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SYNODUS EPISCOPORUM
BOLETIM

II ASSEMBLEIA ESPECIAL PARA A ÁFRICA
DO SÍNODO DOS BISPOS
4-25 OUTUBRO 2009

A Igreja em África ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz.
"Vós sois o sal da terra ... Vós sois a luz do mundo" (Mt 5, 13.14)


Este Boletim é somente um instrumento de trabalho para uso jornalístico.
A
s traduções não possuem caráter oficial.


Edição portuguesa

19 - 12.10.2009

SUMÁRIO

- ROSÁRIO COM OS UNIVERSITÁRIOS (SÁBADO, 10 DE OUTUBRO DE 2009)
-
CAPELA PAPAL (DOMINGO, 11 DE OUTUBRO DE 2009)
- DÉCIMA PRIMEIRA CONGREGAÇÃO GERAL (SEGUNDA-FEIRA, 12 DE OUTUBRO DE 2009 - PARTE DA MANHÃ)
-
AVISOS

ROSÁRIO COM OS UNIVERSITÁRIOS (SÁBADO, 10 DE OUTUBRO DE 2009)

A nova evangelização na África conta com o generoso empenho dos estudantes africanos: disse Bento XVI ao término do Santo Rosário “Com a África e para a África” presidido sábado à tarde na Sala Paulo VI, junto com os universitários das Universidades Pontifícias. Conectados via satélite estavam também os estudantes de nove países africanos: Egito, Quênia, Sudão, Madagascar, África do Sul, Nigéria, República Democrática do Congo, Moçambique e Burquina Faso. A Vigília de oração se inseriu no âmbito da Segunda Assembleia para a África do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano, sobre os temas da reconciliação, da justiça e da paz, e contou com a participação dos Padres sinodais.
A África irrompe, jovem e alegre, na Sala Paulo VI. Irrompe através de imagens da conexão via satélite, através de músicas e danças tradicionais que acompanham os momentos precedentes do Rosário. É uma rede de oração que une Roma à África, o Papa a define e compara a comunidade cristã “a uma orquestra bem organizada e harmónica” . “Os jovens da África estão presentes no meu coração e em minhas orações”, continua Bento XVI. Então dirigiu a saudação aos jovens africanos conectados via satélite e os convida todos a se confiarem à Maria, Nossa Senhora da África e Protetora na paz. Depois, o Papa sublinha a importância da formação: “Desejo sublinhar quanto seja importante a formação dos jovens intelectuais e a colaboração científica e cultural entre as Universidades, para propor e animar um desenvolvimento humano integral na África e nos outros Continentes.” E confiando aos estudantes a Sua Encíclica Caritas in veritate , Bento XVI recorda “a urgência de elaborar uma nova síntese humanista que restabeleça as ligações entre a antropologia e a teologia”. Daqui, o apelo directo aos jovens para que sejam “na sociedade operadores da caridade intelectual, necessária para enfrentar os grandes desafios da história contemporânea”: “Sejam nas universidades pessoas sinceras e apaixonados buscadores da verdade, construindo comunidades académicas de alto nível intelectual, onde é possível exercer e usufruir daquela racionalidade aberta e ampla, que abre o caminho ao encontro com Deus. Que vocês saibam construir pontes de colaboração científica e cultural entre as várias universidades, sobretudo com as africanas”. Em particular, aos estudantes africanos o Papa disse: “A vocês, queridos estudantes africanos, faço um convite particular a viver o tempo do estudo como preparação a realizar um serviço de animação cultural em seus países. A nova evangelização na África conta também com o generoso empenho de vocês.”

[00196-06.03] [RE000] [Texto original: italiano]

CAPELA PAPAL (DOMINGO, 11 DE OUTUBRO DE 2009)

Dia de festa ontem para a Igreja universal enriquecida com cinco novos santos, proclamados pelo Papa Bento XVI, que presidiu na Basílica de S. Pedro, cheia de peregrinos vindos de todo o mundo, à solene Concelebração Eucarística para a canonização dos beatos Zygmunt Szsczęsny Feliński, Francisco Coll y Guitart, Jozef Damiaan de Veuster, Rafael Arnáiz Barón, Marie de la Croix (Jeanne) Jugan. Quem aceita “o dom da santidade” - sublinhou o Papa - opta por ir contra a corrente vivendo segundo o Evangelho. “Vem e segue-me!” é o convite de Jesus. “Essa é a vocação cristã - explicou Bento XVI - que nasce de uma proposta de amor do Senhor, e que se pode realizar apenas graças a uma resposta de amor de nossa parte”. “Os santos acolhem este convite exigente, e põem-se com humilde docilidade na sequela de Jesus crucificado e ressuscitado. A sua perfeição, na lógica da fé por vezes incompreensível para o homem, consiste em deixar de se pôr a si próprios no centro, e em optar por ir contra a corrente vivendo segundo o Evangelho”. E assim fizeram os cinco santos proclamados ontem. O auspício de Bento XVI é que os exemplos luminosos destes cinco novos santos possam guiar a nossa existência, para que se torne “um cântico de louvor ao amor de Deus”.
No final da Concelebração Eucarística, antes da recitação do Angelus, o Papa dirigiu-se aos fiéis reunidos na Praça S. Pedro, concluindo: “A Virgem Maria é a estrela que orienta qualquer itinerário de santidade. O seu ‘fiat’ é modelo de perfeita adesão à divina vontade e o seu ‘magnificat’ exprime o canto de exultação da Igreja, que já nesta terra se alegra pelas obras de Deus e no céu louva para a eternidade a sua glória. Dirigimo-nos à Mãe de Cristo com confiança filial, invocando, por intercessão sua e dos novos Santos, paz e salvação”.

[00195-06.03] [RE000] [Texto original: italiano]

DÉCIMA PRIMEIRA CONGREGAÇÃO GERAL (SEGUNDA-FEIRA, 12 DE OUTUBRO DE 2009 - PARTE DA MANHÃ)

- INTERVENÇÕES NA SALA (CONTINUAÇÃO)

Às 09h05 de hoje, segunda-feira, 12 de outubro de 2009, com o canto da Hora Terça, na presença do Santo Padre, iniciou-se a Décima Primeira Congregação Geral, para a continuação das intervenções na Sala sobre o tema Sinodal A Igreja em África ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz “Vós sois o sal da terra ... Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 13.14).

Presidente Delegado de turno S.Em. Card. Théodore-Adrien SARR, Arcebispo de Dakar (SENEGAL).

Durante a intervenção das 10h30, o Santo Padre Bento XVI recebeu em audiência os Círculos menores Gallicus C e Gallicus D.

Nesta Congregação Geral, que foi concluída às 12h30, com a oração do Angelus Domini, estavam presentes 221 Padres.

INTERVENÇÕES NA SALA (CONTINUAÇÃO)

Nesta Décima primeira Congregação Geral intervieram os seguintes Padres:

- S. E. R. Dom George Cosmas Zumaire LUNGU, Bispo de Chipata, Presidente da Conferência Episcopal (ZÂMBIA)
- S. Em. R. Card. Wilfrid Fox NAPIER, O.F.M., Arcebispo de Durban (ÁFRICA DO SUL)
- S. E. R. Dom Jean-Pierre TAFUNGA, S.D.B., Arcebispo Coadjutor de Lubumbashi (REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO)
- S. E. R. Dom Louis NZALA KIANZA, Bispo de Popokabaka (REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO)
- S. E. R. Dom Antonio Maria VEGLIÒ, Arcebispo titular de Eclano, Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CIDADE DO VATICANO)
- S. E. R. Dom Luigi BRESSAN, Arcebispo de Trento, Presidente da Comissão Episcopal para a Evangelização dos Povos e a Cooperação entre as Igrejas da Conferência Episcopal Italiana (ITÁLIA)
- S. Em. R. Card. John NJUE, Arcebispo de Nairóbi, Presidente da Conferência Episcopal (QUÊNIA)
- S. E. R. Dom Gianfranco RAVASI, Arcebispo titular de Villamagna di Proconsolare, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura (CIDADE DO VATICANO)
- S. E. R. Dom Joseph Edra UKPO, Arcebispo de Calabar (NIGÉRIA)
- S. E. R. Dom Gervais BANSHIMIYUBUSA, Bispo de Ngozi (BURUNDI)
- S. E. R. Dom Menghisteab TESFAMARIAM, M.C.C.J., Eparca de Asmara (ERITREIA)
- S. E. R. Dom Martin Igwemezie UZOUKWU, Bispo de Minna (NIGÉRIA)
- S. E. R. Dom Timothée MODIBO-NZOCKENA, Bispo de Franceville, Presidente da Conferência Episcopal, Presidente da Associação das Conferências Episcopales da África Central (A.C.E.R.A.C.) (GABÃO)
- S. E. R. Dom Augustine Obiora AKUBEZE, Bispo de Uromi (NIGÉRIA)
- S. E. R. Dom Jaime Pedro GONÇALVES, Arcebispo de Beira (MOÇAMBIQUE)
- S. E. R. Dom Théophile KABOY RUBONEKA, Bispo Coadjutor de Goma (REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO)
- S. E. R. Dom Evariste NGOYAGOYE, Arcebispo de Bujumbura, Presidente da Conferência Episcopal (BURUNDI)
- S. E. R. Dom Marcel Honorat Léon AGBOTON, Arcebispo de Cotonou, Vice-Presidente da Conferência Episcopal (BENIN)
- S. E. R. Dom Jean-Claude MAKAYA LOEMBA, Bispo de Pointe-Noire (REPÚBLICA DO CONGO)
- S. E. R. Dom George BIGUZZI, S.X., Bispo de Makeni, Presidente da Conferência Episcopal (SERRA LEOA)
- S. E. R. Dom Egidio NKAIJANABWO, Bispo de Kasese (UGANDA)

Damos aqui os resumos das intervenções:

- S. E. R. Dom George Cosmas Zumaire LUNGU, Bispo de Chipata, Presidente da Conferência Episcopal (ZÂMBIA)

Temos visto comissões justiça e paz estabelecidas em quase todas nossas paróquias e mesmo em Pequenas Comunidades Cristãs (SCC). Essas comissões estão fazendo uma enorme diferença ao ajudar nossos Cristãos a realizar informadas intervenções em temas sociais. Em parte, por causa do trabalho dessas comissões justiça e paz, a Igreja católica, na Zâmbia, é considerada por católicos e não-católicos, como uma instituição que é fidedigna e consistente na promoção dos direitos humanos.
Somos também abençoados na área das comunicações sociais na qual agora temos estações de Rádio Comunitárias Católicas em todas menos uma de nossas dez dioceses. As estações de rádio estão desenvolvendo um grande papel em nossa missão de evangelização, como a promoção da boa administração e de uma educação cívica. Comunidades rurais, onde o analfabetismo é muito alto, estão agora encontrando sua voz, livremente articulando sua fé na rádio sobre temas de justiça em suas próprias comunidades. Muitas de nossas rádios também rotineiramente abrem espaço a não-católicos.
Entretanto, não somos complacentes. Estamos preocupados porque temos numerosos desafios. Ocasionalmente, como outros países abençoados com recursos minerais, temos corporações multinacionais em nosso país que mostram seu pequeno interesse em promover o bem estar de nosso povo, especialmente as indústrias extrativas como do setor das minas. Este setor causa impacto negativo no meio-ambiente. Por essa razão a Zâmbia está recebendo um grande encontro internacional sobre o impacto das indústrias extrativas em países pobres logo após a conclusão do Sínodo.
Além disso, somos grandemente desafiados pelo impacto da pobreza no meio ambiente. Por exemplo, a pobreza está levando à uma injustificada destruição das florestas para a queima do carvão e métodos de cultivo insustentáveis. Como Igreja precisamos ver caminhos de mitigar esta situação. Desejo urgir, portanto, que este Sínodo faça uma clara e forte declaração no que concerne a nossos temas de justiça no meio ambiente como uma contribuição à iminente Conferência de Copenhague sobre o Meio Ambiente.

[00174-06.04] [IN127] [Texto original: inglês]

- S. Em. R. Card. Wilfrid Fox NAPIER, O.F.M., Arcebispo de Durban (ÁFRICA DO SUL)

É verdade que desde a última sessão do Sínodo para a África de 1994 se verificaram alguns golpes de estado, mas o monstro que usurpa poder contrário à democracia, de fato ainda não desapareceu, mas mudou de aspecto e modus operandi.
Pode ser que não existam mais líderes individuais que tomam o poder absoluto e se proclamem “presidentes para a vida toda”. Mas vemos sempre mais partidos políticos tomarem o seu lugar.
Para citar um exemplo, os seguintes países da África Austral, Botswana, Angola, Zimbábue e Moçambique, desde a libertação foram governados, ou podemos dizer, dominados pelo mesmo partido.
Naturalmente não existe nada de errado nisto, se o eleitorado confere a eles o mandato livremente. Alguns sinais indicam, porém, que não é este o quadro.
- Quando um partido assume todo o mérito de ter obtido a libertação;
- Quando afirma ser o único a saber aquilo que as pessoas desejam ou de que necessitam, mesmo se rejeita perguntá-lo ou eles de ouvi-lo;
- quando obriga com a legislação e impõem políticas que estão claramente contra a vontade manifestada pelas pessoas; - quando afirma que quem pensa diferentemente é ipso facto um contra-revolucionário ou um racista que se opõe às reformas;
então alguma coisa caminha realmente mal.
De fato, revela que o partido já fez um golpe de estado mesmo se não o chama assim. Para acrescentar o insulto à injúria, o partido se declara pró-pobres, e então o compromisso a elaborar políticas em favor dos pobres até mesmo quando se enriquece vergonhosamente com muita avidez que o coeficiente Ginni do país (a distância entre ricos e pobres) o coloca como primeiro da lista!
O golpe de estado está certamente em andamento quando um partido decide ouvir os próprios aliados ideológicos, ao invés dos pobres e necessitados que representam a maioria de seus eleitores. O golpe de estado se completa quando o partido se identifica tanto com o estado, que o seu presidente pode afirmar tranquilamente: “(o nosso partido) governará até o retorno de Jesus Cristo!” Não supõe talvez que nada, nem mesmo o processo democrático, os possa tirar o poder?
Irmãos e irmãs, líderes sempre mais numerosos estão levando a isto o nosso continente. No processo viram as costas à sua herança religiosa e cultural, onde Deus está particularmente presente. Abraçam ao invés, uma ideologia sem Deus e sem vida, que levou à ruína os pobres em todo lugar onde foi imposta.
É certamente necessário rezar e trabalhar por um milagre que leve a uma libertação autêntica e sustentável, não dos colonizadores, mas desta vez da ditadura de todos os fortes partidos que tomaram o poder com um falso golpe de estado!

[00211-06.04] [IN135] [Texto original: inglês]

- S. E. R. Dom Jean-Pierre TAFUNGA, S.D.B., Arcebispo Coadjutor de Lubumbashi (REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO)

Na maioria das culturas africanas, o mal é visto como consequência de uma transgressão do que está prescrito, quer que se trate de preceitos divinos - que exigem obediência e submissão de forma incondicionada - quer seja uma lei social estabelecida pelas autoridades que governam ou então os interditos ou as prescrições rituais. Todas as acções que diminuem ou destroem a vida e todos os actos ou atitudes e comportamentos que quebram a unidade, a ordem ou a harmonia das coisas são consideradas males.
Conforme o género do crime cometido, a pessoa implicada é chamada a confessar com toda a franqueza o mal cometido. Essa confissão geralmente é feita à frente do chefe, garante da ordem social ou então à frente de um curandeiro. Em alguns casos, a confissão faz-se à frente da comunidade. O incriminado é chamado a manifestar a sua resoluta decisão de remediar necessariamente a todo mal causado.
A reparação diz respeito à pessoa que cometeu o crime ou, na sua ausência, à família. A reparação faz-se pagando as custas prescritas, os prejuízos e os juros. Conforme as culturas, as custas equivalem a uma quantia de dinheiro prescrita pela tradição segundo a gravidade do crime. Os prejuízos e os juros consistem em oferecer um animal vivo ou um produto da caça.
As pessoas ofendidas podem então conceder o perdão a quem as ofendeu. O processo da reparação acaba assim que a pessoa é perdoada e que a reparação é efectuada.
O ponto mais alto da reparação é o ritual da reconciliação. Com medo do castigo (morte súbita, brutal, imprevista, etc.) que vem directamente de Deus ou de ou de um feiticeiro, o transgressor deve fazer o ritual de reconciliação para cumprir este processo e obter o perdão. Este ritual tem lugar num lugar sagrado, perante a comunidade e o oficiante (mistagogo) que preside a cerimónia.
As fórmulas de confissão, as atitudes de arrependimento, as sevícias corporais, as matérias e os objectos utilizados e o seu simbolismo, assim como os gestos e as fórmulas que o oficiante pronuncia para purificar o penitente diferem conforme as tribos.
A confissão é sempre seguida por conselhos e admonições severas para ajudar a conversão definitiva. Isso é acompanhado por rituais entre os quais podemos assinalar: a cerimónia ritual da bênção e do grande perdão; o pasto festivo e comunitário, símbolo da alegria de ter redescoberto a boa situação precedente o crime e de ter reconciliado os membros duma comunidade; o pagamento dos honorários ao oficiante; o ritual de apaziguamento dos feitiços vingadores ou dos espíritos, quando se é maldito por causa do crime.

[00212-06.04] [IN136] [Texto original: francês]

- S. E. R. Dom Louis NZALA KIANZA, Bispo de Popokabaka (REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO)

Acreditamos que seja indispensável que a solidariedade assim concebida não se limite ao intercâmbio de experiências pastorais mas leve em consideração a questão vital da partilha de pessoal e de bens.
De facto, os graves problemas derivados da pobreza, da miséria, da tragédia da fome, da falta de acesso aos cuidados médicos e a outros serviços essenciais que afligem a maior parte dos países africanos, exigem das nossas Igrejas de hoje um novo espírito de solidariedade, de comunhão e de caridade criativa. As Igrejas da África devem ser cada vez mais audazes, fantasiosas e fecundas para desenvolver estruturas capazes de incluir na prática eclesial esta solidariedade orgânica.
Sem omitir a dimensão importante da solidariedade a nível de Igreja universal, chegou o momento de desenvolver, ainda mais, as relações de solidariedade dentro da mesma diocese, entre as diversas dioceses, dentro de uma mesma conferência episcopal e entre as diversas conferências episcopais na África. Cremos que no momento em que falamos de justiça e paz, seja urgente concretizar a constituição de fundos de solidariedade a nível diocesano, regional, nacional e continental. Tal fundo de solidariedade poderia ajudar-nos a nível africano a intervir com os nossos próprios meios sem esperar tudo do Ocidente. As Caritas diocesanas, regionais, nacionais e continentais podem ser instrumentos adequados para a constituição deste fundo.
Estamos convencidos de que a atuacção efectiva desta solidariedade pastoral nas Igrejas da África seja uma exigência ao mesmo tempo ética e teológica. Há um fundamento cristológico e está enraizada no coração da fé, e não é simplesmente uma responsabilidade social e política.

[00213-06.05] [IN137] [Texto original: francês]


- S. E. R. Dom Antonio Maria VEGLIÒ, Arcebispo titular de Eclano, Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CIDADE DO VATICANO)

A realidade da pastoral da mobilidade humana é um fenómeno muito importante, extenso e complexo, sobretudo na África e da África, que sempre foi e é um continente abrangido por este problema, sobretudo pelos fluxos de emigrantes, refugiados e desabrigados. Nas últimas três décadas, várias circunstâncias alimentaram tal fenómeno. Além da crescente urbanização, guerras e conflitos de vário tipo transformaram muitos Países em “exportadores” de refugiados e emigrantes para os Países vizinhos, para outras regiões do continente ou para Países estrangeiros. Existem também factores económicos, sociais, culturais e políticos, interligados entre si, que forçam os africanos a abandonarem os próprios países de origem.
Os movimentos migratórios na África são, contudo, mais “horizontais” que “verticais”. Com efeito, a migração intra-continental é bem maior do que aquela para o resto do mundo, chega-se a estimar que a migração interna envolva actualmente pelo menos 40 milhões de pessoas, na maioria Africanos. E tudo indica que estes fluxos internos e interregionais continuarão a aumentar nos próximos anos e nas próximas décadas.
A crise económica e os conflitos que afectam muitos Países do continente africano deram lugar a preocupantes sentimentos xenófobos em relação aos imigrantes, transformados em bodes expiatórios para os problemas políticos e económicos internos. Geralmente, por isso, as políticas migratórias dos Estado tornaram-se mais rígidas para dificultar a permanência e o desenvolvimento de actividades por parte dos imigrantes.
Em tal contexto, o respeito dos direitos humanos, dos princípios democráticos e do estado de direito, o bom governo, o aprofundamento do diálogo político e o fortalecimento da cooperação internacional, representam as linhas-guia sobre as quais se jogam o presente e o futuro da África.
A dimensão pastoral, em tal processo, não é de secundária importância. Só uma autêntica relação de justiça, de facto, produzirá a paz e, então, a Igreja poderá ter força na África a serviço da reconciliação e do anúncio do Evangelho.

[00215-06.04] [IN139] [Texto original: italiano]

- S. E. R. Dom Luigi BRESSAN, Arcebispo de Trento, Presidente da Comissão Episcopal para a Evangelização dos Povos e a Cooperação entre as Igrejas da Conferência Episcopal Italiana (ITÁLIA)

Sentido de partilha fraterna e agradecimento pelos testemunhos encontrados sobre uma fé cristológica e então empenhada.
Informações sobre os 3.601 missionários italianos na África, disponíveis para projectos pastorais locais. Interrogativos sobre a presença de muitos sacerdotes africanos na Itália.
Apoio às Pontifícias Obras Missionárias e fundo da CEI para o desenvolvimento: coordenação através das Conferências Episcopais.
Dons que esperamos: reforçar-nos na fé.

[00214-06.03] [IN138] [Texto original: italiano]

- S. Em. R. Card. John NJUE, Arcebispo de Nairóbi, Presidente da Conferência Episcopal (QUÊNIA)

A África ainda tem sede de um Bom Governo. Muitos países africanos continuam a lutar contra o mau governo, onde a fome de poder conduziu à impunidade, à corrupção, à manipulação das pessoas e outros males sociais e políticos sangram dos corações que necessitam de conversão. A Igreja no Quénia e em toda a África continua a lutar para promover sistemas de governo que dirijam a justiça para o serviço ao bem-comum. Cartas pastorais têm sido escritas aos maus governos, que geralmente podem ser definidos como o câncer da África. Isto é o que empobrece o povo em todo o continente. Muitas pessoas são oprimidas e precisam urgentemente da experiência confortadora de Cristo... “o Espírito do Senhor está sobre mim... enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres... para pôr em liberdade os cativos” Lc 4:17-21.
Este povo oprimido deve ser convidado a participar na construção de justos sistemas de governo, através de boas constituições. A constituição no Quénia, assim como noutros países da África, deve ser revista, para abranger questões relativas ao mau governo, aos direitos humanos, à reconciliação e à paz, e este processo pode ser realizado somente através de sistemas justos.
É claro que no Quénia e na maioria da África alguns líderes prefeririam manter constituições que lhes dão poder ilimitado levando à anarquia e à ditadura.
As violências pós-eleitorais de 2008 no Quénia são um bom exemplo da impunidade. O Acordo Nacional que foi alcançado, do qual nasceu o Governo da Grande Coalizão, foi um grande alívio para os quenianos cujos irmãos foram mortos em massa e outros se tornaram refugiados em seu próprio país. A despeito disso a reforma foi proposta como solução permanente aos problemas sócio-culturais, ainda a ser implementada. A tentativa dos perpetradores de violência pós-eleição está para começar.
A Igreja no Quénia continua a acentuar a urgência da reforma através de um bom sistema de justiça. A Igreja católica continua a intensificar a Educação Cívica para fortalecer os cidadãos sobre seus direitos e deveres. Este fortalecimento é necessário em toda a África de acordo com os temas em cada um dos países. Consequentemente é urgente:
Ter um programa de formação para as pessoas no governo. Formar bons e santos políticos como agentes do bom governo. Providenciar capelanias para os políticos. Fortalecer os meios de comunicação católicos para melhorar a formação moral para todos. Para acentuar o papel profético da igreja em todo lugar. Para agressivamente atender a constante formação de todos os agentes de evangelização incluindo políticos baseados nos ensinamentos do Catecismo e da Doutrina Social da Igreja. Este Sínodo dá-nos uma especial oportunidade para refletir sobre o câncer que está a comer o nosso Continente e uma cura tem de ser encontrada. O bom governo não é somente uma prioridade, mas um dever. Posso também acrescentar que a política na África é tão importante que não podemos deixá-la somente para os políticos com os riscos que já temos experimentado. O tempo de agir construtivamente é agora!

[00186-06.04] [INI40] [Texto original: inglês]


- S. E. R. Dom Gianfranco RAVASI, Arcebispo titular de Villamagna di Proconsolare, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura (CIDADE DO VATICANO)

A minha é a voz de um europeu que com admiração e respeito se dirige aos irmãos bispos africanos para propor uma intervenção muito simples e geral sobre um tema que apareceu em muitas páginas do Instrumentum Laboris e das intervenções já ouvidas na sala. Mesmo se a cor negra seja o símbolo tradicional do continente, a África na verdade se apresenta como um arco-íris cromático multicultural e multirreligioso. Somente para propor um exemplo, a UNESCO nos Camarões encontrou pelo menos 250 idiomas diferentes, enquanto as línguas bantu são tão ideologicamente sofisticadas que usam 24 classificações gramaticais das diferentes qualidades das várias realidades.
Diante deste cofre de tesouros culturais e espirituais feito de tradições populares e familiares, de símbolos e ritos religiosos, de sabedoria, memória e folclore gostaria de propor somente três observações essenciais.
A primeira contém o desejo de que o Sínodo estimule de muitas formas a África a proteger a própria identidade cultural e espiritual, impedindo que ela se dissolva sob o vento da secularização e da globalização que sopra com força também sobre as 53 nações africanas. A África deve respirar também os valores positivos da moderna comunhão universal e deve saber combater os nacionalismos, os integralismos étnicos, os particularismos tribais, os fundamentalismos religiosos.
A segunda consideração propõe que o Sínodo possa se dirigir também ao Ocidente e ao Norte do mundo para que se instaure aquele diálogo que de maneira sugestiva Dom Monsegwo Pasinya em sua intervenção chamou à partilha não somente das matérias primas, mas também das matérias cinzas, ou seja, dos valores, criando espaço de compreensão e comunhão e não de colonização ou ao contrário de rejeição recíproca. É o que aconteceu nos primeiros séculos cristãos com o inestimável dom feito à Igreja e à cultura ocidental por Antônio, Pacômio, Tertuliano, Cipriano, Clemente Alexandrino, Orígenes, Atanásio e o grandioso Agostinho.
A terceira reflexão gostaria de repropor o aprofundamento metodológico e temático da questão delicada, mas sempre necessária da inculturação da mensagem cristã. A inculturação, como João Paulo II sugeriu aos bispos do Quênia em 1980 - “será realmente um reflexo da Encarnação do Verbo, quando uma cultura, transformada e regenerada pelo Evangelho, produz de sua própria tradição expressões originais de vida, de celebração, de pensamento cristão”. Nesta linha uma função significativa poderia ser realizada pelas redes dos Centros culturais católicos que se estende por toda a África e que apresenta tipologias muito variadas de nível académico-universitário, e outras vezes de natureza popular e paroquial.

[00216-06.05] [IN141] [Texto original: italiano]

- S. E. R. Dom Joseph Edra UKPO, Arcebispo de Calabar (NIGÉRIA)

A reconciliação sustentável impede o uso do passado como semente de renovados conflitos. Consolidar a paz, quebra o ciclo de violência e fortalece instituições democráticas recém estabelecidas ou reinseridas. Como uma operação de olhar para o próprio quintal, a reconciliação traz a cura pessoal dos sobreviventes, a reparação de injustiças passadas, a construção ou reconstrução de relações não violentas entre indivíduos e comunidades, e a aceitação das partes em conflito de uma visão comum e entendimento do passado. Na prática, esse tipo de reconciliação que a todos envolve não é fácil de realizar. A experiência de um brutal passado faz a busca pela coexistência pacífica de uma operação delicada e intrincada.
A Igreja na África deve continuar a envolver outras religiões no diálogo, evolver a mídia, escolas e a sociedade civil; activamente participar em Comissões pela Verdade e Reconciliação. Essas são estabelecidas pelos Governos e somente acalma os temperamentos mais não trazem reconciliação sustentável. Deveríamos aprofundar as Comissões pela Verdade e Reconciliação para curar as feridas espirituais e promover a vida em comunidade.
Seminários sobre a Doutrina Social da Igreja devem ser organizados nas Prefeituras, nas escolas e para políticos independentemente de seus partidos.
A cura das memórias e usando-as para prover sinais de alerta temporâneos, ensinado as futuras gerações como identificar os primeiros sinais de renovada e potencialmente perigosa desconfiança; provendo educação para a resolução de conflitos e para a transformação, educação relacionada à reconciliação e à paz e programas de treinamento. Intensificando o Apostolado nas Prisões e a reinserção para ex-prisioneiros; facilitando oportunidades para que as comunidades que saíram de conflitos possam partilhar suas experiências e aprender de outras que enfrentarem experiências semelhantes; encorajando e ajudando os ministros da educação para analisarem e examinarem como os sistemas de educação precisam ser mudados e expandidos a fim de promover a paz sustentável.

[00217-06.03] [IN142] [Texto original: inglês]

- S. E. R. Dom Gervais BANSHIMIYUBUSA, Bispo de Ngozi (BURUNDI)

Depois de 15 anos de uma guerra civil que desestruturou a sociedade burundinesa (1993-2008), gostaria de agradecer-vos a vossa proximidade espiritual, moral e material, comunicando-vos que a guerra no país concluiu-se sem vencedores nem vencidos, mas através do diálogo e dos pactos entre os protagonistas. Actualmente o país está empenhado num processo de paz e de reconciliação, mas continuai a rezar por esta paz precária.
Dado que esta assembleia sinodal dos bispos para a África fala de justiça, paz e reconciliação na Igreja, parece-nos útil partilhar convosco um dos aspectos do papel da nossa Igreja neste processo de paz social e política que está em curso no país.
Omitindo (sem ignorar contudo a sua importância) as numerosas iniciativas de mediação, de ensino e de acção social levadas adiante pela Igreja do Burundi a fim de conduzir o país rumo à fase actual do processo de paz, gostaria de centralizar esta intervenção sobre a decisão da Igreja do Burundi de reunir-se em sínodo para dar o seu contributo específico para o processo de paz e de reconciliação do povo.
Desde 2004, diante da situação de uma sociedade que perdeu quase todos os seus pontos de referência culturais e morais e que se abandonava a crimes e pecados colectivos em larga escala, decidimos empenhar-nos com alguns sínodos diocesanos centrados sobre o seguinte tema: «convertamo-nos a fim de promover uma cultura da paz e da reconciliação».
Gostaria de concluir com um duplo apelo a esta Assembleia sinodal para a África:
1. Que incluamos nas nossas resoluções a celebração dos sínodos diocesanos a fim de levar adiante o tema da presente Assembleia, isto é: «as nossas Igrejas locais ao serviço da edificação de uma cultura de paz e de reconciliação»; dado que a obra de edificação de uma cultura de paz e de reconciliação não é um trabalho possível para os cristãos individualmente, procuremos envolver toda a família eclesial e não só, a fim de que a luz seja visível.
2. Que as Igrejas dos países ricos, no âmbito da nossa Igreja que é a mesma família de Deus em toda parte, nos ajudem com os próprios recursos para que haja na África institutos e universidades com faculdades centradas na prevenção e na resolução dos conflitos, além das faculdades para a paz e a reconciliação.

[00218-06.04] [IN143] [Texto original: francês]

- S. E. R. Dom Menghisteab TESFAMARIAM, M.C.C.J., Eparca de Asmara (ERITREIA)

As pobrezas e tribulações que afligem a maior parte do continente africano, nomeadamente, os conflitos existentes, injustiças, as violações dos direitos humanos, falta de liberdade religiosa, perseguição, exploração dos recursos naturais e humanos, diferentes tipos de doença, pobreza, desemprego, fome, falta de moradia, fugas de mentes e tráfico humano, são suficientemente conhecidas e publicadas. Essas, falo por experiência, são causadas por forças internas e externas de fome de poder e uma irrestrita voracidade por posses.
A família, como primeiro e menor núcleo de qualquer sociedade e comunidade cristã é a primeira e indispensável escola de Reconciliação, Justiça e Paz. Para isto, está na família o sentido de pertença e identidade, e os valores da solidariedade, da partilha, do respeito pelos outros, da hospitalidade, intimidade, etc.
É verdade que o maior número de refugiados e desabrigados se encontra na África. É também verdade que muitos africanos ainda estão tentando cruzar desertos e mares para encontrar terras onde eles pensam que terão melhor educação, mais dinheiro, e especialmente maior liberdade. Há grande necessidade de cuidado pastoral para esses grupos de pessoas vulneráveis. Nosso Sínodo deve urgir que as Igrejas de origem e as Igrejas que recebem-nos precisam ter muito mais estreita colaboração.
Entretanto, a emigração de africanos não começou recentemente. Existem agora muitos africanos que com sucesso se estabeleceram no mundo desenvolvido. Se motivados por nós, eles estão prontos para fazer sua contribuição para a melhoria da vida em seus países de origem. Não devemos excluí-los de estarem envolvidos no potencial de desenvolvimento da África. Em estreita colaboração com nossas Igrejas irmãs na Europa, América e Austrália tem que trazê-los a bordo dos esforços de mover a África para frente, humanamente e espiritualmente.
Se a família africana e os africanos da Diáspora ajudarem a Igreja a se tornar “sal da terra e luz do mundo”, então temos que estar certos de que uma formação básica muito efectiva e ativa será dada a nossos agentes pastorais. Especialmente nesse Ano do Sacerdócio é vital que todos os membros do presbiterato estejam completamente cientes de seu chamado a serem santos ministros da reconciliação, fidedignos advogados da justiça e fiéis portadores da paz de Cristo.

[00219-06.04] [IN144] [Texto original: inglês]

- S. E. R. Dom Martin Igwemezie UZOUKWU, Bispo de Minna (NIGÉRIA)

Nós vivemos e trabalhamos com os muçulmanos num estado governado pela “Xariá”, o Níger, que confina com a Nigéria.
Em nossa diocese temos um programa conhecido como “Family apostles of the Divine Mercy Devotion” (apóstolos familiares da devoção à Divina misericórdia), que se dedica à menor comunidade da família de Deus, a “igreja doméstica”. Estes apóstolos familiares da Divina misericórdia, homens e mulheres, são preparados como líderes da igreja do povoado, agentes de reconciliação, promotores de justiça e de paz nas comunidades de seus povoados. Eles partilham cotidianamente a Palavra de Deus em suas casas, rezam o rosário e o terço da divina misericórdia e presidem também a oração comunitária.
Também o “Zumunta Mata”, um grupo de mulheres católicas, cujo lema é “Nós somos o sal da terra e a luz do mundo” é composto por agentes de evangelização, reconciliação, promotoras de justiça, paz e misericórdia. Elas e seus filhos interagem com as mulheres muçulmanas e suas crianças em nível popular, graças a este apostolado da família e as encorajam a passar uma hora por dia em oração durante a qual lêem o Alcorão, descobrem a misericórdia de Deus e rezam com seus terços, promovendo assim um diálogo com o Islã e o testemunho de vida através da oração. De fato, algumas famílias muçulmanas aprenderam a acrescentar em suas orações cotidianas uma nova versão da oração da Divina misericórdia.
A catequese e a oração de que falamos ajudam hoje os nossos jovens a ter interesse e amor pelo rosário e a adoração/bênção eucarística nas capelas de nossas paróquias.
Um apelo aos padres sinodais: peço-vos que encorajem os vossos sacerdotes, religiosos e leigos a promoverem em suas paróquias e centros de formação a devoção da Divina misericórdia, e a amar a adoração eucarística.

[00197-06.03] [IN145] [Texto original: inglês]

- S. E. R. Dom Timothée MODIBO-NZOCKENA, Bispo de Franceville, Presidente da Conferência Episcopal, Presidente da Associação das Conferências Episcopales da África Central (A.C.E.R.A.C.) (GABÃO)

A nossa região da África Central continua a ser teatro de injustiças, de divisões e de violências inaceitáveis. É isso que torna a nossa vida presente difícil e duvidoso o futuro do nosso país. A miséria aflige a maioria da população. Os males sociais assumem uma dimensão alarmante. As mortes, as violações, os roubos, as violências de todos os tipos são banalizadas. As consequências dessas violências marcam profundamente as pessoas e a sociedade, os corações estão mais habitados pelo pecado que voltados para a conversão, a justiça que produz a paz é ultrajada, a verdade que só ela pode libertar, está em más condições. Para sair desta situação é necessário criar formas de reacção e culturas da justiça e da verdade.
A experiência bíblica propõe-nos caminhos de reconciliação. A reconciliação transforma as relações com Deus, com os outros e com o meio ambiente. A reconciliação verdadeira parte do coração. Só uma pessoa reconciliada com Deus e com ela própria é que se pode ser, por sua vez, fonte de reconciliação. Essa reconciliação é realizada em Jesus Cristo, o filho de Deus que, com a sua morte e a sua ressurreição, reconciliou os homens com Deus e entre eles.
Reconciliar todos os homens numa só família, a família de Deus, é e continua a ser a primeira missão da Igreja. Não é apenas reservada a algumas pessoas. É um dever de todos: Bispos, Padres, leigos e todas as instituições eclesiais. Os cristãos não devem ter medo de testemunhar a sua fé. Este compromisso pressupõe actos concretos de reconciliação na Igreja. Para estar ao serviço da reconciliação, a Igreja deve ser realmente uma família reconciliada.
O Sínodo deve suscitar no seio do povo de Deus na sua totalidade uma dinâmica de reconciliação. Para isso convém:
1. ter no seio de cada Diocese, uma instância encarregada de seguir regularmente a implementação das resoluções do Sínodo,
2. elaborar uma catequese e uma pastoral bíblica que favoreça a educação à reconciliação,
3. relembrar o sentido do respeito nas nossas tradições africanas e na Bíblia.
4. promover uma cultura do bem comum e do serviço desinteressado na Igreja e na sociedade.

[00198-06.03] [IN146] [Texto original: francês]

- S. E. R. Dom Augustine Obiora AKUBEZE, Bispo de Uromi (NIGÉRIA)

Nossos antepassados acreditavam na existência dos feiticeiros e na sua capacidade de destruir as pessoas e as sociedades. Na Nigéria, quase todos sabem ou ouviram falar dos feiticeiros e sobre como condicionavam a vida das pessoas.
Diz-se que os feiticeiros possuem poderes sobrenaturais, usados para fazer o mal. Segundo algumas crenças, um feiticeiro pode arruinar qualquer pessoa, inclusive os membros da sua família. Por este motivo, eles são muito odiados. Dizem que matam seus filhos, bebem o sangue humano e causam perdas e doenças aos seus amigos e às suas famílias. Isto significa que, contrariamente aos outros seres humanos, os feiticeiros concebem e provocam as mais terríveis desgraças às suas famílias e comunidades.
Suspeitos feiticeiros são abandonados, isolados, discriminados e marginalizados da comunidade. Por vezes, são levados à floresta e massacrados, humilhados publicamente e mortos. Alguns suspeitos feiticeiros são imergidos no ácido ou envenenados mortalmente. Houve casos em que foram envenenados ou enterrados vivos. Algumas Igrejas não ajudam a superar tais preconceitos; registraram-se casos nos quais os pentecostais acorrentaram e torturaram suspeitos feiticeiros para obter a sua confissão.

[00199-06.05] [IN147] [Texto original: inglês]

- S. E. R. Dom Jaime Pedro GONÇALVES, Arcebispo de Beira (MOÇAMBIQUE)

Apresentou o caso do empenho da Igreja na reconciliação dos povos da África Austral, sobretudo a partir de 1988 quando o Papa João Paulo II, de feliz memória, visitou a região. O esforço da Igreja e das outras igrejas e religiões, associado ao esforço dos líderes políticos que procuravam a reconciliação, deu muito bom fruto. A violência cessou e a paz voltou para os povos da região.
Apresentou também o caso de Moçambique em que a Igreja mediou as conversações de reconciliação para pôr fim a uma guerra civil de 16 anos. Foi assinado um feliz acordo de paz e o país está tranquilo.
Destas e outras iniciativas na África Dom Jaime conclui que elas devem ser aprofundadas e promovidas. São uma esperança no futuro de paz para a sociedade da África. Defendeu que a Igreja deve formar reconciliadores e pacificadores para a resolução de conflitos. Os jovens devem ser parte das práticas de reconciliação.
Ele insistiu em que estas iniciativas devem ser intensificadas e consolidadas porque no mundo político da África há retrocessos, retomadas da violência, reestabelecimento de ditaduras e perseguições políticas.
Finalmente previu um jubileu de reconciliação para todo o continente africano como fruto de empenho de todos para a reconciliação.

[00200-06.02] [IN148] [Texto original: português]

- S. E. R. Dom Théophile KABOY RUBONEKA, Bispo Coadjutor de Goma (REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO)

Os conflitos e as guerras levaram a mulher, em particular na República Democrática do Congo, a tornar-se vítima e objecto. Milhares de mulheres foram submetidas, por parte de todos os grupos armados, a violências sexuais em massa, como arma de guerra, em evidente violação às disposições jurídicas internacionais.
Partindo da nossa actual experiência na República Democrática do Congo, para aliviar, ainda que seja pouco, as consequências e traumatismos sofridos pelas mulheres e crianças, propomos o seguinte:
1. Lutar contra a violência sexual partindo da sua principal causa que é a crise de liderança que se manifesta com as guerras, os saques e a exploração sem controle dos recursos naturais, a circulação das armas, a manutenção das milícias, a ausência de um exército forte e republicano, etc.
2. A criação de casas para a mulher e a jovem como centros de escuta e de acompanhamento das mulheres violentadas e traumatizadas.
3. O envolvimento directo das mulheres nas Comissões “Justiça e Paz”, para que elas promovam a paz e lutem contra as ideais que as desejam desvalorizar, veiculadas pela nova ética mundial e por certas tradições culturais.
4. A formação e conscientização da mulher através da alfabetização e da catequese para lhes permitir desempenhar adequadamente o seu papel. A mesma articula-se em três módulos: dignidade e vocação da mulher, a mulher como agente de paz e a mulher enquanto autora da mudança social.
5. A realização de estruturas de promoção da mulher. Poderiam ser organizações femininas a se ocupar das diversas actividades a nível paroquial e diocesano, centros de formação das mulheres para a paz.

[00201-06.02] [IN149] [Texto original: francês]

- S. E. R. Dom Evariste NGOYAGOYE, Arcebispo de Bujumbura, Presidente da Conferência Episcopal (BURUNDI)

Nos três países dos Grandes Lagos, as Conferências episcopais organizaram-se para se aproximar dos jovens em conflito. Os jovens foram usados e instrumentalizados durante os conflitos que contrapuseram os seus países. Por isso, a identidade única e exclusiva foi imposta a quantos eram diversos. Estes últimos eram considerados inimigos, pois nada tinham em comum «connosco». Não partilhavam a mesma humanidade, por conseguinte deviam ser eliminados. Tudo o que constituía a identidade pluralista (religiosa, étnica, civil, social, etc.) era sufocado em vantagem da identidade única e exclusiva. Muitos estudos na região dos Grandes Lagos, nos Balcãs e noutros lugares mostraram como a manipulação desta identidade pode ser mortal. A ideologia construída sobre esta lógica acaba num pecado social, colectivo, estrutural. Os jovens que nascem, crescem e são educados nesta ideologia são deformados na própria consciência moral e nas percepções culturais. Faço votos para que a presente assembleia se dedique aos danos deste pecado de dimensões sociais.
As Conferências episcopais dos Grandes Lagos lutaram contra esta mentalidade decidindo:
1. Aproximar-se dos jovens, e
2. Tornar acessível e difundir a doutrina social da Igreja.
Para aproximar os jovens foi necessário proceder a pequenos passos, através de movimentos leigos (Acção católica e movimentos de novas comunidades): inicialmente entre os jovens dos diversos bairros e colinas, depois entre paróquias diversas, enfim organizando fóruns diocesanos.
No centro desses encontros esteve sempre o conteúdo da doutrina social da Igreja: os temas da paz, da justiça e da reconciliação foram desenvolvidos sob forma de catequese e alimentaram a oração e os intercâmbios. Entretanto, a Comissão episcopal regional Justiça e Paz elaborou alguns módulos para tornar acessível esta doutrina.

[00202-06.04] [IN150] [Texto original: francês]

- S. E. R. Dom Marcel Honorat Léon AGBOTON, Arcebispo de Cotonou, Vice-Presidente da Conferência Episcopal (BENIN)

A Igreja da África deve portanto continuar a anunciar a boa nova da reconciliação e propor-se sempre realizá-la através dos sacramentos, sobretudo o da penitência. Esta reconciliação trâmite o sacramento da Reconciliação é indispensável: é a primeira e dela, para o cristão, derivam todos os outros gestos ou actos de reconciliação.
Por conseguinte, desejo que este Sínodo repita uma palavra forte para evidenciar, na missão de reconciliação da Igreja, o sacramento da reconciliação.
- antes de tudo ao nosso nível de sacerdotes e bispos, ministros ordenados. Trata-se de dar novamente ao exercício do ministério da reconciliação através do sacramento, um lugar mais importante no programa pastoral de cada sacerdote, como uma espécie de exigências essencial, do seu ministério quotidiano: horas de escuta e de confissão, quer individual que comunitariamente. Que esta insistência seja inscrita na consciência dos futuros sacerdotes durante a sua formação ao nível da centralidade da Eucaristia na sua vida.
- sucessivamente a nível de todo o povo cristão. De facto, vividos plenamente, os ministérios da reconciliação tornam os que seguem Jesus Cristo verdadeiros construtores e agentes da paz. O homem justo, justificado em Cristo através do ministério da Igreja, é portanto um agente eficaz para um mundo justo e reconciliado. E os fiéis leigos deveriam ser mormente agentes de reconciliação e de paz no mundo.

[00203-06.03] [IN151] [Texto original: francês]

- S. E. R. Dom Jean-Claude MAKAYA LOEMBA, Bispo de Pointe-Noire (REPÚBLICA DO CONGO)

Na realização da missão, encontramo-nos muitas vezes diante de interlocutores que agem, eles também, segundo concepções de justiça muito diversas das nossas.
De facto, nas crises sociais que atravessam as nossas sociedades, cada pessoa age pensando que a justiça está do seu lado. É também capaz de encontrar argumentações, paladinos e defensores para apoiar a sua acção. Esta realidade quando envolve líderes políticos e/ou económicos torna-se mais complexa nos nossos países.
Além disso, muitas vezes, por detrás de cada líder político e/ou económico das nossas sociedades africanas, há um conjunto de intimidadores ou que toma decisões (famílias, clãs, etnias, gurus, políticos estrangeiros, organizações governamentais ou não governamentais, só para citar alguns). Muitas vezes não são conhecidos publicamente. Então, a nossa palavra profética de Pastores não atinge o seu objectivo porque se dirige somente à parte visível da montanha isto é aos líderes políticos e/ou económicos dos nossos países. Como podem, a nossa palavra e a nossa acção proféticas, chegar até aqueles que movem os fios na penumbra e pretendem que nada se saiba daquilo que se trama?
Diante de situações como o multiplicar-se das milícias armadas, das crianças-soldado, da miséria que obriga os jovens a arranjarem-se, das empresas que exploram as numerosas riquezas do subsolo africano, das novas religiosidades, a denúncia já não é suficiente. É necessário ir além abrindo novas perspectivas, novos caminhos de esperança. Nós, pastores, não devemos tomar o lugar dos economistas ou dos políticos mas ajudar cada cristão, de qualquer condição, a conduzir uma vida profunda e autenticamente cristã que abre nos corações, nas famílias e na sociedade estradas de reconciliação, de justiça e de paz.

[00204-06.03] [IN152] [Texto original: francês]

- S. E. R. Dom George BIGUZZI, S.X., Bispo de Makeni, Presidente da Conferência Episcopal (SERRA LEOA)

Gostaria de dirigir-me aos Padres sinodais para que façam um apelo inequívoco para a abolição total e universal da pena de morte.
Além disso, deve ser dito que o tratamento desumano dos prisioneiros de guerra, o sacrifício dos civis durante os conflitos e o recrutamento de crianças-soldado são crimes contra a humanidade, claramente expressos na Convenção de Genebra e protocolos anexos. O caminho para a paz e a reconciliação passa através do reconhecimento, a rejeição e a reparação destes crimes. A guerra não justifica crimes contra a humanidade. A voz profética da Igreja torna-se necessária não obstante o facto que não são muitos a escutá-la.
A Igreja na África deu passos de gigante rumo à autonomia económica, mas em muitos casos ainda temos necessidade do apoio das outras Igrejas. Estou convencido de que falo em nome de outros bispos quando exprimo a minha sincera gratidão pela ajuda incomensurável recebida da Igreja na Europa, na América do Norte e noutras partes do mundo. A Igreja, em muitas regiões da África subsaariana deve a sua primeira evangelização e o seu crescimento ao empenho missionário da Igreja do mundo ocidental.
Com frequência a Igreja do mundo ocidental canaliza a sua ajuda servindo-se das próprias estruturas eclesiais para o desenvolvimento e a cooperação ultramar. Os nomes desses organismos variam de país para país, mas trata-se de departamentos católicos nacionais. Bastante frequente, com a nossa surpresa, os dirigentes e o representantes de tais departamentos oferecem
apoio ou iniciam projectos paralelos aos - ou até fora dos - nossos programas pastorais, sem consultarem-se com o bispo local ou com a Conferência episcopal nacional. Às vezes são tomadas decisões sobre quais projectos financiar, onde os executar e qual deva ser a agência que os aplique, sem consultarem-se connosco. Este sistema humilha a Igreja local, representa um desperdício de recursos, não garante a continuidade e ignora o potencial efeito evangelizador da obra da Igreja na sociedade.
O humilde apelo que dirijo aos nossos irmãos bispos da Igreja ocidental é para que estabeleçam claras directivas para o pessoal que administra os seus departamentos de desenvolvimento, a fim de que trabalhem consultando-nos e haurindo dos planos e das prioridades pastorais dos bispos africanos.
[00205-06.04] [IN153] [Texto original: inglês]

- S. E. R. Dom Egidio NKAIJANABWO, Bispo de Kasese (UGANDA)

Durante os debates com frequência foi observado que nós, líderes religiosos, devemos enfrentar os nossos governos e protestar contra o mau governo. Isso nós fizemos repetidamente, mas parece que não tivemos muito sucesso. Quando protestamos, muitas vezes chamam-nos a atenção de que estamos interferindo na política e que nos devemos limitar só às questões religiosas. Creio que as questões religiosas compreendem também a defesa dos direitos das pessoas.
A Mãe Igreja, na sua sabedoria, deu-nos um modo para demonstrar que não estamos a fazer política quando criticamos o mau governo. No Código de Direito Canónico, a Igreja proíbe o clero de empenhar-se numa política de parte e de assumir cargos políticos. Isto comprometeria a nossa independência e a nossa liberdade (cânn. 285 e 287). O governo e os seus órgãos então compreenderão que estamos a falar como homens de Deus que defendem os direitos do povo de Deus.
Como o profeta Jeremias, também nós somos convidados a pronunciar-nos contra os abusos. Deus disse a Jeremias: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar. Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te” (Jr 1,7-8).
Outro modo para realizar uma mudança consiste, como foi dito, em dar aos nossos cristãos uma instrução mais profunda na fé e na Doutrina Social da Igreja, para que sigam os ensinamentos do Evangelho.
Quando se tornarem cristãos convictos e terem aprendido a conhecer os seus direitos humanos, então os mobilizaremos a todos os níveis; o nosso esforço deve ser dirigido especialmente aos aos conselheiros a nível local e aos membros do parlamento a nível nacional, para que juntos possamos eliminar a corrupção dos nossos países.
Isto não deveria ser impossível, especialmente num país que há uma numerosa população cristã. Recordemos, muitos dos funcionários corruptos são nossos cristãos.

[00206-06.03] [IN154] [Texto original: inglês]

AVISOS

- COLETIVAS DE IMPRENSA
- “BRIEFING”
- “POOL”
- BOLETIM SYNODUS EPISCOPORUM
- COBERTURA DE TV AO VIVO
- NOTICIÁRIO TELEFÓNICO
- HORÁRIO DE ABERTURA DA SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ

COLETIVAS DE IMPRENSA

A segunda Coletiva de Imprensa sobre os trabalhos sinodais (com a tradução simultânea em italiano, inglês, francês e português) realizar-se-à quarta-feira 14 de outubro 2009 (após a Relatio post disceptationem), por volta das 12h45, na Sala João Paulo II da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Os nomes dos participantes serão comunicados quando for possível.

Os fotógrafos e operadores audiovisuais (cinegrafistas e técnicos) para obter a autorização de acesso devem dirigir-se ao Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais.

As sucessivas Coletivas de Imprensa serão realizadas:
- Sexta-feira, 23 de outubro 2009 (após o Nuntius)
- Sábado, 24 de outubro 2009 (após o Elenchus finalis propositionum)

“BRIEFING”

O sétimo “Briefing” para os grupos linguísticos será realizado (nos lugares e com os Assessores de Imprensa indicados no Boletim N. 2) amanhã, terça-feira 13 de Outubro de 2009, por volta das 13h10.

Recorda-se que os fotógrafos e operadores audiovisuais (cinegrafistas e técnicos) para obter a autorização de acesso (muito limitado) devem dirigir-se ao Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais.

Os próximos “Briefing” terão lugar, geralmente às 13h10:
- Quinta-feira 15 de Outubro de 2009
- Sábado 17 de Outubro de 2009
- Terça-feira 20 de Outubro de 2009

“POOL”

São previstos “Pools” de jornalistas credenciados para entrar na Sala do Sínodo, possivelmente, para a oração de abertura das Congregações Gerais no início da manhã, nos seguintes dias:
- Terça-feira 13 de Outubro de 2009
- Quinta-feira 15 de Outubro de 2009
- Sábado 17 de Outubro de 2009
- Terça-feira 20 de Outubro de 2009
- Sexta-feira 23 de Outubro de 2009
- Sábado 24 de Outubro de 2009

No Escritório de Informação e Credenciamento da Sala de Imprensa da Santa Sé (na entrada, à direita) serão colocadas à disposição dos jornalistas listas de inscrição aos “Pools”.

Para os “Pools” os fotógrafos e os operadores TV devem dirigir-se ao Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Os participantes nos “Pools” devem estar às 08h30 no Setor Imprensa, montado diante da entrada da Sala Paulo VI, de onde serão acompanhados por um membro da Sala de Imprensa da Santa Sé (para os jornalistas) e por um membro do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais (para os fotógrafos e operadores TV). É solicitado um traje apropriado à circunstância.

BOLETIM SYNODUS EPISCOPORUM

Il prossimo Bollettino, con la pubblicazione degli interventi degli Uditori, pronunciati nella Undicesima Congregazione Generale di lunedì 12 ottobre 2009, sarà pubblicato appena possibile.

COBERTURA DE TV AO VIVO

Serão transmitidas, ao vivo, através de monitores na Sala das Telecomunicações, na Sala dos jornalistas na Sala João Paulo II da Sala de Imprensa da Santa Sé:
- Terça-feira 13 de Outubro de 2009 (16h30): Parte da Congregação Geral durante a qual será apresentada a Relatio post disceptationem
- Domingo 25 de Outubro de 2009 (09h30): Solene Concelebração da Santa Missa de encerramento do Sínodo (Basílica de São Pedro)

Eventuais variações serão publicadas quando for possível

NOTICIÁRIO TELEFÓNICO

Durante o período sinodal estará em função um noticiário telefónico:
- +39-06-698.19 com o Boletim ordinário da Sala de Imprensa da Santa Sé;
- +39-06-698.84051 com o Boletim do Sínodo dos Bispos, parte da manhã;
- +39-06-698.84877com o Boletim do Sínodo dos Bispos, parte da tarde.

HORÁRIO DE ABERTURA DA SALA DE IMPRENSA DA SANTA SÉ

A Sala de Imprensa da Santa Sé, por ocasião da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos permanecerá aberta conforme o seguinte horário, de 2 a 25 de outubro de 2009:
- Segunda-feira 12 de Outubro: 09h – 16h
- Terça-feira 13 de Outubro: 09h – 20h
- De quarta-feira 14 de Outubro a sábado 17 de Outubro: 09h – 16h
- Domingo 18 de Outubro: 11h – 13h
- De segunda-feira 19 de Outubro a sábado 24 de Outubro: 09h – 16h
- Domingo 25 de Outubro: 09h – 13h

Os funcionários do Escritório de informação e credenciamento estarão à disposição (na entrada à direita):
- Segunda a sexta-feira: 09h – 15h
- Sábado: 09h – 14h

Eventuais mudanças serão comunicadas, quando for possível, através de anúncios no quadro de avisos da Sala dos jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé, no Boletim da Comissão para a informação da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos e na área Comunicações de serviço do site de Internet da Santa Sé.

 

 

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[Espanhol, Francês, Inglês, Italiano,
Plurilingüe, Português]

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