útil para orientar as intenções de suas preces. Podem assim ter consciência de estar em comunhão com outros que oram no mundo inteiro pela maior visibilidade da unidade da Igreja de Cristo.

TEXTO BÍBLICO PARA 2016

I Pedro 2,9-10

Vós, porém, sois a raça eleita, a comunidade sacerdotal do rei, a nação santa, o povo que Deus conquistou para si, para que proclameis os altos feitos daquele que das trevas vos chamou para sua maravilhosa luz; vós que outrora não éreis seu povo, mas agora sois o povo de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.

A Biblia – Tradução ecumênica – TEB

INTRODUÇÃO AO TEMA DO ANO 2016

Chamados a proclamar os altos feitos do Senhor

(cf. I Pedro 2,9)

Histórico

O mais antigo batistério da Letônia vem de São Meinhard, o grande evangelizador do país. Ele se encontrava inicialmente na sua catedral, à Ikskile, e se situa agora bem no centro da catedral luterana de Riga, a capital do país. O local do batistério, bem perto da bela cátedra esculpida da catedral, fala com eloquência do vínculo entre batismo e pregação, assim como do chamado a proclamar os altos feitos do Senhor, dirigidos a todos os batizados. Este chamado constitui o tema da Semana de oração para a unidade cristã de 2016. Foi inspirando-se em dois versículos da Primeira Carta de São Pedro que membros de diversas Igrejas da Letônia prepararam os textos propostos para esta semana.

Testemunhos arqueológicos permitem de pensar que o cristianismo foi introduzido na Letônia durante o século X, por missionários bizantinos. A maioria das narrações todavia fazem remontar o cristianismo letão aos séculos XII - XIII, e à missão evangelizadora de São Meinhard e de missionários alemães posteriores. A capital Riga, foi uma das primeiras cidades a adotar as idéias de Lutero, no século XVI; e no século XVIII, os missionários moraves (os irmãos de Herrnhut) reanimaram e aprofundaram a fé cristã em todo o país. Os seus descendentes deviam ter um papel capital colocando os fundamentos da independência nacional, em 1918.

O passado, onde se alternaram períodos de conflitos e de sofrimentos, teve consequências consideráveis sobre a vida da Igreja letã atual. Infelizmente é necessário reconhecer que usando a força, alguns primeiros missionários e cruzados contradisseram o coração da mensagem evangélica. Durante séculos, a terra letã servia de campo de batalha religiosa e política a diversos poderes nacionais e confessionais. Mudanças de maiorias políticas que apareceram em diversas regiões do país, tiveram por consequências frequentes modificações de pertença confessional. A Letônia se encontra hoje numa encruzilhada de regiões católicas romanas, protestantes e ortodoxas. Devido a esta situação única, ela abriga cristãos de tradições múltiplas, sem que haja nenhuma que predomina.

A primeira existência da Letônia como estado provém do período entre 1918 e 1940, quer dizer nos dias depois da primeira guerra mundial e a queda dos impérios russos e alemães. A segunda guerra mundial e as décadas que seguiram, com as suas ideologias totalitárias e anticristãs – nazismo e comunismo ateu – trouxeram a devastação da terra e da população letã até a união soviética se afundar, em 1991. Durante estes anos, os cristãos testemunharam o evangelho juntos – e isso, até o martírio. Na Letônia, o museu Mons. Sloskans relembra este testemunho comum, com uma lista de todos os mártires, ortodoxos, luteranos, batistas e católicos. Os cristãos descobriram a sua participação ao sacerdócio real do qual fala São Pedro, suportando a tortura e o exílio e morrendo por causa da sua fé em Cristo. Este vínculo no sofrimento criou uma comunhão profunda entre os cristãos da Letônia que lhes permitiu descobrir o seu sacerdócio batismal, o que os tornou capazes de oferecer os seus sofrimentos unindo-os aqueles de Jesus, para o bem dos outros.

A experiência do canto e da oração em comum – notadamente no hino nacional "Que Deus abençoe a Letônia" – foi fundamental para o retorno deste país à independência, em 1991. O povo rezava com fervor para a liberdade em muitas igrejas da cidade. Cidadãos desarmados, unidos no canto e na oração, ergueram barricadas nas ruas de Riga e se encontraram ao lado uns dos outros para enfrentar os tanques de guerra soviéticos.

As trevas do totalitarismo do século XX no entanto tem afastado bastante gente da verdade sobre Deus o Pai, a sua revelação em Jesus Cristo e o poder da vida concedida pelo Espírito Santo. O período pós-soviético foi felizmente também aquele de uma renovação das Igrejas. Muitos cristãos se reúnem em pequenos grupos para rezar e durante as celebrações ecumênicas. Conscientes que a luz e a graça de Cristo não habitam e não transformam ainda todo o povo letão, eles querem trabalhar e rezar juntos a fim de que a sociedade letã seja curada das feridas históricas, étnicas e ideológicas que continuam a deformá-la.

O chamado a ser Povo de Deus

São Pedro declara aos primeiros cristãos que, enquanto estavam em busca de sentido, antes de encontrar o Evangelho, eles não eram um povo. Mas acolhendo o chamado a ser para Deus uma raça escolhida e a receber o seu poder de salvação em Jesus Cristo, eles se tornaram o povo de Deus. Esta realidade se exprime no Batismo que é comum a todos os cristãos e pelo qual estamos renascendo da água e do Espírito Santo (cf. João 3,5). No batismo, nós morremos ao pecado para ressuscitar com o Cristo numa vida nova, da graça de Deus. É um desafio permanente guardar a consciência, dia após dia, desta identidade nova em Cristo.

  • Como entendemos o nosso apelo comum a ser o “povo de Deus” ?
  • Como expressamos nossa identidade batismal de “sacerdócio real” ?

A escuta dos altos feitos de Deus

O Batismo inicia a aventura de um novo itinerário de fé pelo qual todo novo cristão se insere no povo de Deus através dos tempos. A Palavra de Deus – quer dizer as Escrituras a partir das quais os cristãos de todas as tradições rezam, estudam e refletem – estabelece entre eles uma comunhão real, apesar de ainda incompleta. Nos textos sagrados da Bíblia que partilhamos, aprendemos como Deus agiu para salvar os homens no decorrer da história da salvação: livrando o seu povo da escravidão do Egito, e no evento que constitui o maior dos seus altos feitos: a ressurreição de Jesus dentre os mortos fazendo-nos todos entrar numa vida nova. A partir disso, a leitura orante da Bíblia convida os cristãos a reconhecer os altos feitos de Deus na sua própria vida.

  • Como estamos vendo os “altos feitos” de Deus e como estamos respondendo: pela adoração e o louvor, trabalhando para a justiça e a paz ?
  • Qual valor damos às Escrituras enquanto elas constituem a Palavra da Vida que nos chama ainda mais à unidade e ao compromisso missionário ?

Respostas e Proclamações

Deus não nos escolheu por privilégio. Ele nos tornou santos, sem por isso dizer que os cristãos são melhores que os outros. Ele nos escolheu com uma finalidade bem definida. Somos santos somente nos comprometendo a servir a Deus, e servi-lo é sempre transmitir o seu amor a toda a humanidade. Ser um povo sacerdotal, é estar ao serviço do mundo. Os cristãos vivem este chamado batismal e testemunham os altos feitos de Deus através de uma grande diversidade de meios:

A cura das feridas: guerras, conflitos e violências de todo tipo feriram a vida afetiva e relacional do povo letão e de muitos outros. A graça de Deus nos ajuda a implorar o perdão pelos obstáculos que colocamos à reconciliação e à cura, a acolher a misericórdia e a crescer na santidade.

A busca da verdade e da unidade : a consciência da nossa identidade comum em Cristo nos convida a trabalhar para levar uma resposta às questões que nos dividem ainda entre cristãos. Somos chamados, como os discípulos no caminho de Emaús, a partilhar nossas experiências e assim a descobrir que, na nossa comum peregrinação, Jesus Cristo está no meio de nós.

Um compromisso determinado em favor da dignidade humana : os cristãos, que passaram das trevas a maravilhosa luz do Reino, reconhecem a dignidade singular de toda vida humana. Agindo juntos, no plano social e caritativo, estendemos a mão aos pobres, aos necessitados, aos drogados e às pessoas marginalizadas.

  • Diante do nosso compromisso para a unidade cristã, de que teríamos que pedir perdão?
  • Já que temos consciência da misericórdia de Deus, como nos comprometemos em ações sociais e caritativas com outros cristãos ?

Introdução aos outros textos

A celebração ecumênica assume os símbolos bíblicos – a vela acesa e o sal – para expressar visualmente os altos feitos que somos chamados a anunciar ao mundo, como cristãos batizados. Jesus utiliza estas duas imagens evangélicas no Sermão na Montanha: o sal e a luz (cf. Mt 5,13-16). Elas expressam nossa identidade de cristãos : Vós sois o sal... Vós sois a luz..., e descrevem nossa missão : sal da terra... luz do mundo ...

O sal e a luz são imagens do que os cristãos devem dar aos homens e mulheres do nosso tempo: nós recebemos uma palavra de Deus que dá gosto à vida, esta vida que, tão frequentemente, pode parecer fosca e vazia; e usamos uma palavra de graça que guia as pessoas, as ajuda a se situarem e lhes permite compreender o que elas são e qual é o mundo em que elas vivem.

Foi pedido a representantes de várias iniciativas de colaborações ecumênicas na Letônia de refletir sobre o tema escolhido e a sua experiência particular. As suas reflexões estão na base do que é proposto para os oito dias da Semana.

 

PREPARAÇÃO DO MATERIAL
DA SEMANA DE ORAÇÃO
PARA A UNIDADE DOS CRISTÃOS 2016

O tema para a Semana de oração para a unidade cristã deste ano foi escolhido por um grupo de representantes de diversas regiões da Letônia, por iniciativa do arcebispo católico de Riga, Mons. Zbignevs Stankevics.

Que sejam aqui agradecidos :

  • Senhora Anda Done (Igreja luterana)
  • Senhor Levi Ivars Graudins (Casa letã de oração para todos os povos)
  • Senhora Zanna Hermane (Vertikale, emissão televisionada cristã da manhã do domingo)
  • Senhor Nils Jansons (Comunidade do Caminho Novo)
  • Irmã Rita Refalo (religiosa do movimento Pro Sanctitate)
  • Senhora Velta Skolmeistere (Centro da juventude católica da arquidiocese de Riga)
  • Senhora Gunta Ziemele ( Centro da juventude católica da arquidiocese de Riga)

A redação dos textos propostos abaixo foi concluída durante uma reunião da Comissão internacional da qual fazem parte os membros designados pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Ecumênico das Igrejas e pelo Pontifício Conselho para a promoção da unidade dos cristãos. Em setembro de 2014 os representantes das Igrejas letãs se juntaram no seminário metropolitano da Igreja católica em Riga.

Eles dirigem seus calorosos agradecimentos à Mons. Pauls KJavins pela sua acolhida, assim como aos funcionários e aos seminaristas pela sua generosa hospitalidade. Eles desejam em particular agradecer aos padres Aivars Lïcis e Karlis Mikelsons pela sua ajuda na organização do trabalho e das visitas.

Os participantes foram acompanhados e guiados durante a sua descoberta da ilha de Saint–Meinhard, no rio Daugava, perto de Ikskile, onde se encontram as ruínas da primeira catedral (consagrada em 1186), assim como durante a sua visita às catedrais luterana e católica de Riga, da igreja anglicana de Saint-Sauveur na vila antiga de Riga. Estas visitas foram de grande interesse para a redação deste documento.

CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA

Introdução à liturgia

O grupo da redação letão sugere que os representantes das diferentes Igrejas entrem levando uma Bíblia, uma vela acesa (que pode ser o círio pascal) e um vaso com sal. Ele propõe igualmente que cada um destes símbolos seja oferecido por uma comunidade distinta. A Bíblia seria colocada no púlpito das leituras, enquanto o sal e a vela poderiam ser colocados ou perto do púlpito como símbolos da Palavra de Deus, ou perto do batistério, como sinal do nosso chamado batismal.

Uma cesta com pequenas velas poderia também estar disposta no santuário para que, após a pregação, membros da assembléia possam acender velas individuais na chama levada no inicio da celebração.

Apesar de nenhum hino particular ter sido indicado, o grupo preparatório letão, sugere cânticos trinitários. Ele propõe também que as respostas Kyrie Eleison e Christe Eleison sejam cantadas. No decorrer da liturgia da Palavra, a resposta breve da assembleia é prevista no texto. A introdução às leituras retoma a expressão “explosão de amor”, tomada do fundador do movimento Pro Sanctitate, Guglielmo Giaquinta. Este movimento é vivo na Letônia e alguns dos seus membros contribuíram a preparar esta celebração.

Após a celebração :

O pão, sobretudo o pão preto, é um símbolo letão de hospitalidade. Quando novos habitantes se instalam numa casa, é costume que, em sinal de bênção, amigos lhes apresentem um miolo de pão acima do qual foi derramado sal em forma de cruz. O grupo letão preparatório convida os cristãos do mundo a imitar este gesto de hospitalidade durante o momento fraterno que eles partilham, após a celebração.

RITO DA CELEBRAÇÃO

Chamados a proclamar os altos feitos do Senhor
(cf. 1 P 2,9)

C : Celebrante
A : Assembleia
L : Leitor

I. Congregação inicial

Canto de entrada

Os celebrantes fazem a sua entrada. Eles podem levar uma Bíblia, uma vela acesa e sal.

Palavra de acolhida

C: Queridos amigos em Cristo, aqui reunidos para esta celebração da unidade, demos graças a Deus pela nossa dignidade e nossa vocação cristã que São Pedro descreve assim: “Vós, porém, sois a raça eleita, a comunidade sacerdotal do rei, a nação santa, o povo que Deus conquistou para si, para que proclameis os altos feitos daquele que da trevas vos chamou para sua maravilhosa luz.

Estamos rezando este ano com os cristãos da Letônia que prepararam esta celebração, esperando crescer em comunhão com Nosso Senhor Jesus Cristo e com todos os nossos irmãos e irmãs que aspiram a unidade (cf.1P 2,9).

II. Orações para pedir o Espírito Santo

C : Espírito Santo, Dom do Pai no seu Filho Jesus Cristo, permanece em nós, abre nossos corações e torna-nos atentos a tua voz.

A : Espírito Santo, vem sobre nós.

C : Espírito Santo, Divino Amor, fonte de unidade e de santidade, mostra-nos o amor do Pai.

A : Espírito Santo, vem sobre nós.

C : Espírito Santo, Fogo de Amor, purifica-nos fazendo desaparecer toda divisão dos nossos corações, de nossas comunidades e do mundo, para que sejamos um em nome de Jesus.

A : Espírito Santo, vem sobre nós.

C : Espírito Santo, fortalece nossa fé em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Ele que carregou nossos pecados de divisões até a cruz e nos conduziu à comunhão por sua Ressurreição.

A : Espírito Santo, vem sobre nós.

C : Pai, Filho e Espírito Santo, permanecei em nós para nos transformar em comunhão de amor e de santidade. Que sejamos um em Vós, que viveis e reinais nos séculos dos séculos.

A : Amen.

Canto de Louvor

III. Orações de Reconciliação

C : Deus nos convida à reconciliação e à santidade. Que nossos espíritos, nossos corações e nossos corpos se preparem para acolher a graça da reconciliação no caminho rumo à santidade.

Silencio

C : Senhor, Tu nos criaste a tua imagem. Quando faltamos de respeito em relação a nossa própria natureza e ao mundo que Tu nos deste, perdoa-nos. Kyrie eleison.

A : Kyrie eleison.

C : Senhor, Tu nos convidas a sermos perfeitos como nosso Pai Celeste é perfeito. Quando faltamos em relação à santidade, deixamos de ser um povo íntegro e não respeitamos mais os direitos dos seres humanos e a sua dignidade, perdoa-nos. Christe eleison.

A : Christe eleison.

C : Senhor da vida, da paz e da justiça, quando transmitimos uma cultura de morte, de guerra e de injustiça, deixamos de construir a civilização do amor, perdoa-nos. Kyrie eleison.

A : Kyrie eleison.

C : Deus de misericórdia, dignaste encher-nos da tua graça e da tua santidade. Faça de nós apóstolos do amor, onde estivermos. Nós te pedimos por Cristo, nosso Senhor.

A : Amen.

 

IV. Proclamação da Palavra de Deus

L : A Palavra de Deus que vamos escutar é uma explosão de amor em nossas vidas.
A : Demos graças a Deus.

Isaias 55, 1-3

L : Escutai e vivereis.
A : Demos graças a Deus
.

Salmo 145, 8-9.15-16.17-18.

L : Louvarei o teu nome para sempre
A : Louvarei o teu nome para sempre
.

L : O Senhor é benevolente e misericordioso,
lento na cólera e de grande fidelidade.
O Senhor é bom para com todos
cheio de ternura para todas as suas obras.
A : Bendirei o teu nome para sempre
.

L : Com os olhos em ti, todos eles esperam,
e Tu lhes dás o alimento no tempo devido;
abres a tua mão
e sacias todos os viventes que amas.
A : Bendirei o teu nome para sempre.

L : O Senhor é justo em todos os seus caminhos,
fiel em todos os seus atos.
O Senhor está próximo de todos os que o invocam,
de todos os que o invocam na verdade.
A : Bendirei o teu nome para sempre.

1 Pedro 2, 9-10

L : Escutai e vivereis.
A : Demos graças a Deus.

Mateus 5, 1-16

L : Escutais e vivereis.
A : Demos graças a Deus
.

Pregação

 

V. Gesto de compromisso para ser sal e luz

O celebrante faz agora este convite a assembleia :

C : Nós escutamos as Escrituras que honramos e que são a nossa riqueza,
e nós fomos alimentados juntos da mesma mesa da Palavra.
Nós levaremos conosco esta santa Palavra para o mundo
pois a mesma missão nos une:
aquela de sermos sal da terra, luz do mundo,
aquela de proclamar os altos feitos do Senhor.

Como sinal desta missão que partilhamos, convidamos os que o desejam a se aproximar, a vir experimentar uma pitada deste sal e a acender uma pequena vela nesta única chama. Convidamos aqueles que farão este gesto a guardar a chama acesa até o fim da celebração.

VI. Orações de esperança

C : Como filhos de Deus, conscientes da nossa dignidade e da nossa missão, façamos subir nossas orações, confirmando nosso desejo de ser para Deus um povo santo.

Silêncio

C : Pai amadíssimo, transforma nossos corações, nossas famílias, nossas comunidades e nossa sociedade.
A : Tornai-nos todos santos e um em Cristo
.

C : Fonte de vida, sacia a sede da qual sofre nossa sociedade : sede de dignidade, de amor, de comunhão e de santidade.
A : Torna-nos todos santos e um em Cristo
.

C : Espírito Santo, Espírito de alegria e de paz, cura as divisões que um mal uso do poder e do dinheiro gera em nós, e reconcilia-nos nas nossas diversidades de culturas e de línguas. Como filhos de Deus, realiza a nossa unidade.
A : Torna-nos todos santos e um em Cristo.

C : Trindade de amor, ajuda-nos a passar das trevas à tua maravilhosa luz.
A : Torna-nos todos santos e um em Cristo
.

C : Senhor Jesus Cristo, pelo batismo, nos tornamos um contigo. Por isso, unimos a nossa oração a tua, retomando as palavras que tu mesmo nos ensinaste:

A : Pai Nosso...

VII. Partilha da Paz

C : Jesus disse :
Vós sois o sal da terra.
Vós sois a luz do mundo.
Que a vossa luz brilhe diante dos outros,
a fim de que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem o vosso Pai
que está no céu.
Sejam o sal da terra.
Sejam a luz do mundo.
Que a paz do Senhor esteja sempre convosco.
A : E com teu espírito.

C : Demo-nos um sinal de paz.

VIII. Bênção e envio

C : Benditos sejam os pobres de coração.
Benditos sejam aqueles que choram.
Benditos sejam os mansos.
Benditos sejam os misericordiosos.
Benditos sejam os de coração puro.
Benditos sejam aqueles que fazem obra de paz.
Benditos sejam os perseguidos.
Benditos sejais vós por Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.
A : Amen.

C : Ide em paz.
A : Amen.

COMENTÁRIOS BÍBLICOS
E ORAÇÕES PARA OS “OITO DIAS”

1º DIA Fazer rolar a pedra

 

Ez 37,12-14 

Eu vou abrir os vossos túmulos; farei-vos sair de vossos sepulcros, ó meu povo.

Sl 71,18b-23 Tão elevada é a tua justiça, ó Deus! Tu que fizestes grandes coisas!
Rm 8,15-21 Participando dos seus sofrimentos, também teremos parte na sua glória.
Mt 28,1-10 Ele não está aqui, pois ressuscitou, como havia dito.

Comentário

As reflexões deste dia foram preparadas pelo Centro da Juventude católica da Arquidiocese de Riga, e resultam da sua experiência de preparação do Caminho da Cruz ecumênica – um evento ecumênico anual de grande importância na Letônia. Esta experiência convida a refletir aquilo que significa a Paixão e a Ressurreição no contexto letão, e os altos feitos que os cristãos batizados são chamados a proclamar.

  • O período soviético da Letônia continua pesando sobre os habitantes desta nação. Muitos sofrimentos e penas permanecem, e as feridas infringidas permanecem duras de perdoar. Tudo isso parece como uma grande pedra, colocada a entrada do túmulo de Jesus. Feridas desta natureza nos prendem num túmulo espiritual.
  • Mas, se no nosso sofrimento, nossa pena se unem à dele, a história não fica neste estado, nos deixando presos nos nossos túmulos. O terremoto da ressurreição do Senhor é o evento extraordinário onde os nossos túmulos se abrem e onde somos libertados da tristeza e da amargura que nos mantinha no isolamento uns dos outros.
  • O alto feito do Senhor, é este : é o seu amor que faz tremer a terra, rolar as pedras, nos liberta e nos chama para fora, na manhã de um novo dia. Então, nesta nova aurora, somos unidos aos nossos irmãos e irmãs que também foram aprisionados e sofreram. E, como Maria Madalena, temos que “deixar com prontidão” este grande momento de alegria para anunciar aos outros o que o Senhor fez.

Questões

  • Quais são os eventos, as situações de nossas vidas e as circunstancias que nos conduzem a nos fechar dentro do túmulo – na tristeza, na aflição, nas preocupações, na ansiedade e no desespero ? O que nos impede de aceitar a promessa e a alegria da ressurreição de Cristo ?
  • Em que medida estamos prontos a partilhar nossa experiência de Deus com aqueles que nós encontramos ?

Oração

Senhor Jesus, tu nos amas para sempre e nos mostraste a profundidade do teu amor morrendo por nós na cruz, assumindo assim nossos sofrimentos e nossas feridas. Depositamos agora aos pés da cruz todos os obstáculos que nos separam do teu amor. Tira as pedras que nos aprisionam. Desperta-nos na manhã da tua ressurreição. Faz com que possamos ir ao encontro de nossos irmãos e irmãs separados de nós. Amém.

 

2º DIA  Chamados a ser mensageiros da alegria

 

Is 61,1-4

 O Espírito do Senhor Deus está sobre mim : O Senhor, fez de mim
um messias, Ele me enviou a levar alegre mensagem aos humilhados.

Sl 133 Oh! Que prazer, que felicidade encontrar-se entre irmãos !
Fil 2,1-5 Cumulai a minha alegria vivendo em pleno acordo. Tende um mesmo amor, um mesmo coração ; procurai a unidade.
João 15,9-12 Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós
e a vossa alegria seja perfeita.

Comentário

Na época da ocupação soviética, nenhuma presença cristã era possível nas mídias públicas letãs. Após a independência, o rádio letão do Estado começou a divulgar programas cristãos falando principalmente sobre a unidade e a missão, instaurando um fórum para permitir aos responsáveis de diversas igrejas de se encontrarem. Este testemunho público de respeito mútuo, de amor e de alegria contribuiu a fazer viver o espírito ecumênico letão. Esta é a experiência dos criadores destes programas cristãos na rádio letã do Estado que inspirou esta reflexão.

  • A alegria evangélica convida os cristãos a viver a profecia de Isaias : “ O Espírito do Senhor Deus esta sobre mim. O Senhor, fez de mim um messias, Ele me enviou a levar alegre mensagem aos humildes”. Temos sede da boa nova que pode curar nossos corações quebrados e nos libertar de tudo o que nos prende e nos torna cativos.
  • Quando o nosso próprio sofrimento nos entristece, pode faltar o vigor suficiente para anunciar a alegria que vem de Jesus. No entanto, mesmo quando nos sentimos incapazes de dar alguma coisa ao outro, já que testemunhamos o pouco que temos, Jesus o multiplica em nós e naqueles que estão ao nosso redor.
  • Jesus disse no Evangelho, “como o Pai me amou, eu também, vos tenho amado; permanecei no meu amor” e “amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”. É assim que descobrimos que sua alegria está em nós, para que nossa alegria seja perfeita. Este amor recíproco e esta alegria mútua estão no coração de nossa oração para a unidade. Como o disse o salmista : “Oh ! que prazer, que felicidade encontrar-se entre irmãos !”.

Questões

  • O que, no mundo e nas igrejas, sufoca a alegria ?
  • O que podemos receber dos outros cristãos para que a alegria de Jesus esteja em nós e nos faça testemunhar da Boa Nova ?

Oração

Deus de amor, olha nossa vontade de te servir apesar da nossa pobreza espiritual e de nossas aptidões limitadas. Vem habitar com tua presença os desejos profundos dos nossos corações. Enche nossos corações feridos com teu amor que cura, para que nos seja possível amar como tu nos amaste. Concede-nos o dom da unidade, para que possamos te servir com alegria e partilhar teu amor com todos. Nós te pedimos em Nome do teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. Amén.

 

3º DIA  O Testemunho fraterno

 

Jer 31,10-13

Eles chegam, entoando cantos de alegria nas alturas de Sião.

Sl 122 Pedi a paz para Jerusalém : que teus amigos vivam tranquilos.
1 Jo 4,16b-21 Se alguém disser: “amo a Deus”, e odeia seu irmão, é um mentiroso.
Jo 17,20-23 Que cheguem à unidade perfeita e, assim, o mundo possa conhecer
que tu me enviaste.

 

Comentário

O Caminho Novo, comunidade católica internacional à vocação ecumênica, está implantado na Letônia a mais de dez anos, através de membros católicos e luteranos. Juntos, eles experimentam a alegria que traz a fraternidade em Cristo, e o sofrimento da desunião. Em sinal desta divisão, eles depositam uma patena e um cálice vazio no altar durante a oração da noite. A experiência deles inspirou esta reflexão.

  • As divisões entre cristãos são obstáculo à evangelização. O mundo não pode acreditar que somos os discípulos de Jesus enquanto o nosso amor uns pelos outros é incompleto. Nós experimentamos o sofrimento desta divisão não podendo receber o corpo e o sangue de Cristo juntos, durante a Eucaristia, sacramento da unidade.
  • A fonte da nossa alegria, é nossa vida comum no Cristo. Nossa vida fraterna cotidiana consiste em acolher, amar, servir, rezar e testemunhar com cristãos de tradições diferentes. É a pérola de grande valor que o Espírito Santo nos deu.
  • A noite antes da sua morte, Jesus rezou para que sejamos um e nos amemos uns aos outros. Hoje, nós levantamos nossas mãos para rezar com Ele pela unidade cristã. Rezamos para os bispos, os ministros e membros de todas as igrejas. Rezamos para que o Espírito Santo nos guie neste caminho da unidade.

Questões

  • Como consideramos os cristãos de outras Igrejas, e estamos prontos a pedir-lhes perdão dos nosso preconceitos a respeito deles?
  • O que cada um de nós pode fazer para que as divisões entre cristãos diminuam ?

Oração

Senhor Jesus, que oraste para que sejamos todos um, te pedimos que nos concedas o dom da unidade tal como Tu a queres, pelos meios que Tu queres. Que teu Espírito nos dê experimentar o sofrimento da separação, de ver nosso pecado e de esperar além de toda esperança. Amén.

 

4º DIA  Um povo de sacerdotes chamados a proclamar o Evangelho

 

Gn 17,1-8

Teu nome será Abraão, pois te concederei tornar-te
o Pai de uma multidão de nações.

Sl 145,8-12 O Senhor é benevolente e misericordioso,
lento na cólera e de grande fidelidade.
Rm 10,14-15 E como creriam nele, sem o terem ouvido ?
Mt 13,3-9 Outras sementes caíram na terra boa e deram fruto, uma cem,
outra sessenta, outra trinta por um.

 

Comentário

As reflexões que seguem foram inspiradas pelos produtores de Vertikale, programa cristão do domingo de manhã. A permanência desta voz cristã na televisão nacional letã constituiu um verdadeiro desafio. Os produtores tiraram o seguinte ensinamento: É somente aprendendo a reconhecer os outros cristãos como irmãos que podemos ousar levar a Palavra de Deus no espaço público.

  • No mundo de hoje, nossos lugares de vida são mais do que nunca inundados de palavras : não mais somente de nossas próprias conversações, mas pela televisão, a rádio, e agora pelas redes sociais. Estas palavras tem o poder de construir e de destruir. Uma grande parte deste oceano de palavras parece inútil: é mais insignificante do que construtor de valores.
  • A gente pode se afogar nesta imensidão desprovida de sentido. Mas nós ouvimos uma palavra de salvação; ela nos foi lançada como uma bóia salva-vidas. Ela nos chama à comunhão, e nos convida a nos unirmos a todos aqueles que também a ouviram. Outrora, nós não éramos um povo, mas agora nós somos o povo de Deus.
  • Mais ainda: somos um povo de sacerdotes. Se nossas palavras se unirem àquelas das outras pessoas que tem acolhido a sua Palavra, então elas não são mais simples gotas perdidas no oceano. Dispomos então de uma palavra poderosa a dizer. Na unidade, podemos afirmar com poder : Yeshua – Deus salva.

Questões

  • De nossa parte o que tem de ambições pessoais, espírito de competição, falsos preconceitos a respeito de outros cristãos, e de ressentimentos que obscurecem nossa proclamação do Evangelho ?
  • Quais são aqueles que podem entender uma palavra de vida de nossa parte ?

Oração

Senhor Jesus, tu disseste que é pelo amor que teremos uns pelos outros que seríamos reconhecidos como teus discípulos. Fortalecidos pela tua graça, possamos trabalhar incansavelmente pela unidade visível da tua Igreja, a fim de que a Boa Nova que tu nos chamaste a proclamar possa ser compreendida em cada uma de nossas palavras e em todos os nossos atos. Amém.

 

 

5º DIA  A fraternidade dos apóstolos

 

Is 56,6-8

Pois minha Casa será chamada: “Casa de oração para todos os povos”.

Sl 24 Quem subirá a montanha do Senhor ?
At 2,37-42 Eles eram assíduos aos ensinamentos dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e as orações.
Jo 13,34-35 Eu vos dou um mandamento novo : amai-vos uns aos outros.

 

Comentário

A fraternidade vivida entre os responsáveis cristãos é a expressão visível da vida ecumênica letã.

Estes responsáveis se reúnem regularmente em Gaizins, a mais alta colina letã, assim como em outros lugares, para 40 horas de oração e de vida fraterna simples, durante as quais eles partilham as refeições. Durante toda a duração destes encontros, os fieis os sustentam pela oração e intercessão permanentes. Estes encontros regeneram os responsáveis na sua colaboração em Cristo. É esta experiência do fundador da Casa letã de oração para todos os povos que inspirou esta reflexão.

  • O mandamento de Jesus de nos amarmos uns aos outros não é uma teoria. Nossa comunhão de amor uns pelos outros se concretiza quando nos reunimos intencionalmente como discípulos de Cristo para partilhar a vida fraterna e a oração no poder do Espírito.
  • Mais os cristãos, e particularmente os seus responsáveis, caminham juntos humildemente e pacientemente ao encontro de Cristo, mais os preconceitos desaparecem, mais descobrimos o Cristo uns nos outros, e mais nos tornamos autênticas testemunhas do Reino de Deus.
  • O ecumenismo pode às vezes aparecer como sendo muito complicado. No entanto, a vida fraterna alegre, a partilha de uma refeição, a oração e o louvor comum fazem parte da simplicidade apostólica. É através deles que obedecemos ao mandamento de nos amar uns aos outros, e de proclamar o nosso Amém à oração do Cristo pela a unidade.

Questões

  • Estamos experimentando o encontro fraterno, como irmãos em Cristo, para viver a fraternidade cristã, partilhando a refeição e rezando juntos ?
  • O que esperamos dos bispos e dos outros responsáveis das Igrejas para avançar na unidade visível da Igreja ? Como podemos sustentá-los e encorajá-los ?

Oração

Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, concede a todos os cristãos, e particularmente àqueles que tem o encargo de guiar a tua Igreja, teu espírito de sabedoria e de ciência para que possamos enxergar com os olhos do coração a esperança à qual Tu nos chamaste: ser um só corpo e um só espírito, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que reina acima de todos, por todos e em todos. Amém.

 

6º DIA  Escutai este sonho

 

Gn 37,5-8

Ouvi o sonho que tive.

Sl 126 Pensávamos estar sonhando.
Rm 12,9-13 Que o amor fraterno vos una com mútua afeição; rivalizai na mútua estima.
Jo 13,34-35 O mundo inteiro não poderia conter os livros que se escreveriam.

 

Comentário

A desunião dos cristãos faz mal. As Igrejas sofrem pela sua incapacidade de se reunirem ao redor da Mesa do Senhor como uma só família; elas sofrem pelas suas rivalidades e suas hostilidades históricas. Em 2005, como resposta à desunião dos cristãos, surgiu a a iniciativa da criação de uma revista ecumênica: Kas Mus Vieno ? (“O que nos une ?”). A experiência da realização desta revista inspirou a seguinte reflexão.

  • José teve um sonho, e este sonho é uma mensagem de Deus. Mas quando ele contou o seu sonho aos seus irmãos, estes reagiram com cólera e violência, pois o sonho implicava que eles se inclinassem diante dele. Finalmente, a fome conduz os irmãos ao Egito, e eles se inclinam de fato diante de José, mas em vez da humilhação e da desonra que eles temiam, vivem um momento de reconciliação e de graça.
  • Jesus, como José, nos desvenda uma visão, uma mensagem sobre a vida do Reino do seu Pai. É uma visão de unidade. Mas, como os irmãos de José, isto muitas vezes nos irrita, nos aborrece e nos faz temer ao mesmo tempo a visão como tal e o que ela parece implicar. Ela requer que nos submetamos à vontade de Deus e que nos inclinemos diante dela. Nós a rejeitamos, pois temos medo só em pensar o que poderíamos perder. Mas a visão não diz respeito a alguma coisa a perder. Ela trata, ao contrário, do reencontro dos irmãos e das irmãs que tínhamos perdidos e do retorno à unidade da família.
  • Nós redigimos muitos textos ecumênicos, mas não podemos limitar nossa visão da unidade cristã às declarações de acordo, qualquer que seja o seu alcance. A unidade que Deus deseja para nós, a visão que ele nos apresenta dela, ultrapassa muito tudo o que podemos expressar em palavras ou que podem conter os livros. Ela expressa aquilo que se deve encarnar em nossas vidas, assim como na oração e na missão que partilhamos com nossos irmãos. Ela se realiza principalmente no amor que manifestamos uns aos outros.

Questões

O que significa o fato de colocarmos nossos sonhos de unidade cristã aos pés de Cristo?

Em que, a visão de unidade que tem o Senhor, chama as Igrejas a se renovar e a se transformar hoje ?

Oração

Pai celeste, concede-nos a humildade de saber ouvir tua voz, de receber teu chamado, e de partilhar teu sonho que a Igreja seja unida. Ajuda-nos a permanecer conscientes da tristeza da desunião. Onde as divisões nos deixaram corações de pedra, que o fogo do Espírito Santo os abrase e nos inspire a ser um em Cristo, como Ele é um em ti, para que o mundo creia que tu O enviaste. Nós te pedimos em Nome de Jesus. Amém.

 

7º DIA   A hospitalidade na oração

 

Is 62,6-7

Sobre as tuas muralhas, Jerusalém, eu postei guardas; durante o dia todo, durante toda a noite, eles não devem nunca ficar inativos.

Sl 100 Aclamai o Senhor, ó terra inteira ; servi ao Senhor com alegria ;
entrai diante dele com júbilo.
1 P 4,7b-10 Dai provas de prudência e sede sóbrios, para poderdes orar.
Jo 4,4-14 A água que eu lhe darei se tornará nele uma fonte
que jorrará para a vida eterna.

Comentário

A experiência da oração comum durante cada um dos oitos dias da semana de oração para a unidade cristã ajudou os cristãos da pequena vila de Madona a se reunir na amizade. Um fruto particular destes encontros foi a abertura de uma capela de oração ecumênica no centro da vila. Ela é arrumada a partir dos elementos de tradições luterana, católica e ortodoxa. Os cristãos de Madona aí se reúnem para rezar continuamente ao longo do dia todo. Esta experiência constitui o pano de fundo das seguintes reflexões.

  • Enquanto o povo de Deus é dividido, e os cristãos não se conhecem entre eles, nós somos, assim como Jesus na Samaria, estrangeiros em terra desconhecida, com as nossas necessidades de segurança, de frescor, de repouso.
  • O povo de Israel estava em busca de um lugar de segurança onde ele pudesse dar um culto ao Senhor. Isaias nos fala do grande feito do Senhor: ele colocou os guardas sobre as muralhas de Jerusalém para que o seu povo pudesse lhe render um culto noite e dia, com toda a segurança.
  • Durante a Semana de Oração, nossas igrejas e capelas se tornam lugares de segurança, de repouso e de regeneração onde as pessoas podem se reunir para rezar. O desafio que nos é apresentado a partir daqui consiste a criar outros espaços e tempos de oração privilegiados, pois é rezando juntos que nos tornamos um mesmo povo.

Questões

  • Como podemos encorajar a hospitalidade mútua entre paróquias e comunidades do nosso território?
  • Tem um lugar em nossa vizinhança onde os cristãos de tradições diferentes podem ser reunir para rezar, e se for o caso, podemos favorecer a criação de um lugar deste tipo?

Oração

Senhor Jesus, tu pediste aos teus apóstolos de vigiar e de rezar contigo: que nós possamos oferecer ao mundo tempos e lugares privilegiados que lhe permita de se regenerar e de encontrar a paz, para que rezando com outros cristãos, cheguemos a te conhecer ainda mais. Amém.

 

8º DIA   Corações que queimam para a unidade

 

Is 52, 7-9 

Como são bem vindos, por sobre as montanhas, os passos do mensageiro.

Sl 30 Transformaste meu luto em dança.
Col 1,27-29  Ele quis dar-lhes a conhecer quais são as riquezas e a glória deste mistério dentre os pagãos : Cristo no meio de vós.
Lc 24,13-36  E começando por Moises e todos os profetas, ele lhes explicou em todas as Escrituras o que lhe concernia.

Comentário

Diferentes Igrejas letãs puderam trabalhar juntas numa caminhada comum de evangelização a partir do programa "Percursos Alpha", originariamente lançados pela Igreja anglicana da Santa Trindade de Brompton, perto de Londres. Os letões que abraçaram a fé graças a este programa são abertos ao estudo e ao enriquecimento que podem lhes trazer as contribuições das outras comunidades cristãs. Esta experiência inspirou as seguintes reflexões.

  • Os discípulos decepcionados, que deixaram Jerusalém para ir a Emaús, cessaram de esperar que Jesus pudesse ter sido o Messias, e se distanciam passo a passo da sua comunidade. Este deslocamento gera separação e isolamento.
  • Ao contrário, depois do encontro com o Ressuscitado, eles voltam para Jerusalém cheios de esperança e com a mensagem evangélica nos lábios. É esta mensagem de ressurreição que os traz de volta ao coração da comunidade pela comunhão fraterna.
  • Os cristãos tentam muitas vezes evangelizar num espírito de competição e com a preocupação de encher suas próprias igrejas. A ambição sufoca seu desejo que outros escutem a mensagem evangélica que faz viver. A verdadeira evangelização é ir de Emaús à Jerusalém, passar do isolamento a unidade.

Questões

  • Quais são as decepções que nos isolam dos outros ?
  • Quais são os dons (iniciativas, métodos, e programas) que nós podemos receber de outras comunidades cristãs ?

Oração

Senhor Jesus, Tu fizeste nossos corações arder dentro de nós, e nos reenviaste na estrada para os nossos irmãos, com a mensagem evangélica nos lábios. Ajuda-nos a perceber que a esperança e a obediência aos teus mandamentos, conduzem sempre à uma maior unidade do teu povo. Amém.

 

A SITUAÇÃO ECUMÊNICA
NA LETÔNIA

I. As Igrejas cristãs

Um “ecumenismo vivo”: esta expressão descreve bem a situação na Letônia hoje. Com mais frequência, e num número crescente de lugares, os cristãos de diferentes tradições se encontram para rezar juntos e para um testemunho comum. Nós podemos explicar este dinamismo notadamente pelo fato que as três confissões mais importantes tem um número parecido de fieis, enquanto que as Igrejas menores são muito ativas. A Letônia é um tipo de “ponte” entre as tradições católicas, protestantes e ortodoxas. Segundo as estatísticas oficiais de 2011, 34,3% dos letãos são luteranos, 25,1% católicos e 19,4% são ortodoxos ou Velhos-Crentes. 1,2% da população pertence a outras Igrejas (batistas, adventistas, pentecostais, ou outras Igrejas livres). 20% dos habitantes se declaram membros de outras religiões ou sem pertença religiosa. Seis tradições religiosas tem um reconhecimento oficial na Letônia: o luteranismo, o catolicismo, os batistas, a ortodoxia, os Velhos-Crentes e o judaísmo.

II. O Ecumenismo vivido

Apesar que as Igrejas na Letônia não tenham criado um Conselho nacional das Igrejas, a vida ecumênica traz muitos frutos. A cooperação entre os cristãos na Letônia é vital hoje se queremos que a mensagem evangélica possa atingir a sociedade contemporânea pós-moderna na sua diversidade e na pluralidade de opiniões. Na cooperação ecumênica e as relações entre as diferentes confissões na Letônia, poderíamos dizer que trata-se de proclamar “ os altos feitos do Senhor”.

Regularmente os bispos das Igrejas católica, ortodoxa, luterana e batista dirigem uma mensagem comum a sociedade letã sobre assuntos éticos, sobre a defesa da vida ou sobre a justiça social. Em razão das relações fraternas entre os responsáveis das Igrejas católica e luterana na Letônia, a consagração episcopal do atual arcebispo católico aconteceu na catedral luterana de Riga.

Os responsáveis das diferentes Igrejas se encontram para marcar juntos as festas nacionais e os feriados, por exemplo o 18 de novembro, dia nacional da Independência. A palavra de Deus é proclamada, alocuções são pronunciadas, com a contribuição de musicistas das diferentes Igrejas.

Estes mesmos responsáveis são reunidos a cada ano para o encontro do Conselho dos negócios espirituais que o Primeiro Ministro preside. No âmbito destas relações oficiais com o Estado, as quatro principais confissões cristãs prepararam juntas publicações que são utilizadas nas escolas públicas e que foram aprovadas pelo ministério da Educação nacional.

Todavia as relações entre os bispos ou entre os ministros das Igrejas letãs vão além das celebrações ecumênicas. Elas se enraízam dentro de uma amizade autentica. Elas remetem em questão os muros da divisão construídos nos séculos anteriores, e permitem um reconhecimento mútuo como ministros do Evangelho. Os bispos católicos, luteranos e batistas se encontram regularmente. Eles rezam, louvam a Deus juntos dentro de um clima fraterno e discutem questões importantes para a Letônia.

Entre as comunidades locais, ao nível paroquial, tem também exemplos de cooperação ecumênica. Encontramos por exemplo percursos de evangelização organizados em comum com os Percursos Alfa. A paróquia católica de Santa Tereza do Menino Jesus e aquela de Santa Maria Madalena, a Igreja luterana de Tornakalns em Riga, assim como a comunidade batista de Agenskalns, se encontram regularmente. Elas tem projetos caritativos comuns e publicam juntos um calendário. Depois do ano de 2000 as diversas comunidades cristãs em Madona tem, durante a Semana de oração para a unidade cristã, uma celebração cotidiana, organizada cada dia dentro de uma paróquia diferente. Esta experiência permite a muitos fieis se conhecerem entre irmãos de outras confissões. Fruto desta experiência, foi criada uma capela inter-confessional, a primeira na Letônia, onde irmãos de diferentes Igrejas podem vir rezar. As portas da capela são abertas dia e noite. Católicos e luteranos se revezam para oferecer uma presença continua de oração.

Além destas atividades organizadas pelas Igrejas e paróquias, várias iniciativas são organizadas por cristãos particularmente motivados pelo ecumenismo. Tomando um exemplo marcante, podemos citar a abertura da capela ecumênica São João Batista e Maria Madalena na pequena vila de Igate. A construção desta capela provém de uma iniciativa privada. Ela é utilizada pelos fieis de quatro principais confissões cristãs na Letônia: luteranos, católicos, ortodoxos, e batistas. Este prédio foi abençoado dia 18 de janeiro de 2013 pelos bispos católicos, luteranos e batistas. Os cristãos de Igate querem rezar lá particularmente para as crianças já nascidas e aquelas que ainda não nasceram, assim como para as suas mães, levando-lhes também a sua ajuda.

Podemos ainda citar como exemplo de uma iniciativa individual aquela que aconteceu no Monte dos Gaizins. Trata-se de um leigo que convidou responsáveis eclesiais a encontrar-se e a rezar juntos sobre esta colina, a mais alta da Letônia. Eles aceitaram; durante estes encontros, eles são apoiados por uma oração continua dos fieis. Este encontro já aconteceu sete vezes, e novos responsáveis de Igrejas se juntaram no decorrer dos anos.

"O que nos une?" Este é o título de uma publicação lançada há dez anos por um leigo, particularmente preocupado pela unidade das Igrejas. O primeiro número foi unicamente consagrado à Semana de oração para a unidade cristã. Os números seguintes abordaram temas ecumênicos. Esta publicação é distribuída gratuitamente nas comunidades locais das diversas Igrejas.

Encontramos outros exemplos de cooperação ecumênica dentro de diferentes grupos de oração ou comunidades, tal como o Caminho Novo, a Cruz Azul, Kalnskola e Effata, mas também com compromissos sociais como visitas aos prisioneiros, ou o centro de reabilitação para os antigos drogados, e alcoólicos, a Casa da misericórdia de Belém. Em todos estes movimentos e organismos, na oração cotidiana ou na missão, os cristãos de diferentes Igrejas trabalham de mãos dadas e contribuem papa a unidade cristã nas tarefas da vida cotidiana.

Esta diversidade confessional na Letônia marca também a vida familiar. Tem numerosos casais mistos e as divisões que permanecem entre Igrejas cristãs tem influencia sobre o seu cotidiano, para a celebração do casamento, para a catequese das crianças, para a presença à Igreja no domingo e a comunhão eucarística dos praticantes.

As famílias cristãs estão expostas às dificuldades da nossa sociedade moderna globalizada. Desde 1994, a fraternidade Caná ajuda particularmente as famílias. Uma festa ecumênica de família é organizada desde 2006 ligada com a municipalidade de Riga, a fim de atrair a atenção sobre os problemas que encontram as família e para sustentá-las. São as Igrejas livres na Letônia que trabalham particularmente para estes eventos, ligados com as três principais confissões cristãs.

As mídias tem um papel importante para a evangelização. Um grupo ecumênico produz programas que são divulgados regularmente pela rádio pública da Letônia: eles contribuem papa a promoção da unidade e da comunhão entre os cristãos do pais. Um organismo católico denominado Emanuels produz um programa televisionado Vertikale que é propagado sobre o primeiro canal letão. Estes programas tentam mostrar o que une os cristãos antes do que os divide. Os produtores buscam testemunhas de Cristo nas comunidades ortodoxas, católicas, luteranas, batistas e nas outras Igrejas. Há também uma rádio evangélica, a Radio cristã letã, em que muitos programas tem também um interesse ecumênico.

Em diversas cidades da Letônia – Kuldiga, Valmiera, Madona, Liepaja notadamente - uma via sacra aconteceu a cada Sexta feira santa nas ruas. Em Riga, esta via sacra ecumênica é organizada pelo centro da juventude católica da mesma arquidiocese que reúne milhares de fieis, católicos, luteranos, batistas, pentecostais ou de outras confissões. À frente da procissão os bispos e os ministros das diferentes Igrejas caminham lado a lado. Além das orações habituais de uma via sacra, são promovidas intervenções de atores profissionais de diversos teatros de Riga, que são igualmente membros de diversas Igrejas. Além do passo espiritual e religioso, esta oração acrescenta uma dimensão cultural. Neste momento comum de recolhimento e de reflexão, todos os cristãos estão unidos na oração da via sacra : “Nós te adoramos, ó Cristo, e te bendizemos. Pela tua cruz, Tu salvastes o mundo”.

III. Os desafios do movimento ecumênico

Há bases sólidas para continuar a desenvolver o ecumenismo na Letônia, notadamente porque nenhuma Igreja está em situação de dominação, mas também porque já existem numerosas atividades ecumênicas. E no entanto, tem que reconhecer que todas estas atividades concernem somente um número relativamente pequeno de fieis, já bem sensibilizados quanto às relações ecumênicas, enquanto muitos cristãos lhes são indiferentes ou contrários.

Um outro desafio para as Igrejas na Letônia é a ausência de comissões oficiais para o dialogo teológico entre elas. Acordos sobre estas questões permitiriam certame um compromisso ecumênico.

Podemos dizer que o futuro do ecumenismo depende amplamente das relações pessoais e da comunhão existente que já contribui ao sucesso dos eventos ecumênicos atuais. Muitas vezes é uma Igreja que toma uma iniciativa sem que a responsabilidade seja partilhada por todas as Igrejas. É um pequeno grupo de fiéis entusiastas que carregam todo o peso. As Igrejas devem portanto encontrar o meio de carregarem juntas os projetos ecumênicos partilhando as responsabilidades.

Finalmente, um dos desafios importantes para a comunhão das Igrejas permanece a situação política : ela enfraquece os vínculos com os irmãos da Igreja ortodoxa letã (Patriarca de Moscou). Temos portanto que encontrar novos caminhos para aprofundar as relações.

SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS
Temas de 1968 a 2016

Em 1968, materiais preparados em conjunto pela Comissão Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas e pelo pontifício Conselho para a Unidade
dos Cristãos foram usados pela primeira vez.

 

1968 Para o louvor de sua glória (Efésios 1,14)

1969 Chamados à liberdade (Gálatas 5,13)
(Encontro preparatório em Roma, Itália)

1970 Somos colaboradores de Deus ( 1 Coríntios 3,9)
(Encontro preparatório no monastério de Niederaltaich, na República Federal Alemã)

1971  ... e a comunhão do Espírito Santo (2 Coríntios 13.13)

1972  Eu vos dou um novo mandamento (João 13,34)
(Encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1973 Senhor, ensina-nos a orar (Lucas 11,1)
(Encontro preparatório no mosteiro de Montserrat, Espanha)

1974 Que toda língua confesse: Jesus Cristo é o Senhor (Filipenses 2, 1-13)
(Encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1975 Plano de Deus: todas as coisas em Cristo (Efésios 1,3-10)
(Material de um grupo australiano. Encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1976 Seremos como Ele (João 3,2) ou Chamados a ser o que somos
(Material da Conferência Caribenha de Igrejas; encontro preparatório em Roma, Itália)

1977 A esperança não nos decepciona (Romanos 5,15)
(Material do Líbano, no meio de uma guerra civil; encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1978 Não sois mais estrangeiros (Efésios 2,13-22)
(Material de uma equipe ecumênica em Manchester, Inglaterra)

1979 Servi uns aos outros para a glória de Deus (1 Pedro 4,7-11)
(Material da Argentina; encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1980 Que venha o teu Reino! (Mateus 6,10)
(Material de um grupo ecumênico em Berlim, República Democrática Alemã; encontro preparatório em Milão)

1981 Um Espírito – muitos dons – um só corpo (1 Coríntios 12,3b-13)
(Material dos Graymoor Fathers, USA; encontro preparatório em Genebra, Suíça)

1982 Que todos estejam na tua casa, Senhor (Salmo 84)
(Material do Quênia; encontro preparatório em Milão, Itália)

1983 Jesus Cristo - a Vida do mundo (1 João 1,1-4)
(Material de um grupo ecumênico na Irlanda; encontro preparatório em Céligny, Suíça)

1984 Chamados a ser um pela cruz de nosso Senhor (1 Coríntios 2,2 e Colossenses 1,20)
(Encontro preparatório em Veneza, Itália)

1985 Da morte à vida com Cristo (Efésios 2,4-7)
(Material da Jamaica; encontro preparatório em Grandchamp, Suíça)

1986 Vós sereis minhas testemunhas (Atos 1,6-8)
(Material da Iugoslávia - Eslovênia ; encontro preparatório na Iugoslávia)

1987 Unidos em Cristo – uma nova criação (2 Coríntios 5,17 a 6,4a)
(Material da Inglaterra; encontro preparatório em Taizé, França)

1988 O amor de Deus afasta o medo (1 João 4,18)
(Material da Itália; encontro preparatório em Pinerolo, Itália)

1989 Construindo a comunidade: um só corpo em Cristo (Romanos 12,5-6a)
(Material do Canadá; encontro preparatório em Whaley Bridge, Inglaterra)

1990 Que todos sejam um... para que o mundo creia (João 17)
(Material da Espanha; encontro preparatório em Madri, Espanha)

1991 Louvai ao Senhor, todas as nações (Salmo 117 e Romanos 15,5-13
(Material da Alemanha; encontro preparatório em Rotenberg an der Fulda, República Federal da Alemanha)

1992 Estou convosco sempre... Ide, portanto. (Mateus 28,16-20)
(Material da Bélgica; encontro preparatório em Bruges, Bélgica)

1993 Dando frutos no Espírito para a unidade cristã (Gálatas 5,22-23)
(Material do Zaire; encontro preparatório em Zurich, Suíça)

1994 A casa de Deus: chamados a ser um no coração e na mente (At 4,23-37)
(Material da Irlanda; encontro preparatório em Dublin, República da Irlanda)

1995 Koinonia: comunhão em Deus e uns com os outros (João 15,1-17)
(Material de Fé e Ordem; encontro preparatório em Bristol, Inglaterra)

1996 Eis que estou à porta e bato (Apocalipse 3, 14-22)
(Material de Portugal; encontro preparatório em Lisboa, Portugal)

1997 Em nome de Cristo, reconciliai-vos com Deus (2 Coríntios 5,20)
(Material do Conselho Ecumênico Nórdico; encontro preparatório em Estocolmo, Suécia)

1998 O Espírito socorre a nossa fraqueza  (Romanos 8,14-27)
(Material da França; encontro preparatório em Paris, França)

1999 Deus habitará com eles. Será seu Deus e eles serão seu povo (Apocalipse 21,1-7)
(Material da Malásia; encontro preparatório no mosteiro de Bose, Itália)

2000 Louvado seja Deus, que nos abençoou em Cristo (Efésios 1,3-14)
(Material do Conselho de Igrejas do Oriente Médio; encontro preparatório em La Verna, Itália)

2001 Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14,1-6)
(Material da România; encontro preparatório em Vulcan, România)

2002 Em ti está a fonte da vida (Salmo 36,5-9)
(Material do CEEC e CEC; encontro preparatório perto de Augsburg, Alemanha)

2003 Trazemos este tesouro em vasos de argila (2 Coríntios 4,4-18)
(Material das Igrejas da Argentina; encontro preparatório em Los Rubios, Espanha)

2004 Eu vos dou a minha paz (João 14,23-31 e João 14,27)
(Material de Aleppo, Síria; encontro preparatório em Palermo, Sicília)

2005 Cristo, o único fundamento da Igreja (1 Coríntios 3,1-23)
(Material da Eslováquia; encontro preparatório em Piestany, Eslováquia)

2006 Quando dois ou três se reúnem em meu nome, eu estou no meio deles (Mateus 18,18-20) (Material da Irlanda; encontro preparatório em Prosperous, Co. Kildare, Irlanda)

2007 Ele faz os mudos falarem e os surdos ouvirem (Marcos 7,31-37)
(Material da África do Sul; encontro preparatório em Faverges, França)

2008 Orai sem cessar (1 Tessalonicenses 5, 12a. 13b- 18)
(Material dos USA; encontro preparatório em Graymoor, Garrison, USA)

2009 Unidos em tua mão (Ezequiel 37, 15-28)
(Material da Coréia; encontro preparatório em Marselha, França)

2010 Vós sois testemunhas disso (Lucas 24,48)
(Material da Escócia; encontro preparatório em Glasgow, Escócia)

2011 Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. (Cf Atos 2,42)
(Material da Jerusalém; encontro preparatório em Saydnaya, Síria)

2012 Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo (cf 1 Coríntios 15, 51-58)
(Material da Polônia; encontro preparatório realizado em Varsóvia, Polônia)

2013 O que Deus exige de nós? (cf. Miquéias 6,6-8)
(Material da Índia; encontro preparatório realizado em Bangalore, Índia)

2014 A caso o Cristo está dividido ? (1 Cor 1, 1-17)
(Material da Canadá; encontro preparatório realizado em Montréal, Canadá)

2015 Jesus lhe disse: Dá-me de beber (João 4,7)
(Material do Brasil; encontro preparatório realizado em São Paulo, Brasil)

2016 Chamados a proclamar os altos feitos do Senhor (cf. 1 Pedro 2, 9)
(Material da Látvia; encontro preparatório realizado em Riga, Látvia)

 

DATAS FUNDAMENTAIS NA HISTÓRIA
 DA SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

 

1740 Na Escócia, surgiu um movimento pentecostal, ligado à América do Norte, cuja mensagem de reavivamento incluía preces por e com todas as Igrejas.

1820 O Rev. James Haldane Stewart publica “Orientações para a união geral dos cristãos para o derramamento do Espírito”.

1840 O Rev. Ignatus Spencer, convertido ao catolicismo romano, sugere uma “União de oração pela unidade”.

1867 A Primeira Conferência de Bispos Anglicanos em Lambeth destaca a oração pela unidade no Preâmbulo de suas Resoluções.

1894 O papa Leão XIII estimula a prática de Oitava de Oração pela Unidade, no contexto de Pentecostes.

1908 Primeira vivência da Oitava da Unidade Cristã, iniciativa do Rev. Paul Wattson.

1926 O movimento Fé e Ordem começa a publicar “Sugestões para uma oitava de oração pela unidade cristã.”

1935 O abade Paul Couturier defende uma “Semana Universal de Orações pela Unidade dos Cristãos”, baseada em preces inclusivas pela “unidade que Cristo quiser, pelos meios que ele quiser”.

1958 A Unidade Cristã (Lyons, França) e a Comissão Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas começam a preparar em cooperação os materiais para a Semana de Oração.

1964 Em Jerusalém, o papa Paulo VI e o patriarca Athenagoras I rezam juntos a prece de Jesus para “que todos sejam um” (João 17)

1964 O decreto sobre Ecumenismo do Vaticano II enfatiza que a oração é a alma do movimento ecumênico e incentiva a observância da Semana de Oração.

1966 A Comissão Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas e o Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos (hoje conhecido como Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos) começam a preparar oficialmente juntos o material da Semana de Oração.

1968 Primeiro uso oficial do material da Semana de Oração preparado em conjunto por Fé e Ordem e pelo Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos (hoje conhecido como Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos).

1975 Primeiro uso de material da Semana de Oração baseado em uma versão inicial de texto preparada por um grupo ecumênico local. Um grupo australiano foi o primeiro a assumir esse projeto, na preparação do texto inicial de 1975.

1988 Os materiais da Semana de Oração foram usados na celebração de fundação da Federação Cristã da Malásia, que une os grupos cristãos majoritários do país.

1994 Um grupo internacional prepara o texto para 1996, incluindo representantes de YMCA e YWCA (Associação Cristã de Moços/as).

2004 Formaliza-se um acordo pelo qual os materiais da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos serão publicados e produzidos no mesmo formato por Fé e Ordem (WCC) e pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Igreja Católica).

2008 Comemoração do centésimo aniversário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (sua predecessora, a Oitava da Unidade Cristã, foi observada pela primeira vez em 1908).

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