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DISCURSO DO PAPA PIO XII
POR OCASIÃO DA BÊNÇÃO DA ROSA DE OURO
 DESTINADA À CATEDRAL DE GOA (*)

Domingo, 30 de Agosto de 1953

 

É com vivo prazer que vemos esta luzida assistencia à austera cerimônia que estamos para realizar e que consagra a extraordinária distinção que a Santa Sé Apostólica quer dar à Catedral da nobre cidade de Goa para ser conservanda no Santuário do Bom Jesus, e nela à Nação fidelíssima. Não é a primeira vez que a Portugal cabe tão honorífica distinção. Bastaria lembrar a Rosa de oiro que Nosso grande predecessor Leão XIII mandou em 1892 à saudosa Rainha D. Amélia; e antes dela a Rosa de oiro concedida à igreja de S. Antonio de' Portoghesi, uma das duas igrejas que na cidade de Roma compartilham esta glória com as grandes basílicas.

Mas Nós nesta hora lembramos especialmente a Rosa de oiro que por bem duas vezes o grande Pontífice Leão X mandou a Dom Manuel primeiro, pelos insignes serviços prestados à causa da fé, com a venturosa epopéia do Oriente; epopéia que preparou o campo e forneceu os meios que tornarem possível o maravilhoso apostolado de S. Francisco Xavier; o qual por sua vez havia de ser o melhor expoente e o mais prodigioso realizador da vocação missionária de Portugal.

Hoje como para coroar as grandes solenidades comemorativas do quarto centenário da morte do grande apóstolo e do seu imortal apostolado, gostosamente repetimos o gesto do nosso grande predecessor, concedendo a Rosa de oiro à igreja monumental que conserva as suas relíquias; em reconhecimento das múltiplas benemerências pela causa da fé. E digamos também, como expressão de uma certeza : de que a acção missionária continuará cada vez mais ampla e activa como nos garante a presença de tantos missionários e missionárias.

(*) Discorsi e Radiomessaggi di Sua Santità Pio XII, vol XV, pág. 247-249

 

Copyright © Libreria Editrice Vaticana

 



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