SECRETARIA DE ESTADO
DECLARAÇÃO
DA SANTA SÉ AO ADERIR AO "PROTOCOLO SOBRE OS
RESÍDUOS BÉLICOS EXPLOSIVOS" (ERW)
INTERVENÇÃO DE D. CELESTINO MIGLIORE
Nova Iorque, 13 de Dezembro de 2005
"Aderindo ao Protocolo sobre os resíduos bélicos explosivos (ERW),
anexo à Convenção sobre a proibição ou restrição do uso de certas armas
convencionais, que podem ser consideradas excessivamente nocivas ou ter efeitos
indiscriminados (CCW), adoptado no dia 28 de Novembro de 2003, no contexto da
Reunião dos Estados-Membro da CCW, a Santa Sé, como já fizera no dia 16 de Junho
de 1997 adoptando à Convenção e aos outros quatro Protocolos "em sintonia com a
sua própria natureza e com a condição específica do Estado da Cidade do
Vaticano, tenciona renovar o seu encorajamento à Comunidade internacional, a fim
de continuar a percorrer o caminho empreendido em vista da redução do sofrimento
humano, causado pelos conflitos armados".
Com a aprovação do quinto Protocolo, a CCW foi aprovada como um
"instrumento vivo e clarividente" da lei humanitária internacional, destinado a
abordar os problemas que derivam dos conflitos armados da era moderna e a
melhorar a sua eficácia para a salvaguarda dos civis e dos combatentes em tais
situações. Apesar do desejo de uma maior pressão por parte do Protocolo na
resposta aos problemas derivantes dos resíduos bélicos explosivos, a adopção
deste instrumento representa uma importante disposição multilateral para o
controle das armas por motivos humanitários, capaz de exortar os Estados à
responsabilidade pelos mencionados resíduos bélicos explosivos e também pelos
prejuízos que eles causam.
Fiel ao seu compromisso de encorajar o desenvolvimento e a
implementação da lei humanitária por parte de todos os Estados e em todas as
circunstâncias, a Santa Sé está convencida de que o quinto Protocolo significa
um passo ulterior ao longo do caminho da comunidade internacional, em vista de
promover concretamente a cultura da vida e da paz, fundamentada sobre a
dignidade da pessoa humana e do primado da ordem da lei, através de uma
cooperação responsável, honesta e consistente de todos os membros da comunidade
das nações".
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INTERVENÇÃO DE D. SILVANO TOMASI
Genebra (Suíça), 24 de Novembro de
2005
Senhor Presidente
Em primeiro lugar, gostaria de manifestar a satisfação da Santa
Sé pelo excelente trabalho que Vossa Excelência tem realizado, em vista de fazer
progredir as finalidades da "Convenção sobre aproibiçãoourestriçãodouso de
certas armas convencionais, que podem ser consideradas excessivamente nocivas ou
ter efeitos indiscriminados" (CCW).
A Santa Sé reconhece os passos positivos que já foram dados no
contexto da própria CCW, em ordem a limitar as consequências prejudiciais,
provocadas por determinadas armas consideradas convencionais. No entanto, ainda
estamos muito distantes de alcançar os objectivos que os Estados-Membro se
propuseram atingir.
As numerosas vítimas das minas e das minas antipessoal (MOTAPM),
dos resíduos bélicos explosivos, das submunições e aqui cito apenas alguns
exemplos recordam-nos quotidianamente a necessidade de adoptar medidas
apropriadas em resposta ao desafio humanitário, que é tão evidente. Dão provas
disto os milhares de vítimas, os portadores de deficiência, as regiões
contaminadas, o desenvolvimento atrofiado, a falta de segurança e o medo que
gera. Esta lista negra é muito familiar para as Organizações não governamentais
humanitárias, para as agências que visam o desenvolvimento e para os próprios
governos.
Senhor Presidente
No contexto da CCW, a Santa Sé apoia a negociação imediata de
instrumentos substanciais, capazes de responder de maneira efectiva aos riscos
humanitários concretos das minas e das minas antipessoal.
Ao mesmo tempo, a Santa Sé volta a dirigir um apelo em favor de
uma moratória sobre a utilização das submunições e de um período de reflexão
séria em vista de avaliar esta categoria de armas, à luz da lei humanitária
internacional.Paraisto, a minha Delegação julga necessário adoptar um mandato
específicopara estudar esta problemática.
Senhor Presidente
Embora tenha desejado um instrumento mais vigoroso, a Santa Sé
sente-se feliz pela adopção do quinto Protocolo sobre os resíduos bélicos
explosivos. Depois que as suas Autoridades competentes examinaram este
Protocolo, a Santa Sé tomou a decisão de o ratificar, enquanto espera que o
mesmo entre em vigor quanto antes.
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